31 jul 2015, 10h09

TCHAU, JULHO! OI, AGOSTO!

Já me disseram “mas você só anda falando de livros e contos e escrever e textos…”

Desculpem-me se ando repetitiva – odeio gente monotemática, juro. Mas anda difícil falar sobre outra coisa. Nesse último mês tivemos um encontro incrível do Clube de Leitura, li e resenhei um monte de livros deliciosos pela Livraria Argumento, comecei a escrever para o site Literatortura, tive um conto publicado na Amazon… é de deixar qualquer um fissurado nesses assuntos! As outras coisas (grana, marido doentinho, filha de férias…) ficaram meio “embaçadas”.

E como tenho escrito! Mais do que nunca! Cada minutinho que sobra, estou escrevendo. Estou produzindo. Escrevo na minha cabeça o dia inteiro, escrevo dirigindo, escrevo dormindo. E como tenho andado feliz, no meu elemento, sabe? E de repente me dá uma tristeza desmensurada de ter perdido tanto tempo na vida não escrevendo. Tá, não perdi – trabalhei, flanei, me diverti, criei filho, curti com marido e caninos… fiz um monte de coisas felizes e boas. Mas poderia ter escrito mais. Deveria. O cansaço de se viver não pode ser desculpa para não viver.

Então é isso – mês cheio e que agosto seja mais cheio ainda.

Escreva, Elise, escreva!

 

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30 jul 2015, 9h05

GEORGE R. R. MARTIN E O FINAL FELIZ

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(esse meu texto foi originalmente publicado no site Literatortura)

 

(sim, esse texto pode conter spoilers. Mas convenhamos, a essa altura do campeonato você já sabe que o cara mata todo mundo)

George, meu querido, senta aqui. Vamos conversar. Já faz 4 anos que você entrou em nossas vidas e nos conquistou. Talvez mais, para quem já lia os livros. Confesso que fui na contramão – gamei na primeira temporada e corri para os textos. Mas não esqueço aquela primeira impressão: a temporada vinha bem, interessante e pesada, com seus temas de incesto e estupro, e aí no final do último episódio, você me mata o Ned Stark. Minha vida virou de cabeça para baixo. Achei aquilo fantástico – chocante e doloroso, mas fantástico. Lá estava você quebrando um paradigma, matando o mocinho, o personagem principal, aquele por quem todos já nutriam afeto. Você destruiu a pau a tal Jornada do Herói. E por isso mesmo foi marcante. Ali você deu o tom: ninguém está seguro. Isso aqui é “de verdade”, meu bem, as pessoas legais se ferram e morrem também. Uau.

Apesar de ter gostado muito, ainda fiquei desconfiada: será que a história na verdade iria ser sobre os Starks? Sobre a jornada dos filhos? Não era. De lá para cá, a Barca de Caronte passou para um bocado de gente: morreu Robb, morreu a viúva, morreram Direwolves (ai, que sofrimento cada vez que morre um lobo!), morreu o insuportável do Joffrey, o sabe-nada do Jon Snow (será?)… e foram tantos os personagens não tão principais mortos, que a contagem de corpos começou a parecer filme do Rambo. O que está ótimo para mim, ei, nada como um pouco de sangue para animar uma história.

Mas de repente, alguma coisa começou a faltar. Todo mundo começou a se dar mal demais da conta. Sempre. E, por favor, que não me atirem pedras; eu sou a primeira a defender seu estilo, George. Mas está faltando um pouco de final feliz. Não do tipo novela, onde todo mundo acaba forçosamente feliz e casado, e os malvados vão presos ou ficam malucos. Também não do tipo Scooby-Doo, onde tudo se resolve com uma explicação em cinco minutos. Nada disso. Está faltando um pouco de felicidade ao longo do caminho, de vitória do justo, de alguém se dar um pouco bem para variar. O tal do equilíbrio.

