22 jul 2016, 15h57

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO DO MÊS

gastro

Chegou, chegou! Conforme avisei vocês, nosso encontro de julho vai ser agora, domingo, dia 24.

Dessa vez escolhemos o Rosita Café, no Downtown, Barra, às 12h. (clique no link do site deles, com endereço completo)

rosita-cafe

Todo mundo leu Loney?

loney2

Se não leu, não tem problema – tragam seus livros e seus papos!

Pra quem for acompanhar no virtual, prometo tentar colocar post aqui falando sobre o livro na segunda mesmo!

 

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14 jul 2016, 13h36

A CHEGADA DO POKÉMON GO AO BRASIL

poke

Querem saber como vai ser o lançamento do Pokémon Go aqui no Brasil?
Vai ser assim:
Pokémon Go chega e faz sucesso. Logo em seguida, a esquerda começa a dizer que é jogo de coxinha, coisa da elite brasileira, que ficar pegando Pokémon não é socialmente correto – e o direito dos Pokémons? E que é tudo um golpe pra desviar a atenção da política. A direita vai rebater dizendo que os Pokémons pediram por isso, quem mandou invadir sem dó a família brasileira? E vão lançar os Pokémitos. A bancada evangélica vai votar contra os Pokémons no senado… até descobrir que Pokémon paga dízimo, aí vão mudar o discurso. Nesse meio tempo, todo mundo vai estar brigando via Facebook, porque os ativistas de plantão vão fazer discursos do tipo “Ao invés de jogar Pokémon, você deveria estar lutando pela causa xis”. E as pessoas “super-descoladas-diferentonas” não vão jogar e vão fazer piada de quem trocar a foto do perfil por um Pokémon, porque elas são superiores a essa modinha. Os nacionalistas vão repudiar essa “coisa de gringo” e vão lançar o jogo Pegue os Tatus, para ser jogado no Dia do Saci (não do Halloween, lógico). As feministas vão sair na porrada (entre elas mesmas), porque os Pokémons-fêmeas não são empoderados e vão cagar em cima dos celulares em protesto. Os LGBT vão brigar contra a ideologia de gênero dos Pokémons. Os machistas vão criar o ranking das Pokémons mais gostosas e lançar um app Tinder-Poke. O Tico Santa Cruz vai achar que lançaram o Pokémon como uma ofensa a ele e aos artistas brasileiros, e vai fazer um vídeo-depoimento enorme a respeito. E no final de tudo a Anitta vai lançar um funk novo, o funk do Pokémon Gostoso.
Fim. Bem-vindo ao Brasil.

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8 jul 2016, 13h04

O PREÇO QUE VOCÊ PAGA

love

Estava lá eu faxinando a sala pela milésima vez, irritada, puta da vida, com calo nos dedinhos de tanto segurar o rodo e praguejando. Praguejando pelos malditos caninos que não aprendem a fazer xixi no lugar certo. Eu podia estar escrevendo, eu podia estar comendo, eu podia estar trabalhando, trepando, lendo, mas nããããão, lá estava eu perdendo meu estimado tempo limpando. E limpando. E limpando. Minha vida ultimamente parece uma grande sucessão de limpezas. Tem vezes em que eu sei que dia da semana é, porque é dia de limpar isso ou aquilo.

E aí, PÁ, caiu o raio. Vocês sabem, comigo é sempre o raio. Não é figura de linguagem exagerada – ele chega até a me sacudir. Uma coisa assim meio como o House, do Hugh Laurie. Sabe como? Ele está no meio de uma frase banal, nada a ver, e de repente todas as sinapses dele se conectam ao mesmo tempo e ele tem um insight. Acho bonitinha a palavra insight, mas comigo é meio raio mesmo – se algum dia você estiver do meu lado quando eu entender alguma coisa, ou tiver alguma revelação interior, vai me ver chacoalhando direitinho.

Meu raio dessa vez foi uma visão do futuro. Um relance, um vislumbre. Em um segundo eu vi o dia em que os caninos não estarão mais aqui. Jack, meu primogênito (risos), já está com nove anos. Ginger, a caçula, tem sete. Não é muito, em se tratando de anos de salsicha, porque salsichas vivem bastante. Mas eles já não são mais filhotes. Já aparecem bigodes brancos aqui e ali.

E aí eu vi direitinho o dia em que isso ia acontecer – o dia em que eu não teria mais que limpar o chão da sala. E, para minha surpresa, não senti alívio. Senti um vazio tremendo. Senti uma tristeza fulminante.

