11 set 2011, 12h19

HÁ 10 ANOS…

Há 10 anos, no dia de hoje, eu estava muito feliz.

Nós éramos muito duros na época, e a criança só tinha 1 ano e pouquinho. Eu tinha tido que trancar a faculdade e arrumar qualquer emprego, pois a gente precisava do dinheiro.

Então fui trabalhar no teleatendimento de uma companhia de seguros grande, preenchendo avisos de sinistro de automóveis.

Minha mãe pagava empregada pra gente, pra me ajudar, mas nem grana pra babá tínhamos direito. Eu trabalhava no turno de 6 da tarde à meia-noite. Às vezes no turno de meia-noite às 6 da manhã, madrugada adentro. Cuidava da criança de dia enquanto o B trabalhava, ele chegava pra ficar com ela, e eu saía pra trabalhar à noite ou de madrugada. Ía sozinha de Jacarepaguá para o centro da cidade. Era uma loucura!

Então nesse 11 de setembro eu lembro de estar felicíssima – tinha conseguido uma troca, e estava trabalhando no turno de 6 da manhã à meio-dia. Só pensava que essa noite eu e ele não brincaríamos de “Feitiço de Áquila” e poderíamos ficar juntos.

E nossa festa de casamento estava chegando, marcada pra dali a dois meses! Eu estava excitadíssima.

Fora isso, 11 de setembro era sempre uma data feliz para mim – era aniversário do meu pai. E ter uma folga no dia do b-day dele, me garantia que conseguiria ir vê-lo, o que me deixava mega contente.

E foi aí que o mundo ruiu.

Eu estava numa chamada, ao telefone, quando o cliente começou a se alterar e não respondia mais minhas perguntas:

- Senhor, qual o número do chassi do veículo?

- Hummm, err.. chassi? Caramba, olha aquilo!

- Senhor? Preciso do número do chassi – está no documento do veículo.

- Eu já vou… MEU DEUS! Menina, você está vendo televisão???????

Como eu vivia atendendo gente maluca e sem noção, a pergunta me irritou, e respondi meio azeda.

- Não, senhor. Não estou vendo tv – estou trabalhando. Preenchendo seu aviso de sinistro. Não tem aparelho de tv aqui na plataforma.

- OS ESTADOS UNIDOS ESTÃO SENDO ATACADOS!

- Hein?

E ele desligou a ligação.

Fiquei um segundo esperando entrar outra, quando percebi um “zumzumzum” nas baias ao lado. Por toda a plataforma, os atendentes começaram a levantar e falar uns com os outros, perguntar o que estava acontecendo.

Me deu um clique na hora, eu botei minha estação em pausa, e corri pra nossa sala de descanso, onde havia uma tv. Ela já estava ligada, e havia muitos atendentes lá. Todos olhavam em absoluto silêncio pra imagem passando.

Eu fiquei ali parada, sem dizer nada, e assistindo sem entender a imagem dos prédios pegando fogo.

Quando a narração do acontecido me alcançou, e me tirou do torpor, confesso que comecei a chorar. Fiquei uma infinidade de tempo chorando calada, sozinha, de frente praquela televisão.

Não sei se esse foi o maior atentando de toda a história do mundo. Se foi a maior tragédia. Não sei se o número de vítimas foi maior nesse ou naquele ataque. Não me importa. Que mesquinhez de alma contabilizar a desgraça humana em números!

Não me importa se o país era arrogante, se seu presidente era um idiota, e se a nação merecia essa porrada. E nem se eles já tinham causado isso a diversos outros povos, jogando bomba aqui e acolá.

Nada disso importa. Importa que eram pessoas ali. Pessoas morrendo. Pessoas que estavam num prédio, alto como o que eu estava, trabalhando, como eu estava, que tinham vidas, famílias para voltar, como eu.

Pessoas.

Não nações, povos, estatísticas.

Pessoas. Que não tinham nada a ver com isso.

Pessoas pulando. Preferindo cair do que queimar.

O horror foi grande demais para mim. E não é porque eu sou anglófila. E não é porque eu sou fã da cultura deles. Era só a minha parte GENTE sofrendo por aquelas outras gentes, ali, tão sem defesa.

