24 ago 2015, 11h49

LIVRO DA SEMANA – TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER

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Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. (fonte: Intrínseca)

Existe uma certa pressão ao se falar de um livro tão unânime – Toda Luz foi ganhador do Pulitzer e virou leitura de férias do presidente Obama. E por todo lado, tem alguém falando bem dele. Mas se você acha que fiquei procurando alguma inconsistência no livro, para ser original na resenha, sinto te decepcionar – ele é realmente arrebatador. E não consigo decidir exatamente porque.

Ao ler a sinopse, você sabe bem o que te espera – alguma coisa emotiva sobre a Segunda Guerra (que por si só já é um tema bem emocional), e o destino de dois adoráveis protagonistas, uma menina cega e um menino órfão, de lados opostos e unidos pelo destino. Parece óbvio, parece cliché (e talvez seja um pouco), mas mesmo assim o livro te pega de jeito.

Talvez seja a forma como os capítulos são bem curtinhos (muito mesmo) e sempre te dão vontade de ler “só mais uma página” (e quando você percebe, já leu mais umas 50). Talvez seja a narrativa em terceira pessoa (adoro), que pula de um personagem para outro, do presente para o passado, e não te deixa ter um momento de tédio. Talvez sejam os personagens secundários, que são quase mais interessantes que os protagonistas (eu leria histórias inteiras sobre o gentil amigo que bate de frente com a Juventude Nazista, Frederick; sobre as senhoras da resistência; sobre o perturbado do tio Etienne).

Sim, você sabe para onde a história está se encaminhando, sabe como ela vai culminar, e ainda assim deixa ela te levar, feliz da vida. E o estilo narrativo, ah, esse vale linhas e mais linhas de elogios e suspiros. Quando o autor fala de Werner, o menino alemão (meu favorito e de quem sentirei muita saudade), tudo são sons, equações, ondas de rádio, transmissões. Você vê o mundo claramente através da sua perspectiva. E quando ele trata de Marie, os cheiros, toques e detalhes são percebidos por nós de forma intensa, como se fôssemos cegos também. Te faz sentir o salgado do mar, permeando pelas janelas trancadas da casa em Saint-Malo. O gosto das comidas, o cheiro das ruas.

Descritivo sim, mas nada chato.  São descrições belíssimas – é prosa, mas é quase poesia.

Por fim, é um livro que trata de beleza – da beleza em meio ao horror. Da beleza que continua, independente do que está acontecendo no mundo. E como a beleza pode ser percebida de formas diferentes. Por mim, chamaria-se Toda Beleza que Não Podemos Ver.

 

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21 ago 2015, 10h49

A MANHÃ APÓS O FIM DO MUNDO

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“Atenção… reiniciando”.

Porque tem aquelas manhãs. Aquelas de depois do fim do mundo – o mundo acaba (por um motivo desesperador ou outro), e você fica se descabelando na cama, chorando e aspirando o ar com tanta força que acaba fazendo barulho de foca, zapeando na tv atrás de uma coisa tão deprimente quanto você, e enchendo a cara de chocolate, vinho barato ou seja lá qual for o seu calmante. Digita cem mil mensagens pelo telefone (que você sabe que, com sorte, vai acabar apagando), e dorme babando no travesseiro, exausto com o próprio sofrimento.

No dia seguinte, acorda meio de ressaca, olho inchado, disfarçando com maquiagem para ninguém perceber que o fim do mundo foi ontem. Detesto noites de fim do mundo; acho uma putaria maior ainda ter que acordar no dia seguinte. Sem direito a luto, sem tempo de recuperação. Só um “vamos lá, começando de novo”. Ninguém liga pro quanto você ficou triste, se decepcionou, está desiludido. Você sofreu que nem um cão, achou que fosse morrer, que não ia aguentar tanto sofrimento, tanto coração partido… e está lá. O bendito dia começando de novo.

Para mim são os funerais. Os de gente viva, digo. Enterrar gente morta é triste, lógico, mas o que me acaba, o que arrasa comigo são os funerais de gente viva. Aqueles momentos em que você tem que cortar o laço, tem que deixar morrer alguém dentro de você. Aquele em que decide cair fora ou deixar de amar. Dói, putamerda, como dói. Antes tivesse morrido de verdade, o maldito (é o que sempre penso). Porque aí não seria sua culpa, porque aí não teria jeito. Aí não teria gosto de fracasso, de desamor. Não cortaria tão fundo na carne.