Porque o xixi é o meu preço.

Todo relacionamento, todo amor tem um preço. Sabe aquele ditado que diz que “não existe almoço grátis”? É a pura verdade. Não existe. E isso se aplica a tudo, então por que não se aplicaria a relações, a sentimentos também? Não existe relacionamento gratuito, você é que talvez não tenha percebido a etiqueta com o preço.

É o tal comprometimento, o tal do sacrifício. Seja abrir mão de algo que gosta, aceitar algo que não gosta, ignorar certas coisas, engolir tantas outras. Aceitar ser menos isso ou mais aquilo. Sempre, sempre tem um preço. Se vai ser precinho ou preção, é ao gosto do cliente. E se você vai pagar feliz ou não, também é pessoal.

Às vezes o preço é pequeno, uma coisa boba; como aceitar bagunça, por exemplo, quando você tem TOC. Ou fazer vista grossa para algum hábito que você ache detestável. Mudar pequenas coisas em você. Às vezes o preço é grande, como trocar onde você vive, por exemplo. Criar um enteado. Mudar seu jeito de ser. Ajustar coisas mais estruturais.

E às vezes o preço é simplesmente alto demais. Doloroso demais. Insuportável demais. Desamor, indiferença, traição, falhas de caráter insustentáveis… E ainda assim, há quem banque. Mas normalmente é isso o que acontece – quando termina uma relação, é porque a balança custo x benefício se desequilibrou, aquele preço deixou de ser algo que agrega valor.

O complicado nessa equação, como tudo que é complicado na vida, é saber quando continuar pagando e quando deixar de pagar. O quanto você paga, pelo amor que recebe? Está valendo?

Sobre os meus custos, minha visão mudou inteiramente. Não vou dizer que comecei a limpar xixi exultante (porque isso seria só para efeito de texto, meu bem. No dia em que eu limpar xixi cantarolante de feliz, manda me internar), mas agora limpo satisfeita. É, satisfeita é uma boa palavra – porque eu sei o quão pouco, no final das contas, me custa. É chato, mas agora sei bem pelo quê estou pagando. Pago e pago bem.

Vai querer o troco aí, madame?

 

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1 jul 2016, 12h20

A CONFUSÃO DO LIVRO DO MÊS (E O PRÓXIMO LIVRO QUE LEREMOS)

Junho, hein. Ô, mês danado de enrolado. Não escrevi nada, não publiquei nada, não li nada (mentira, li só um pouquinho. Li Mr. Mercedes, do King, e gostei).

Diferente do mês passado, ninguém nem soube o livro que leríamos no clube de leitura. Tudo minha culpa. Deixa eu explicar – tudo começou quando comprei o livro online na Saraiva, e eles estragaram a entrega (ainda não chegou! Tem mais de mês!), que seria o Orfanato da Srta. Peregrine… vocês sabem qual. Já virou filme, então todo mundo já está conhecendo o livro. Só que ele não chegou, eu não li e acabei não fazendo post avisando. Para piorar tudo, houve a maior confusão em cima da hora sobre onde seria o encontro – e eu não liguei para o local para agendar. Ou seja, chegamos lá e estava fechado. Só batatada.

Mas o encontro acabou rolando no The Bakers de Copacabana, aos trancos e barrancos, e foi gostoso como sempre (eu acordei passando mal, ainda por cima, cheguei lá vomitando, mas ainda assim consegui curtir um pouco).

orfanato

Todos amaram o livro, e se surpreenderam com ele. As notas foram altas – de 8 pra cima! E ele foi comparado a Gaiman (assim, quando a Saraiva se dignar a me entregar o diabo do livro vou ter prazer em ler, mesmo tendo ouvido toooodos os spoilers no encontro, hehe).

Então esse mês faremos da forma certa – o encontro JÁ ESTÁ MARCADO para o dia 24 de julho. E o livro escolhido é esse aqui, ó:

loney

Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.

Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês.

O livro está sendo comparado a Caixa de Pássaros (o que para mim já seria o suficiente para ler). E eu achei a escolha ótima – boa apara “esquentar” as noites frias que têm feito.

Vamos ler juntos?

 

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26 mai 2016, 14h47

A MANTEIGA DA RAZÃO

manteiga

Sempre vou associar manteiga à primeira vez em que percebi claramente que não tinha razão. Claro, sempre soube lá no fundinho (em diversos momentos) que não estava certa. Mas essa epifania da manteiga me pegou de jeito, porque antes dela eu realmente acreditava piamente em algumas coisas. Como verdade absoluta.