Porque a série vai acabar, os livros vão acabar. Eu sei que os fãs não querem pensar nisso (no momento estão me odiando) – mas vai acabar. Uma hora vai. Ou você vai morrer (você não está ficando mais jovem, George), ou vai encerrar antes que fique ruim, ou vai acabar porque ficou ruim mesmo e todo mundo perdeu o interesse. Não tem como fugir de uma dessas opções. Friends acabou. ER acabou. Nenhuma série de livros ou episódios é eterna. E como é que vai acabar? Bem é que não vai ser, espero. Nada do que já foi citado acima. Mas não seria melhor então você pavimentar algumas pequenas vitórias? Jogar alguns “ossos” de lambuja para a gente?

Sinto que o público anda um pouco cansado. E não é das cenas fortes, de violência, humilhação ou coisa assim, como alguns meios de comunicação querem fazer crer – a série está tão crua e contundente quanto sempre foi. É só que as pessoas talvez estejam sentindo falta mesmo de poder torcer para alguém, para variar. Ou sentir que alguns personagens conseguem escapar de situações ruins. Não todas, mas algumas.

O ser humano precisa sentir um pouco de esperança, afinal de contas. Ele suporta a crueldade, a dureza, a injustiça da vida – se lá no final tiver pelo menos uma pontinha de esperança. Está faltando um pouco de esperança nesse jogo dos tronos. Que continuem as reviravoltas, que continuem os reveses do destino, as atrocidades. Que ninguém continue intocável, que todos sejam passíveis de morrer ou de se ferrar. Essa é que é a graça dessa história. Mas que você mostre que coisas boas também acontecem com gente boa, às vezes. Porque é verdade.

Mesmo sabendo que quando você participa desse jogo, você ganha ou morre. Está faltando justamente a parte do “ganhar”.

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27 jul 2015, 13h59

LIVRO DA SEMANA – O MUNDO DE ANNE FRANK

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Pense em um livro gostoso de ler. Esse é  O Mundo de Anne Frank, da Rocco Jovens Leitores.

Li Anne Frank pela primeira vez quando tinha 15 anos. De lá para cá, reli o livro algumas vezes – inclusive quando o recomendei à minha filha, que estava estudando Segunda Guerra. Ela já passou a mão nesse também.

Achei que o livro seria uma versão romanceada de Anne Frank para jovens, mas não é bem assim. Sim, ele tem figuras (lindas!), e é de fácil manuseio e a escrita tem letras maiores. Mas está longe de ser só uma versão infantil; ele mistura ficção e fatos, para minha feliz surpresa.

Quem curtia a história de Anne contada através de seu diário, vai curtir muito imaginar se os diálogos entre ela, amigos e familiares propostos no livro realmente poderiam ter acontecido. Foi muito gostoso também saber mais da vida da heroína antes do esconderijo.

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Mas o que mais emociona mesmo é o final: o que teria acontecido a ela no campo de concentração e as fotos reais dela e de familiares. Isso complementa uma narrativa doce, que traz fantasia a uma história tão impactante.

Uma linda homenagem ao original, para ser lida em família ou sozinho.

 

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23 jul 2015, 13h53

OLHA EU NA AMAZON!

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QUEM AÍ TEM KINDLE?
Que tal ajudar sua autora favorita, (no caso eu, hahaha)?

Bom, é que está rolando um concurso literário, o tal ‪#‎brasilemprosa‬, na Amazon. E como eu nunca publiquei nada na Amazon, e estava bem a fim de testar a plataforma, resolvi participar.
A coisa é: eu não espero chegar nem perto de ganhar ou coisa assim (sou prolixa, então escrever um micro conto de até 6.000 caracteres foi um suplício e ele não ficou nada excepcional), mas ia ser legal se QUEM TEM KINDLE UNLIMITED (e pode ler de graça) desse uma espiada e colocasse umas estrelinhas lá na avaliação (nem que seja só uma, vá! rs)

NÃO É PRA COMPRAR o conto, sério. Não vale (acredite, não é modéstia). É só um continho de teste, que não está de graça porque a Amazon não me deixa. Mas quem puder ler “di grátis”, eu agradeço :)

:: link para o conto AQUI ::

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22 jul 2015, 8h12

CLUBE DE LEITURA – LIVRO DO MÊS!