Era pelos 400 bombeiros que entraram no fogo e nos escombros, sem medo, sem pensar a si próprios e que nunca voltaram.

400 pessoas que foram voluntariamente para a morte certa, na esperança de salvar outras vidas.

Liguei pro B, pra ter certeza de que ele estava em segurança. Liguei pra casa, pra ouvir a  voz da criança.

Eu sabia que não era aqui. Eu sabia que nada tinha acontecido com eles. Mas não consegui evitar. Aquela sensação de vazio, de medo deles serem tirados de mim, estava me deixando maluca.

11 de setembro é só uma data. É só um número, um dia entre tantos outros. E se a mídia transformou a data num circo, desde então, não posso fazer nada. A vida segue, com certeza.

Mas hoje, nesse 11 de setembro, que já não é mais um dia particularmente feliz pra mim, eu acordei sentindo aquele  eco.

Que sinto todo ano ao lembrar da data.

Aquele vazio frio. Aquele ressoar de medo.

Hoje eu vou abraçar os que eu amo com mais força. Vou ficar agarrada com eles o máximo que eu puder. Pelo tempo que puder.

A gente nunca sabe quanto tempo ainda tem.

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Comentários

  1. ni disse:

    Nesse dia eu estava no colégio, terceiro ano, falaram que tinham jogado um avião nos EUA, eu pensei que devia ter sido numa área rural ou coisa do tipo, só fui entender a coisa toda quando cheguei em casa quase no fim do dia.
    Me dá raiva é esse povo que fala que os EUA mereceram, que foi fruto da política deles, blabla, olha, isso pode até ser verdade, mas quem morreu naquele dia não foi os EUA nem o governo dos EUA, foram pais de família, filhas de alguém, maridos… isso vem acima de qualquer coisa, e tem gente fria e dura o suficiente pra não entender isso.

  2. Juliana Santos disse:

    Lembro que nesse dia eu estava na escola, fazendo prova de Matemática e de História. E como dia de prova, a gente saía mais cedo, logo que terminei a prova, peguei um ônibus e fui para a casa. O rádio do ônibus estava ligado, dando notícia de alguma coisa que tinha acontecido com os Estados Unidos. Como o ônibus estava lotado e estava uma algazarra dos infernos, quase não ouvi nada.

    Cheguei em casa e como era folga do meu pai, ele estava assistindo TV na sala. Lembro que logo que eu entrei, ele começou a me falar tudo que estava acontecendo. Lembro da imagem do choque do 2º avião com as torres se repetindo umas trocentas vezes. E lembro do povo se jogando lá de cima, e aquilo me atemorizava sobremaneira (até hoje, cenas de gente se jogando de algum lugar com a esperança de se salvar, me chocam).

    Eu só sabia dizer: “Nossa pai”. E depois me peguei chorando. Fui para o meu quarto terminar de chorar, porque não aguentava mais ver gente se jogando e morrendo.

    P.S: E parabéns pelo post, me embargou a garganta, de verdade.

    • ni disse:

      Muita gente não se jogou, li que alguns foram empurrados por outros porque tava todo mundo querendo a janela pra poder respirar.

  3. claudio barretto disse:

    Olha eu confesso que não me comoveu.
    Fiquei impressionado com a ousadia, com as imagens do choque dos aviões e tudo mais. Mas comover de entristecer? Non.
    Entendo o argumento de que eram pessoas comuns e que não eram responsáveis pela política. Mas… paciência.
    Pra ser bem preciso na opinião eu penso no que aconteceu com o Japão. Pra citar apenas um número – 55% da população de Hiroshima foi morta no momento do ataque.
    Não chego ao ponto de dizer: Bem feito! Mas tb não fiquei com cara de gato do Shrek.

    • ni disse:

      Aí vc tá tratando a vítima como casualidades, e é por isso mesmo que existe tanta guerra no mundo. Concordo com a Elise e não consigo medir o tamanho de uma tragédia pelo número de mortes, é frio demais isso. Hiroshima foi também uma desgraça, mas o fato de termos vivido esse 11/09/2001, visto na TV, ser da nossa época, *nos* causa mais impacto. Não consigo não me colocar no lugar dos familiares das vítimas e pensar “po, eles eram inocentes mas morreram, paciência.” Se fosse comigo eu nunca pensaria isso, então não penso isso.