Cresci com uma mãe preocupada com saúde antes da época dos organochatos – minha casa não tinha refrigerante durante a semana, e a gente comia arroz integral, essas coisas. E a gente não comia manteiga. Veja, em nenhum momento dessa historinha culpo minha mãe pelo engano com a manteiga – ela, como todos nós, acreditava nos “estudos”. Estudos que, nessa década, tinham decidido que a manteiga era uma vilã (assim como ovo). Então nunca entrou manteiga na minha casa – ela era do mal, fazia a gente morrer jovem e desnecessariamente (ovo a gente comia com muita parcimônia. É até engraçado isso hoje). A gente comia MARGARINA, a maravilhosa invenção vegetal (de preferência aquelas que faziam “bem” ao coração, você sabe de qual tou falando). Porque tudo que era vegetal era decididamente bonzão na época.

Contextualizou? Eu cresci achando (como tanta gente), que manteiga era um baita “No-No”. Do tipo, nem colocava na boca. A gente até cozinhava com margarina.

E aí, um belo dia, eu conheci um cara que virou meu amigo. E ele comia manteiga.

Eu nunca fui dessas chatas que ficam doutrinando os outros sobre o que fazer e o que não fazer (me orgulho disso), então nunca fiquei fazendo preleções para ele sobre os riscos da manteiga. Nunca. Nunca disse a ele pra não comer, nem nada. Só que cada vez que ele passava manteiga com vontade no pãozinho, nos jantares, eu me encolhia. Tinha arrepios nos cafés da manhã que compartilhávamos, quando o via feliz caindo dentro da manteiga.

E eu julgava. Eu não enchia o saco, mas dentro da minha cabeça eu julgava. Eu me sentia SUPERIOR – era como se eu sentisse pena dele, que não sabia o que era certo ou não. Que não conhecia os riscos. Que era meio ignorante, sabe? Afinal a informação sobre o mal da manteiga estava ao alcance de todos e me incomodava um pouco ele escolher não se informar. Não escolher O CERTO.

Pois bem. O meio da história vocês já sabem – décadas se passaram e a manteiga foi redimida. Chegaram à conclusão que ela não era tão ruim, afinal. Que era melhor uma gordura boa, do que aquele treco plástico artificial das margarinas. Isso não importa (podem descobrir alguma coisa nova amanhã).

Importa é que tudo que eu tinha CERTEZA ABSOLUTA sobre esse assunto mudou. Caiu por terra. E eu resolvi provar manteiga, e amei manteiga e virei fã de manteiga.

Importa é que, quando percebi isso, percebi também o quão arrogante tinha sido a vida toda. Quanta empáfia eu tinha tido. Mesmo sem nunca falar nada com ele a respeito, eu tinha me sentido melhor do que ele, por causa dessa convicção. E essa convicção, qualquer uma, é um perigo porque a gente acaba às vezes agindo em função dela e pode falhar muito com os outros. Porque inevitavelmente é isso que acontece quando a gente tem certezas absolutas sobre alguns assuntos – a gente não se questiona. Até que um dia (com sorte!) a gente percebe que não tem certeza de nada.

Não dizem que a humildade é uma coisa que a gente tem que praticar? Eu agora pratico todo dia pela manhã – não tem uma só vez em que pegue o pote da manteiga que não sorria comigo mesma. É um lembrete, logo no começo do dia, de que não sou infalível. De que posso estar errada. É um tapa na minha arrogância.

Mas também é uma lembrança feliz – porque triste mesmo é aquele que não aprende nada com as bobices que faz. Que não sabe retroceder, que não sabe perder, que não sabe dar razão ao outro. E que não sabe admitir quando está errado. E, nesses tempos de raiva política, de oposições binárias e de tanta crítica que vivemos, me sinto privilegiada. Privilegiada por entender que posso estar equivocada às vezes. Sem arrumar desculpas para mim mesma e meu comportamento.

Da próxima vez que encontrar esse amigo para um café, vou agradecer – ele nem sabe o bem que me fez.

 

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21 mai 2016, 13h42

QUANDO SÓ UM ASSUNTO NÃO BASTA

belo

Comer, trabalhar, malhar, dormir. Comer, trabalhar, malhar, dormir. Comer, trabal…  Ad Infinitum.