Tá aqui! Chegou, tá bonito! Na verdade, foi decidido no encontro mesmo – eu que demorei a divulgar, porque foi tanta coisa depois (vídeo, post, livros novos pra resenhar), que esqueci do coitado!

Mas estou ansiosa para ler – intriga internacional na Segunda Guerra. Espionagem, segredos de estado, Nazismo… e tudo feito por meninas! Será que vai dar certo? Tou achando, hein. Eu curto um livro histórico (mesmo sendo ficção). E sempre quis ler alguma coisa do Ken Follett.

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As Espiãs do Dia D, Editora Arqueiro.

“Junho de 1944: após quase cinco anos de guerra, os Aliados preparam o Dia D, o ataque final contra o Eixo. Mas, para que a operação tenha sucesso, muitos fatores precisam ser levados em conta. Um deles é impedir que o inimigo peça reforços. Para surpreender Hitler, os Aliados decidem cortar a comunicação das tropas nazistas na França com o alto-comando na Alemanha. E, para essa tarefa, ninguém é mais indicado que a major Felicity Clairet.

A ex-tradutora passou os últimos três anos infiltrada em território francês, ajudando células da Revolução. Inteligente e prática, é conhecida como Leoparda, tão bela e impiedosa quanto o grande felino. Agora ela precisa de toda a sua sagacidade para destruir a principal central telefônica dos nazistas. Para isso, Felicity tem que encontrar e treinar na Inglaterra um grupo de mulheres fluentes em francês e dispostas a chegar de paraquedas na França sitiada, entrar no covil alemão em Sainte-Cécile e explodir seus equipamentos de comunicação”

Na capa diz que é um suspense baseado em fatos reais – e eu já aprendi que quando a frase é essa, quase nada tem a ver com o fato real (que é usado só como inspiração) – mas não adianta, continuo sendo fisgada por isso do mesmo jeito (que nem filme de terror baseado em fato real, que você sabe que quase não é, mas fica com mais medinho mesmo assim)

Nossa data provável de encontro é o começo do mês, talvez dia 15  de agosto (farei post mais perto confirmando). Então ‘bora começar logo a ler!

1, 2, 3… VALENDO!

 

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20 jul 2015, 13h19

LIVRO DA SEMANA – LÉXICO

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“Uma organização treina jovens talentosos para controlar a mente e o comportamento das pessoas usando combinações específicas de palavras. Os iniciados deixam suas verdadeiras identidades para trás e passam a usar nomes de poetas.”

Eu juro que tento ser objetiva quando falo sobre um livro – tenho que ter em mente que nem todo mundo vai gostar das mesmas coisas. Então sempre tento ver os lados bons de cada texto, o que pode ser que agrade às pessoas. Mas com alguns livros é difícil manter a objetividade – ainda mais com aqueles pelos quais você se EMPOLGA.

Léxico me pegou de jeito. Vai ser leitura a ser recomendada com carinho.

Começa que a história gira toda em torno de palavras e do poder de persuasão – motivo mais do que suficiente pra atiçar a curiosidade de quem é apaixonado pelas duas coisas. Tudo converge para os acontecimentos relacionados a dois personagens – Wil e Emily. As histórias de ambos vão sendo contadas de forma alternada e em tempos diferentes (o que torna tudo mais interessante), e é legal ver como elas vão se interligando em um crescente de suspense – embora esse não seja inerentemente um livro de suspense, existe muito mistério na história.

Os dois personagens se veem envolvidos com uma escola “especial”, que desenvolve a capacidade de persuasão e de vocabulário de seus alunos. O motivo? Bom, aí você vai ter que ler para descobrir, porque se eu contasse ia estragar tudo. Mas é incrível como as palavras se tornam coisas vivas e poderosas, capazes de manipular as pessoas.