Mas aí, no outro dia, você acorda e, surpresa, continua respirando. Continua piscando, comendo, como se nada tivesse acontecido. Se bobear, continua até falando com o defunto (mas esse é outro filme). E de repente não dói tanto (ou dói menos) e de repente o fim do mundo não foi ponto, foi ponto e vírgula. Você se olha no espelho e se sente meio Rocky Balboa, levantando-se soco após soco. Até a próxima vez, quando  você acha de novo que não vai dar, que agora arrebenta o coração, e…

“Atenção… reiniciando”.

 

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17 ago 2015, 11h45

CLUBE DE LEITURA – O ENCONTRO DE AGOSTO


*suspiro*

O vídeo está lindo, não tá? Tá bom, eu sei que eu fiz, então sou suspeita, mas embora eu seja péssima cinegrafista, acho que passa todo o amor que foi esse dia de encontro.

A Livraria Argumento do Leblon nos recebeu de braços abertos, como sempre, e tivemos uma super tarde de conversa, livros e café. O livro foi As Espiãs do Dia D, da Editora Arqueiro, mas também falamos um monte dos livros que resenhei esse mês aqui, e dos livros que todos andaram lendo.

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O livro dividiu opiniões – alguns não conseguiram terminá-lo a tempo do encontro (mas ninguém desistiu de lê-lo) e alguns gostaram bastante. Quem já tinha lido Ken Follett disse que preferiu a dinâmica dos Pilares da Terra (seu livro mais famoso), e que esse das espiãs era divertido, mas muito inverossímil (tá bom, é ficção, não precisa ser verossímil, mas ele não estabelece bem desde o começo isso, porque sua ambientação é quase histórica). Isso agradou alguns, desagradou outros. Todos concordaram que o livro demora um pouco a engrenar, mas que depois torna-se bem agradável.

Esse encontro teve uma novidade: decidi que a partir do próximo mês todos terão direito a escolher o livro do mês (e não só eu), então sorteamos quem estava lá e criamos uma ordem de escolha – cada mês um escolherá o livro que todos leremos. Por que isso? Porque assim nos forçamos a ler coisas que não leríamos naturalmente e do gosto de outra pessoa, o que torna tudo mais interessante.

O livro do próximo mês foi escolhido em conjunto (tá, eu sugeri, rs. Mas foi um acordo geral). Adivinha:

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O lançamento do King! *todo mundo dançando*

E não quero ninguém aqui reclamando que não lê terror – não é terror!

As resenhas todas elogiam bastante a leitura, e dizem que trata-se de um suspense com toques bem emocionais. Assim, ó:

“Uma das histórias mais bem escritas de King… Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste.” — Entertainment Weekly

Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.”

Animaram? Eu animei MUITO!

Vamos lá, todo mundo lendo! Nosso próximo encontro deve ser lá pelo dia 19 de setembro, então tem bastante tempo.

1, 2, 3… VALENDO!

 

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15 ago 2015, 8h44

A busca pelas mulheres perdidas nos negativos – ou porque adoramos uma boa história de mistério

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(texto meu originalmente publicado no site Literatortura)

A história começou assim: Meagan Abell, uma fotógrafa da Virgínia, USA, comprou uns negativos antigos em uma feira de antiguidades, revelou-os e apaixonou-se pelas fotos encontradas – duas mulheres não identificadas, em um belo ensaio fotográfico obscuro, provavelmente feito entre as décadas de 40 e 60. Encafifada com a história, a fotógrafa usou uma ferramenta do nosso tempo – o Facebook – para perguntar ao mundo se alguém sabia quem eram as mulheres e que fotos eram aquelas. E a coisa toda ficou viral, com pessoas debatendo quem seriam as mulheres, qual o local das fotos e até a data e veracidade dos negativos. Até aí tudo bem, mais uma história se alastrando pelo mundo. Mas por que tanto interesse assim?