A vida precisa ser mais do que isso – e é. Só que nem todo mundo consegue enxergar. Por preguiça, cansaço, cegueira, acomodação, medo ou simplesmente azar mesmo. Quando a gente percebe, está há anos só existindo, ao invés de viver. Só sendo basal. E aí um belo dia acorda deprimido. Acorda ansioso. Acorda com um vazio e não sabe o que é, de onde vem. Vem daí, do buraco. Esse, que você deixou crescer dentro do peito.

Ou então você não está deprimido, mas está monotemático. Desinteressante – porque só se interessa por um assunto, só sabe de um assunto, só escuta, vê, lê, fala de um assunto. E nem é porque goste muito dele. Ou seja bom nisso. Não. É só que é mais fácil e seguro existir assim – monocentrado. Unilateralmente. Dominando pelo menos alguma coisa que seja.

Mas acontece que nós, terráqueos (como gosta de chamar o Padre Fábio de Mello), precisamos de arte pra viver, pra respirar. Precisamos de cultura. E não é arte de museu – é arte e beleza no dia a dia. Precisamos criar e precisamos nos cercar de beleza, para fazer sentido.

E se você acha que não tem talento, não é criativo, produzir arte e/ou beleza é mais abrangente do que você imagina – é cozinhar (por prazer, tá?), tricotar, costurar, escrever, tocar um instrumento, cantar, dançar, fazer palavras-cruzadas, estudar um idioma (sem ser por obrigação) ou qualquer outra coisa, pintar, ler (não  vale aquela leitura de jornal, que é boa, mas pra outra coisa), assistir um filme diferente daqueles que você tá acostumado (sim, tou falando daqueles estrangeiros obscuros), fotografar, desenhar, fazer penteados… tanta, tanta coisa. Tanta coisa que nos separa dos outros seres que só sobrevivem. Que não sabem o que é xadrez ou música ou a Capela Sistina.

Essas são as coisas que nos preenchem, que nos estimulam. Que fazem o cérebro continuar motivado. Estudos comprovam (e eu odeio essa frase) que isso tudo combate as doenças neurológicas degenerativas. Que aumenta a expectativa de vida. Que gera felicidade mesmo. Que nos faz ter também o que acrescentar aos que convivem conosco.

E mesmo quando não estamos produzindo arte – cercar-nos do belo faz bem à alma. O belo também estimula. E é por isso que os inteligentes procuram o belo nas pequenas coisas. O belo no dia a dia, nas pequenas perfeições. É por isso que aplicativos como o Pinterest fazem tanto sucesso – porque é uma forma de colecionar belezas, mesmo sem tê-las. De observar o que é bonito ou estético diariamente, continuamente. É a oportunidade de se alimentar disso, de se recarregar.

É hora, então, de se reavaliar; de se perguntar se está vivendo ou só existindo.

Porque não dá pra ser feliz se contentando em ser medíocre, em ser pouco, em ser “só”. Não nos aproxima dos outros. E pior – não nos aproxima de nós mesmos.

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21 mai 2016, 10h32

É AMANHÃ! – ENCONTRO DO CLUBE DE LEITURA

gastro

 

É amanhã! Olha que delícia, olha que gostosura! Dominguinho nublado, cafeteria, bolo quentinho e papo bom.

Sei que você se animou.

Dessa vez vamos nos encontrar aqui:

paneterie

 

PANETERIE – Condomínio Bluecenter – Av. das Américas, 12300 – 121 Barra/Recreio.

Às 11h, como sempre.

O livro? Aquele legal (opa, estou me adiantando!) que lemos esse mês. E todos os outros que quisermos!

temporada

 

Prontos?

 

13 mai 2016, 13h30

PROCURANDO O BATOM PERFEITO (E OUTRAS METÁFORAS DE PLENITUDE)

batom2

Estamos todos sempre Chasing Amy.

E se você não entendeu a referência, faça uma anotação mental para procurar o filme no Netflix ou coisa que valha – Procura-se Amy é um filme dos anos 90 que fala resumidamente sobre procurar sempre um modelo ideal em todas as nossas buscas. No filme, um dos personagens conta essa história: como o cara deixa escapar Amy (seu amor idealizado), e depois passa o resto da vida procurando Amy em todas as suas relações, e em todas as mulheres.