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E o fato dos iniciados trocarem seus nomes pelos de poetas? Vibrei com isso! Bom, não se engane – apesar de cheio de ação frenética e suspense, esse é um livro muito inteligente. Além de bem escrito, com capítulos desordenados para torná-lo mais intrigante, seu enredo é original e surpreendente, te faz desejar ser parte daquilo. Não é uma releitura de nenhuma outra história que me venha à cabeça.

Só sei que fiquei com MUITA vontade de estudar na tal academia – é o tipo de coisa que eu adoraria, por mais perigoso que fosse. Por isso, perdendo toda a minha imparcialidade, digo: pare o que estiver fazendo e vá ler Léxico.

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15 jul 2015, 18h00

FELIZ ANIVERSÁRIO, ALICE

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(*texto originalmente publicado no site LITERATORTURA. É, agora também escrevo para lá, olha que legal! Tem banner aí na barra lateral*)

O Coelho Branco corria, como sempre. A bem da verdade, não sabia como andar, nunca soubera. Mas desde que virara conselheiro da Rainha, corria ainda mais.

– Estou atrasado, Ai, ai, ai, estou atrasado. É tão tarde! Tão tarde! A Rainha vai pedir minha cabeça.

A nova rainha era mais imprevisível do que a Rainha de Copas tinha sido. Poderia perder seus bigodes, se ela estivesse em um mau dia. Sim, sim, sim, seus adorados bigodes, tinha que mantê-los no focinho.

E tinha ainda mais dois convites para entregar. Dois convites que deixara por último – o da Lebre de Março e do Chapeleiro Louco. Ele não queria ver gente maluca! Bom, pelo menos o quanto pudesse evitar. E de todos os malucos, o chapeleiro era o pior. Nem a Lebre, que tinha fama de furiosa, podia competir com ele. Com certeza não lhe fazia bem o cheiro de tanta cola que usava nos chapéus.

Mais rápido, mais rápido! Tinha que chegar logo, antes que fosse hora do chá. Sim, sim, sim, se o chá começasse, quem sabe quando acabaria? O último tinha durado dois meses. E por essa época já teria passado o aniversário, ela não perdoaria.

Chegou à porta do Chapeleiro e bateu depressa, consultando o relógio.

– Quem está aí? – a voz arrastada do Chapeleiro perguntou, ao abrir a porta.

-Meu caro, se já abriu a porta, qual a serventia de perguntar quem está batendo? – questionou o Coelho, enquanto fazia uma mesura.

O Chapeleiro não se deu o trabalho de responder o cumprimento.

– A porta é minha, e pergunto a ela o que bem quiser – retrucou, com maus modos. Estava amarrotado; a casaca com manchas de manteiga e a aba do chapéu cheia de migalhas de torrada. Ou poderiam ser brioches. O Coelho não imaginava como tinham ido parar ali, fossem de que qualidade farinácea fossem. – O que faz aqui, mestre Coelho? Veio para o chá? – quis saber, empertigando-se.

O Coelho tirou uma corneta do bolso do colete e soprou com pompa e circunstância na cara do mancebo. Depois anunciou em alto e bom som:

– Venho em nome de Sua Majestade, a Rainha Alice, entregar o convite das comemorações de aniversário – e estendeu ao atordoado Chapeleiro um belo convite desenhado à mão.

O semblante desse se suavizou ao ouvir o nome da querida Rainha.

– Bem, bem… quer dizer então que faz aniversário a Rainha? Mas novamente? Não o comemoramos ainda semana passada?

– Era somente um desaniversário aquele – respondeu humilde o Coelho. – A Rainha solicita a presença do ilustre amigo esta tarde.

– Esta tarde? – lamentou. – Mas eu aguardava a Lebre.

O Coelho tirou outro convite do bolso, destinado à Lebre, e entregou-o prontamente.

– Vá lá – suspirou conformado o convidado. – É melhor não abusar de seu humor.  Aliás, como está ela hoje?

– Já mudou muito desde o começo do dia, como sempre. Agora está em dúvida quanto a seu nome. E espera pensar em pelo menos seis coisas impossíveis antes da festa – o Coelho confidenciou temeroso, como se a Rainha de alguma forma o ouvisse.