    • Pessoas, Cláudio. Inocentes.

    • Jussara disse:

      Eu penso como o Claudio sobre a parte de não ter me comovido, ou não ter ficado sofrendo, e não me acho fria nem insensível por isso, pelo contrário. Ver as imagens dos aviões se chocando contra as torres é algo que até hoje me causa uma sensação muito ruim, principalmente pq tenho medo de avião, e vê-los batendo nas torres é meio surreal e desesperador. Eu não me envolvi com a tragédia por opção, não fiquei vendo as notícias, me causava mal-estar.
      Sei lá, mas me dá a impressão de que porque foi nos EUA e foi um atentado, as pessoas se condoeram mais. Duvido que se tivesse sido num país aqui da América do Sul, por exemplo, se teria tido toda essa mídia e comoção.
      Alguém aí tem pena dos inocentes que os EUA matam todos os dias com suas bombas?
      E nem digo isso pelo número de vítimas, pois pra ser bem sincera, o acidente do avião da TAM que não conseguiu frear e pegou fogo, me deixou muito mais triste.
      Acho que tudo na vida tem um porquê, esse atentado não aconteceu de graça. É como disse o Claudio “Não chego ao ponto de dizer: Bem feito! Mas tb não fiquei com cara de gato do Shrek.”
      Me assusto muito mais e sinto mais pena quando morre um jovem no trânsito aqui no Brasil, um trânsito que mata mais que muitas guerras. E por favor, não venham querer me dar lição de moral.

      • Rubia disse:

        Também concordo com a opinião do Cláudio e da Jussara. Assim como fiquei assusta com toda a bárbarie que aconteceu nos EUA, também fiquei assustada com a “micareta” que aconteceu em frente a Casa Branca para comemorar a morte de uma pessoa (por pior que ele fosse e apesar de eu achar que ele também merecia a morte por todo o mal que ele causou, ver aquela “festa” em frente à Casa Branca quando mataram Osama Bin Laden foi meio surreal e desculpem minha opinião, meio demais!).

  4. Nossa Elise, fiquei toda arrepiada com o seu texto! Você me emocionou DEMAIS, moça! Bom… Confesso que lembro vagamente do ocorrido. Mas lembro que eu fiquei sabendo ao sair da escola. Tinha 15 anos, era muito novinha! É lamentável. A morte de pessoas inocentes realmente me choca! Triste demais…

  5. Marcela disse:

    Eu tinha 16 anos e estava em casa, sozinha. Minha mãe tinha levado meu irmão pra uma prova no maracanã e eu, que estudava a tarde, estava vendo desenho na TV. Lembro do momento em que o “acidente” foi parar na Globo, vi o avião bater na segunda torre. Lembro da voz no limite do controle do repórter da Globo, das pessoas sem ação. Eu lembro de ter falado sozinha que aquilo não era acidente, como dois aviões acertariam duas torres qse simultaneamente??? Também liguei pra todo mundo falei pra minha mãe ter cuidado afinal eram atentados terroristas e ela estava num dos maiores “pontos turísticos ” do Brasil, lotados de crianças. Sei lá, nós somos Brasil, nada acontece, mas nego tava jogando avião como se fosse brinquedo!!!
    Lembro da sensação horrorosa de ver as pessoas se jogando das janelas, eu não conseguia imaginar o desespero delas, minha mãe tava no celular comigo e ficava falando pra eu me acalmar e eu só falava: “mãe as pessoas estão se jogando! Eles vão morrer!”