Acontece que adoramos uma boa história de mistério, um bom enredo. E esse poderia ser um de filme. Ou um livro; visualizo logo ele todo, com a fotógrafa encontrando as moças depois de anos, já velhinhas, e devolvendo as fotos perdidas que elas receberiam em lágrimas. E o plot por trás disso seria incrível, com as moças tendo posado para um amigo que teria ido para a Guerra e a máquina fotográfica tendo se perdido quando ele faleceu em combate e… Volta aqui, imaginação!

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É esse mesmo motivo pelo qual livros, filmes e histórias em geral fazem tanto sucesso, desde que o mundo é mundo. Porque criamos contextos em nossas mentes. Porque imaginamos histórias e fantasiamos desenrolos. Porque encenamos começo, meio e fim. Porque vibramos ao descobrir os motivos por trás dos motivos. Porque cada vida, cada situação tem uma história por trás – algumas melhores e mais divertidas, outras nem tanto. Contamos para nós mesmos histórias todos os dias. “Ficcionamos” quem somos e que tipo de vida levamos, mesmo sem perceber. E é fantástico que, com o advento da comunicação eletrônica, possamos cada vez mais compartilhar essa paixão. Pelo desconhecido, pelo misterioso. Pelo que pode ser.

Quem são as belas mulheres? Onde as fotos foram tiradas? Por que se perderam? E você? Conhece a chave do mistério? Até a data de publicação desse texto, ainda não havia nenhuma resposta definitiva, só um bando de gente curtindo especular junto. Mas no final das contas, não importa muito – hipóteses são, invariavelmente, muito mais legais do que respostas.

Link para a busca do mistério (e mais fotos) #FindTheGirlsOnTheNegatives:https://twitter.com/hashtag/findthegirlsonthenegatives

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14 ago 2015, 11h51

PARE DE ACHAR QUE DEFEITO É QUALIDADE

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Precisamos conversar, eu e você. Papo reto. Estamos fazendo uma coisa muito idiota, ultimamente. Quer dizer, sempre teve quem fizesse. Mas parece que agora virou moda, e eu e você não somos pessoas de modinha, certo?

É a glamourização dos defeitos. O ser humano sempre arruma desculpas para as coisas que não consegue resolver – sempre arrumou, sempre arrumará. Desculpas são formas de apaziguarmos nossa consciência: se a pessoa não acha que fez nada de errado, ela não fica arrumando ‘mimimi’ para justificar seus atos. Então nós sabemos bem o que andamos fazendo ou sendo, já que arrumamos desculpas sem fim para podermos dormir à noite achando que está tudo bem.

Não está.

Acontece que não somos perfeitos, eu e você. E tudo bem isso – desde que tentemos mudar. Agora, o que não vale, o que é trapacear é ficar arrumando desculpas pros próprios defeitos. E a gente sabe que têm feito isso.

Sempre achei que gente que enche a boca pra dizer que é “muito honesto, brutalmente honesto, honesto a qualquer custo” é só gente que está dando desculpinha pra ser grossa. Pare, pare agora.

Esse papo de “eu sou assim mesmo, o mundo que ature” é muito sexta série. As pessoas publicam coisas como “sou delicada como murro de boxeador”, “sou exigente mesmo, e se não gostar a fila anda”, “quem não me conhece me acha chato, quem me conhece tem certeza”… Gente, perderam a cabeça? Isso não é maneiro! Ser chato não é maneiro! Ser exigente, besta, grosso, arrogante, metido, cínico, cabeça dura, teimoso, ríspido, mesquinho, egocêntrico – nada disso é legal! ‘Tá tudo subvertido, essas não são qualidades!

Se não tem jeito, se você sabe que é assim algumas vezes, tá bom, todo mundo é! Agora, glorificar isso? Até é engraçadinho, mas cadê seu conhecimento neurolinguístico? É isso que você quer que seja associado a você? É com isso que quer que os outros te identifiquem? Batendo no peito para se vangloriar de estar errado? Fazer piada dos próprios defeitos, ok. Exibi-los como troféu, não ok!

Ser mimada não é bonitinho. Ser antissocial não é charmosinho. Não sou lá a pessoa mais sociável do mundo, mas quando me pego dizendo isso, tenho vontade de me socar, ainda mais se faço parecer que é uma coisa excêntrica e adorável – não é.