E naquele mesmo instante, como um trovão, ouviu sua voz, vinda de longe:

– SENHOR COELHOOOOO! Ó, SENHOR COELHOOOO!

Virou-se confuso, tropeçou e sentiu-se cair em um buraco sem fim. Caía mais e mais no escuro, sem ver o fundo quando…

– Senhor Coelho! ACORDE, senhor Coelho!

…O Coelho Branco piscou os olhos de forma atordoada. E deparou-se com o rostinho de sua menina Alice, olhando meigamente para ele.

– Você dormiu, senhor Coelho. O que sonhou? Aposto que viu o lindo jardim de rosas, sim? Conte-me tudo a respeito! Ó, sim, conte-me! – bateu palmas, com sua animação habitual.

O Coelho esfregou os bigodes aliviado.

– Não, menina. Sonhei com você. Que agora era nossa Rainha, que já vivia por aqui há 150 anos, e que estava ficando terrível como a megera de Copas.

Alice riu e plantou-lhe um beijo no focinho.

– Ora, deixe-se de bobagens. 150 anos! Que velhinha terrível seria eu! Fosse eu Rainha… – e começou a desfiar uma lista de maravilhas que faria.

O Coelho, deu-lhe o braço e saiu andando, convidando-a para um passeio.

– Ó, sim! Vamos visitar o… gato?

(essa semana Alice in Wonderland completou 150 anos. Parabéns, Alice. Obrigada por sempre ter-me feito companhia. Eu te amo. Sua amiga, Elise)

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14 jul 2015, 10h00

LIVRO DA SEMANA – O ASSASSINATO DE MARGARET THATCHER

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Há um tempinho não lia um livro inteiro de contos – acho que Gaiman foi meu último, com Coisas Frágeis. E esse não poderia ser mais diferente, o que foi uma ótima experiência. O Assassinato de Margaret Thatcher é uma coletânea de contos (muito bem) escritos pela britânica Hilary Mantel, que (adivinhem?), não vai nada com a cara da ex-Dama de Ferro.

Hilary e eu discordamos nesse ponto – sou grande fã de Thatcher, então confesso que esse conto que dá nome ao livro, o penúltimo, não foi o meu favorito (apesar de ser interessante imaginar como teria sido, se ela tivesse realmente morrido em um atentado). Gostei muito mais de Vírgula, que fala sobre infância e sobre amizades que só poderiam ser possíveis em determinado período de nossas vidas. Ou Desculpe Incomodar, que me pareceu tão intenso, que fui pesquisar a respeito e acabei descobrindo que é bem pessoal, porque conta a experiência de uma mulher inglesa isolada em um país árabe, sendo que a própria Mantel morou por uns tempos na Arábia Saudita com o marido – o que o torna mais sufocante ainda.

Mas a autora é sólida; todos os contos são impecáveis, bem desenvolvidos, bem estruturados. Ela consegue dar uma aura de melancolia e sobriedade, um peso, a histórias que poderiam ser corriqueiras e que acabam com uma aura de lugubridade. Parece difícil de ler? Não é. É como ler Poe – com seus aspectos psicológicos subentendidos e interessantes, que nos fazem passar de um conto a outro e a outro, sem perceber.

 

:: parceria Livraria Argumento ::

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13 jul 2015, 9h23

ENCONTRO CLUBE DE LEITURA – RESENHA, FOTOS, VÍDEO E MUITO MAIS!

(peeps, vídeo super amador, feito com o meu celular. Ninguém julgando minhas habilidades Spilberguianas, ‘fazfavô’! Mas foi uma tentativa de aproximar vocês do encontro)

Foi IN-CRÍ-VEL! Dessa vez, nós nos superamos! O clube está crescendo – foram mais de vinte pessoas no encontro, e foi uma tarde adorável, engraçada e simplesmente deliciosa. Nosso número de bebês mascotinhos até aumentou – agora, além da Helena, temos o Bê como membro honorário do clube!