    Sinceramente não entendo alguém que não se abale em ver seres humanos morrendo assim, sejam Americanos ou Japoneses, não importa. É gente e poderia ser qualquer um de nós.
    “monumentos” do Brasil. Foi realmente horrível e não entendo que não se abale em ver gente morrer,

  6. Jackie disse:

    Se 1000 vezes eu vir a imagem dos ataques, 1000 vezes meu coração vai ficar pequenininho e eu triste. Realmente não importam os EUA, importam as pessoas, o alguém de alguém que poderia ser eu, você, um amigo, um parente, um filho, trabalhando em uma das torres e morrendo no desespero. Não entro no mérito do país merecer ou não, as pessoas que estavam ali trabalhando, NÃO MERECIAM, assim como os civis afegãos, iraquianos, iranianos, e todos inocentes que morrem por causa da crueldade dos homens nas guerras.
    Admiro os EUA. Passei a admirar menos depois da reação exagerada pós ataque, mas continuo me emocionando quando revejo os ataques, a queda das torres e imaginar o desespero dos que estavam lá. Meu marido infelizmente é um dos que se sentiram “vingados” com o 11/9. E sempre que ele começa com o discurso anti-EUA eu o calo rapidinho: E se fossem nossas filhas trabalhando no 99* andar? Ou seus irmãos? ou vc mesmo ou eu, seu sacana? Ainda iria querer que jogassem na sua cabeça um avião pra mostrar que violência se paga com violência? Claro que não, né baby? É muito fácil falar quando não se está inserido na situação, no conforto do outro lado da tela da TV.

    beijo, seu post foi lindo e sinto igualmente sua tristeza e desamparo

  7. Carol disse:

    Eu lembro de voltar da escola, e minha mãe estar parada na frente da tv, e dizendo que NY estava morrendo. Tinha uns 11 anos, e nunca tinha ouvido falar do WYC, mas eu sofri como se estivesse vendo alguém querido partir. Nessa tarde fui para aula de inglês, e minha professora estava acabada, ela já havia trabalhado lá e perdeu vários amigos. Porém a coisa que mais me marcou, tirando todas as imagens chocantes que todas vez que assisto ainda me assustam, foi a cor do céu a noite. Lembro de estar deitada no chão assistindo o jornal nacional, olhei pro céu e estava um marrom escuro, sem estrelas, um céu frio e assustador. Nunca mais vi o céu daquele jeito e espero jamais ver.

  8. claudio barretto disse:

    Ni e Mirella eu compreendo que foram pessoas inocentes que pagaram com a vida. Isso é inafastável. Só acho que mais uma vez os EUA tiveram a vantagem da “propaganda” pra saírem como o povo mais heróico e merecedor da admiração de todos. Dá a impressão de que no fim tudo vira show com eles.
    No Japão da II Guerra ninguém viu ou filmou, ninguém veiculou as centenas de pessoas que foram minguando enquanto apodreciam vivas nos anos seguintes ou que nasceram com deformidades graves.
    O mesmo dizer da reconstrução. Parece que uma nação está brotando das cinzas com o novo WTC. Ora a Alemanha e a França tiveram que reconstruir seus países praticamente inteiros e hj estão aí dentro das 5 maiores economias do planeta sem terem feito nenhuma “propaganda”.
    Mais uma vez digo que minha opinião não é do “bem feito”. Mas simplesmente não dou crédito pra slogans do tipo: o mundo nunca mais foi o mesmo após o 11/09. ;)

  9. Andreia disse:

    Eu não ia me manifestar, mas encorajada com os comentários do Cláudio e da Jussara, resolvi comentar.

    Não me comoveu e não me comove. Sim, pessoas inocentes morreram. Cerca de 3000 mortes e todos ficaram comovidos, sim é contemporâneo e isso nos atinge mais. Mas na África morrem mais de 100 mil pessoas de fome por mês e não há essa comoção toda. Na Somália uma mãe teve que escolher qual filho deixaria na estrada para morrer de fome pois não tinha condições físicas de carregar os dois filhos no colo até o abrigo mais próximo. Isso é comovente, mas não gera posts e nem cobertura especial na tv.

    Há anos os EUA defendem uma cultura política de violência e superioridade, uma hora isso iria acontecer. Nem vou me referir ao governo do Allende no Chile derrubado também num 11/09, mas de 73. Um governo democraticamente eleito e derrubado com financiamento dos EUA. Mais de 50 mil pessoas morreram torturadas por causa desse 11/09.

    Acho triste, acho o mundo todo muito triste, mas eles não são as únicas vítimas. E a maioria dos americanos apoiou mais atos de violência depois do atentado, como a invasão do Afeganistão e a absurda guerra do Iraque em nome de suas vítimas.