Para mim, essa busca, essa obsessão é uma constante. Como procurar a peça do quebra-cabeças que falta para que alguma coisa dentro de nós faça sentido. Estava no meu grupo de amigas de Whatsapp e conversávamos sobre batom e a busca do batom perfeito. Horas de conversa. Centenas de mensagens e dicas. E veja – eu mal uso batom. Mas estou sempre procurando o batom perfeito. É quase um fetiche; o batom ideal é aquele batom mítico que vai ser só seu e te representar 100% – com ele você sempre vai estar linda e pronta. Vai ser o batom que te completa.

No meu caso, a busca eterna é pelo batom nude e pelo vestido branco. Estou sempre atrás do batom ideal e do vestido branco perfeito, como se fossem o Santo Graal. Já tive mil vestidos brancos, mas nunca encontrei o vestido branco da minha vida. Aquele que poderei usar todos os dias e parecer sempre recém-saída de uma capa de revista. Aquele que vai dar sentido a tudo, porque vai me deixar plenamente confortável comigo mesma. Dentro da minha pele.

Não é curioso? Essa busca quixotesca por algo que nos reafirme? Para alguns é o jeans de caimento mágico, o batom vermelho idealizado, o cafezinho primoroso – não importa, é tudo metáfora de busca de plenitude. O que importa é o processo, não o fim. São esses detalhes que compõe tão lindamento o nosso todo. Que nos dão acabamento.

E quando a busca cessa, quando finalmente encontramos algumas de nossas projeções, que alívio. Que satisfação. Enquanto durar – porque batons, e roupas, e cafés, e lençóis (e o que mais você inventar) acabam.

Mas estou convencida que se acabam de propósito, os danados – só para continuar nos movendo em direção a novos desejos.

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27 abr 2016, 16h24

LIVRO DO MÊS

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Último encontro foi bem no meio do feriado – eu tinha ido a uma festa no dia anterior, e quase não consigo acordar noa hora. Mas ô se valeu o esforço! O Cafeína de Ipanema nos recebeu SUPER bem – o espaço é muito friendly para sentar e papear, ou se você quiser tomar uma xícara de café enquanto lê. Recomendo o segundo andar, onde ficamos, para ter mais privacidade e fugir da badalação (tem bastante gringo por lá). A comida também é muito boa – não é baratinha, mas achei o preço justo (um combo com suco de laranja, bebida quente, baguete e frios saiu por R$24).

Eu não tinha lido o livro, Navegue a Lágrima, e esse foi uma daqueles encontros em que me arrependi disso – quase todos gostaram bastante da história. Fiquei tão arrependida, que trouxe ele emprestado para ler, mesmo já tendo ouvido todos os spoilers. Mas a descrição do pessoal falando sobre o lugar idílico, as lembranças e tudo mais me tentaram demais.

A coisa boa? É que já temos DATA, LUGAR E LIVRO escolhidos para o próximo mês. Rá. Eita eficiência, hein! (pra variar um pouco hahaha)

Será dia 22 de maio, às 11h, no Paneterie do Recreio (http://www.paneterie.com.br/), e leremos…

temporada

Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo.
A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Eu que escolhi o livro desse mês – espero que tenha acertado. Mas achei a história bem diferente e instigante. Vamos ler juntos?

 

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19 abr 2016, 17h22

VAI TER CLUBE DE LEITURA SIM!

gastro

Tá bom, tá em cima. Já tinha data e livro definidos desde o último encontro (que não me dignei a colocar aqui como foi, porque sou uma escritora relapsa e que anda trabalhando dobrado. E porque o encontro foi ótimo como sempre. Mas me deu algum bloqueio, sei lá. Saca bloqueio de escritor? Eu tenho esses, e bloqueios do clube também).

O livro que leremos dessa vez vai ser (está sendo) Navegue a Lágrima:

navegue

Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo.

Consumida pelo luto, a editora Heloísa escolhe se afastar da cidade onde morava e levar uma vida de isolamento na residência de veraneio que pertenceu a Laura Berman, uma escritora consagrada.

Entre muitos drinques, cercada de pertences e memórias dos antigos moradores, Heloísa começa a ser visitada pelas lembranças guardadas entre aquelas quatro paredes: a correria de crianças, dias de sol preguiçosamente passados à beira da piscina, o romance terno de Laura e seu marido Leon. Se é delírio ou magia, a nova moradora não consegue distinguir. Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.

O encontro será AGORA, dia 21 (no feriado!), às 11h, no Cafeína de Ipanema (Rua Farme de Amoedo, 43). 

Eu prometo-prometidinho que voltarei com os textos, as crônicas de sexta e muito mais – é só uma fase. Fase “trabalho demais -bode da vida- bloqueio de escritor”. Mas já já passa.

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