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Falamos sobre os livros resenhados aqui nesse mês, sobre os livros que cada um tinha lido e indicava, e sobre Caixa de Pássaros, nosso livro do mês, claro!

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A Livraria Argumento nos deu boas-vindas à loja da Barra com um delicioso brunch, e os participantes do clube ganharam também cartões de fidelidade da livraria com descontos.

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SOBRE O LIVRO:

Por motivos pessoais (risos), fico “mordida” quando acho um livro de estreia assim tão bom – Caixa entrou na minha lista top! Achei (achamos, porque foi consenso) a narrativa muito bem estruturada. Ele ser contado no presente e no passado, alternando, indo e voltando, fez toda a diferença para tornar a história mais interessante. Todos concordaram que a personagem da Malorie era muito forte, e que o instinto de sobrevivência e o medo são realmente o assunto principal dessa história – muito mais do que descobrir o que eram as coisas.

Todos os leitores sofreram horrores com a morte de Viktor (pode morrer todo mundo, mas matar o cachorro é sacanagem!) e com o Tom também – alguns queriam fortemente que ele fosse o interesse amoroso de Malorie e que eles terminassem juntos. Sobre as teorias relacionadas às coisas – teve alienígena, mutação, vírus, partículas microscópicas e muitos simplesmente não conseguiram formular teoria nenhuma.

Particularmente, para mim era o menos importante (eu gostei muito do final, mas isso não foi unânime – teve quem quisesse estrangular o autor, por não contar). Deve ter sido uma decisão estrutural difícil de tomar, explicar ou não no final. Por outro lado, achamos inteligentíssimo que ele deixasse as crianças sem nome – não só para não estragar o que iria acontecer, mas como forma de despersonalizar os dois, mostrando como a mãe não tinha certeza de sua sobrevivência.

Sou fã de livros pós-apocalíticos e histórias de sobrevivência falam muito forte ao meu coração, por isso esse será um livro que recomendarei sempre.

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Bom, e o próximo livro do mês? Já está escolhido e a maioria da gang já providenciou lá na Livraria mesmo. Quer saber qual é? Acompanha lá pelo Instagram, que vou divulgar por lá antes do que aqui. Rá.

 

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7 jul 2015, 9h12

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO

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Encontrinho marcado! Peeps, esse mês iremos no reunir na Argumento da Barra, no Rio Design.

Aí vão algumas respostas para perguntas que sempre me fazem:

o que é um Clube de Leitura? Bom, aqui é um bando de gente que adora livros e assuntos literários, lendo junto e se reunindo pra falar a respeito. Ninguém quer entender mais do que ninguém, ninguém é especialista – o que vale mesmo é a sua opinião e seu gosto pessoal.

mas eu não moro no Rio, e aí, como participo? E aí você participa online, ué :)  Lê com a gente, escuta o áudio, vê as fotos, bate papo nos comentários e lê a resenha. É legal, prometo.

mas e se eu não conhecer ninguém no encontro? A ideia é essa: conhecer gente com o mesmo interesse. Somos todos MUITO diferentes, não concordamos em tudo, mas a paixão pela leitura nos une.

e se eu não li o livro do mês e quiser ir? Não tem problema! (bom, se você não se importar com alguns spoilers, hehe). A verdade é que sempre estrapolamos o assunto do livro do mês. Esse mês, por exemplo, resenhei vários livros. Vou falar deles também. E as outras pessoas também falam dos outros livros que andam lendo, o que torna tudo uma troca muito interessante. E você sempre pode ler o do mês seguinte.

mas qual a vantagem de ler junto com todo mundo, participar de um clube de leitura? Várias. Primeiro é poder falar sobre um livro que você leu e gostou com outras pessoas que também leram e que VÃO TE ENTENDER. Depois, é uma forma de se estimular a ler, receber boas recomendações, além de conhecer gente nova, ampliar seus horizontes…

Peeps, esse é o primeiro encontro que o Clube fará depois da parceria que combinei com a Livraria Argumento. Quero MUITO que todos estejam lá, para ver como é divertido!

 

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