Defeitos, todos temos. Saber se perdoar e levar na flauta é inteligente, mas qual é o objetivo de se estar aqui (digo, na Terra) se não for para evoluir? Melhorar? Consertar o que está errado? Porque está errado – não tente transformar uma falha de caráter em uma qualidade única. Se incomoda os outros, é ruim, sim. Afinal, você vive em sociedade. Tem gente que só faz o que quer e não está nem aí para os outros? Tem. Uau, como eles são autênticos! Mas deixa eu te contar uma coisa: essas pessoas estão cada vez mais sozinhas. Não conseguem relacionamentos verdadeiros com ninguém, só superficiais. São essas pessoas insuportáveis que todo mundo só atura, e não gosta. Ou de quem todo mundo cochicha, quando vão ao banheiro (o que também não é bacana. Mas você entendeu). Porque todo mundo precisa de alguém, e para isso precisa ser flexível. Precisa melhorar. Manter sua essência é fantástico – mas se a sua essência é uma bosta, muda, pelamor!

Se você é incrível em alguma coisa, exalte isso. Se é bom, honesto, amigo, cordial, tolerante, paciente, isso vale se orgulhar. Sem modéstia demais, sem vergonha. O resto, o que tem de torto, tente mudar e aprimorar. Até porque quem fica botando panos quentes nos próprios defeitos, acaba cego. Acaba se iludindo que o problema não é seu, é do mundo. O mundo não vai te engolir. Ele pode momentaneamente te mastigar, mas assim vai acabar é te vomitando.

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10 ago 2015, 13h14

LIVRO DA SEMANA – COZINHA À PROVA DE RATOS

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Ontem o Fantástico fez uma linda reportagem sobre crianças com Síndrome de Down, e eu fiquei mais emocionada do que nunca – culpa de COZINHA À PROVA DE RATOS, da Editora Rocco.

Tinha acabado de ler o livro pela manhã, e ainda estava processando-o internamente. O livro é uma surpresa boa – esqueça romancezinhos regados a paisagens idílicas francesas e muita comida. A comida está lá sim, e a paisagem também (apesar de mais agreste, menos romanceada e mais realista) mas essa é uma história sobre como fazer muitos planos é um exercício inútil, ao se viver.

Um casal está esperando seu primeiro filho e planeja a vida perfeita: ela, uma chef de cozinha bem-sucedida, ele, um artista musical. Só que todos os planos de ter uma família de capa de revista e morar na França caem por terra, quando tudo vira de cabeça para baixo no nascimento da filha.

A narrativa é na primeira pessoa, do ponto de vista de Ana, e bem linear e cronológica – mas é tão fluida, que se desenrola com facilidade, sem ser monótona. Embora não tenha me identificado com a personagem, apesar de ser mãe (ela é uma controladora, e eu vivo o momento há anos), reconheci várias pessoas que conheço: obcecadas em planejar toda a vida minuciosamente – casamento, as datas dos partos dos filhos, as promoções de trabalho, o cardápio de almoço da semana… Mas sofri junto com ela quando tudo desmorona e ela descobre que essa vida idealizada, de Facebook, não existe.

É uma bela história sobre amor e sua incondicionalidade (ou não), que nos assusta por vezes, tal sua honestidade. Tive que me lembrar em alguns momentos de não julgar as personagens por suas atitudes e angústias, tentando me lembrar que só quem passa por situações extremas é que sabe como é difícil tomar certas decisões.

PS. spoiler: ODIEI o marido dela desde o primeiro segundo. Eu teria mandado ele passear no primeiro momento. Se alguém tiver alguma opinião diferente, vem aqui me contar?

 

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7 ago 2015, 6h00

AMOR E ESCOVA DE DENTES

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– Comprei escovas de dentes novas para a gente. A sua é a azul, tá? Só fiquei meio preocupada com a sua escova velha: a minha estava toda gasta e a sua continuava novinha… acho que você não anda escovando direito os dentes.

– Como assim?! A minha escova amarela antiga estava toda desbeiçada!

– AMARELA? Porra, amarela era a MINHA!

Certa vez vi uma episódio de How I Met Your Mother exatamente assim. Esse pequeno diálogo doméstico prova duas coisas: 1) ter nojo, quando se é um casal é algo completamente inútil. 2) mesmos casais juntos há bem mais de década ainda podem ter problemas de comunicação.