    Quantos muçulmanos foram desrespeitados e sofreram preconceito depois disso? O mundo se virou contra eles, mesmo quando os terroristas são minoria.

    Os EUA e os americanos sofreram o que sempre pregaram: violência. Infelizmente muitas vidas foram perdidas com isso, mas muitas vidas que compartilhavam do mesmo pensamento e cultura.

    O mundo não ficou melhor depois da reação dos EUA, ficou muito pior.

  10. A 10 anos atrás eu completava 25 anos.
    Tinha uma filha com mais de 1 ano.
    E o que vi, além do horror, além da solidariedade das pessoas que estavam em volta, além da coragem dos bombeiros que subiram pois achavam que nunca cairía, além do oportunismo dos governos.
    Vi a força da mídia em criar o medo.
    A força de um objetivo (dos malucos que sequestraram o avião) em criar o medo.
    E fiquei com medo. Desde esse dia eu presto atenção em TODOS os passageiros do vôo que eu pego, procuro sempre estar o mais perto possível da cabine, fico imaginando (como uma espécie de TOC) quem pode ter uma bomba estilo MacGyver e quem eu vou ter que socar (ta bom valentão) caso tente sequestrar a merda do avião da Webjet hahaha.
    Foi isso que eu vi e senti.
    Mas não me comovo mais vezes do que o necessário, me marcou sim, pois agora quando viajo para USA preciso estar bem barbeado e arrumado, pois sou muito suspeito com uma data de aniversário que faz referência ao caos deles.
    Mas acima de tudo dia 11.09 ainda é um dia feliz, ou pelo menos tento que seja. Esse ano foi.
    Beijos
    Dan

  11. Lilian Garcia disse:

    Querida, que relato emocionante! Sempre passo por aqui e gosto muito de ler o que escreve, nunca comentei antes por preguiça, egoísmo, etc, mas… agora, não deu pra segurar! Parabéns pelo relato emocionante. Você sabe, como poucos, colocar em palavras os sentimentos. Muito obrigada por dividir com a gente esse seu dom! (e muito estranho isso de me sentir íntima de você, sua filha, seu marido, sogra, mãe… enfim, de conhecer você tanto e, no entanto, você nem saber da minha existência! crazy, né? ok, agora chega que já tá ficando esquisito demais…) beijo!

  12. Maela disse:

    Eu estava trabalhando e ví a notícia na primeira página do UOL.

    Pensei que era um acidente, um avião se chocou .

    Depois veio o segundo avião.

    Lembro de correr e chamar o Bob.

    Me doeu a dor dele.

    Me doeu a dor das pessoas.

    Me deu medo da mortalidade, de você cumprir sua rotina e ser pego por uma coisa tão insólita, como um avião entrando pela janela!

    Bob ficou chocado, pois WTC representava para ele uma conquista pessoal/profissinal, do tipo “estive em NY e subi aqui”.

    Ano passado estive em NY.

    Estive em Manhattan, tirei foto até no touro, mas na hora de ir ao ponto zero… Bob declinou. Ele não queria aquela imagem de desolação no cérebro.

  13. silmara disse:

    Não tem como lembrar deste dia.
    Eu estava no meio de um congresso em BH quando interromperam o palestrante para que ele desse a noticia do atentado.
    Tive a mesma reação de ligar para meu marido e filho para ouvir a voz deles. Foi um dia muito triste para a humanidade.

  14. milly disse:

    Claudio, Jussara, Rubia e Andreia, concordo msm com vcs…milhares de pessoas morrem diariamente de fome na África, e a mídia esquece de dizer q os regimes totalitaristas q exploram os africanos são em boa parte sustentados por interesses americanos e dos demais países “desenvolvidos” q lucram com a barbárie africana…Na Índia, China, Taiwan, e até msm no Brasil, pessoas são fisica e emocionalmente exploradas trabalhando horas a fio para produzir artigos baratos pra atender ao modelo de consumismo desenfreado imposto pela propaganda americana… isso é só a pta do iceberg, ngm gostou do q aconteceu ou achou irrelevante, mas tratar como se fosse o maior acontecimento do século é demais!

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