Nunca fui muito favorável a DRs, não tenho paciência. A frase “precisamos conversar” tem efeito de dor de barriga em mim – nada de bom se segue a ela. Mas falar mesmo, falar tudo, até a exaustão (o que chateou, o que está incrível, o que está aporrinhando), é essencial. Não precisa convocar e marcar hora – despeja tudo mesmo, sem aviso. No momento. Assim, que nem um tiro no coração. Os casais que, por insegurança ou orgulho, se esquivam de se expressar (inclusive dizendo quando está bom ou o quanto gostam do outro) acabam perdendo uma parte importante de ser um time.

Assim a gente evita rancores que vão crescendo desnecessariamente. E usar a escova de dentes um do outro também.

 

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6 ago 2015, 6h00

ENCONTRO DO MÊS – TÁ CHEGANDO!

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Todo mundo animado? \0/

Está chegando – nesse mês de agosto, voltaremos ao Leblon (deu saudade e também quero agradar às pessoas que ficam mais perto da Zona Sul. Vamos tentar alternar).

Já leram o livro do mês? As críticas de quem já leu estão boas – eu comecei, mas gosto de ler mais em cima da encontro, para estar tudo fresco na cabeça.

Nesse encontro teremos o de sempre: bom papo, um monte de falatório sobre livros, a combinação do próximo livro do mês, ótimo café ‘y otras cositas más‘.

Nos veremos lá e aqui! (se ainda não leu o livro, corre que dá tempo!)

 

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5 ago 2015, 18h28

CONTO NA AMAZON!

THE COLOROF YOU

 

Quem já é meu leitor há tempos sabe que esse conto não é novo – na verdade foi meu primeiro texto publicado, e o que mais gosto. O GOSTO DAS PITANGAS, agora está disponível para todos na Amazon (e dá pra ler mesmo se você não tem Kindle; é só baixar de graça o app do Kindle para o seu desktop, celular ou tablet). Esse não é micro-conto: são 24 páginas de pura emoção.

“[…] Ela quase caiu da cadeira ao ler.
E a lembrança esquecida, daqueles últimos dois dias em que eles estiveram juntos, atingiu-a como um raio.
Ela também ainda dormia de luz acesa. […]”

Uma história sensível sobre amizades verdadeiras e o poder das memórias. E como todos somos tocados pelo inexplicável em algum ponto pelo caminho. Uma amizade interrompida pode ter força, mesmo depois de 20 anos de ausência? Acompanhe os protagonistas nesta viagem em espiral, relembrando tempos de brincadeiras de crianças e segredos guardados por toda uma vida.

Boa leitura! (e quem ler não esqueça de colocar uma avaliação lá, pra eu saber o que achou, tá?)

:: link AQUI ::

 

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3 ago 2015, 9h54

LIVRO DA SEMANA – UM ROMANCE GREGO

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Que surpresa agradável! Sabe quando você só está precisando esfriar a cabeça? E ler alguma coisa feliz e romântica? Foi com essa expectativa que escolhi Um Romance Grego, do selo Fábrica 231, da Editora Rocco. Rápido e leve, ele cumpriu o que eu queria, com um bônus – o livro era bem interessante também. Cheio de mitologia, paisagens idílicas, comidas de dar água na boca (fiquei seriamente com fome lendo!) e um bocado de reflexão inesperada. Sobre família, sobre nossas raízes, sobre envelhecer (ou quando os nossos envelhecem) e como definitivamente nos afastamos de nós mesmos, de quem somos.

A história começa com Daphne (ô, nome legal) chegando em sua cidade natal grega (uma ilha, vai vendo), para rever sua avó e organizar seu casamento (ela é uma chef de cozinha em Manhattan e vai se casar com um banqueiro rico que chegará só perto da festa).

O que eu não esperava era não ser um romance romântico óbvio (nada óbvio, sobretudo o final). Também não esperava a magia que envolve a história, as bonitas crenças e a fé, e nem o lado histórico verdadeiro (que existiu mesmo, como descobri no final). Também não esperava ficar tão ansiosa pelo sol e pelo mar, lendo o livro. Verdade que li na varanda, sentada nesse sol frio de inverno, mas senti o tempo todo que estava nas areias pedregosas da Grécia.

Uma delícia para quem quem viajar sem sair de casa, e para quem tem paixonite pela cultura grega. ‘Opa!

 

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