22 mai 2015, 12h47

HATERS GONNA…

large (6)

Sexta-feira linda, dia de sol no Rio de Janeiro, café da manhã na varanda, toda uma vibe alto astral antes de sentar no computador e começar a trabalhar, abro o blog e… o primeiro comentário aguardando aprovação é: “Acho que tu devia dar o c*** até arrombar“. Ótimo. Great.

Deixa eu contextualizar – todos os dias me deparo com pelo menos um comentário desse tipo aqui no blog. Esse, especificamente, foi em um post famoso meu, um texto sobre o macho alfa (você encontra na busca). O texto era pra ser divertido, engraçado, irônico e provocador. Ele não é um manual de verdade, as pessoas não deveriam se guiar por esse tipo de coisa a sério. É comic relief, sabe? Esse post e um outro engraçado (eu acho engraçado) sobre vingança recebem sempre comentários retardatários vindos de desocupados que vão ao Google e pesquisam sabe lá Deus o quê, e acabam neles. E nunca entendem que não são textos sérios. Juro que não me ofendo mais – sou uma garota crescida. Foi tempo em que me aborrecia se alguém que desconheço sugerisse qualquer coisa indelicada com meu c*** (eu poderia escrever a palavra, só não quero. Sou fina, sabe?). São ossos do ofício de quem escreve para o público, principalmente para a Internet, com toda a sorte de malucos que existem. Com o tempo, acostumei e parei de achar que era pessoal. Não é. Quem odeia não tem muito critério.

Mas, mesmo sem me chocar, magoar ou coisa assim, sempre me dá certa melancolia esse tipo de comentário. É que não consigo deixar de ficar matutando quanto tempo a pessoa perdeu com isso. Ela teve que inventar um email fake, teve que escolher um nome fake (alguns acham que têm o direito de falar o que quiserem. Dar a cara a tapa, já são outros quinhentos), perdeu tempo digitando. Isso é realmente o que significa “destilar ódio”. É isso, é liberar de forma lenta. Infelizmente as pessoas não perdem tanto tempo destilando amor (as pessoas nem sempre se dão ao trabalho de parar para comentar textos que amaram. O que está ok por mim, sei que a vida é corrida, a pessoa pode ter adorado o que você escreveu e nem sempre dizer nada).

Mas perder tempo me incomoda. Muito.

Desde que assisti Interstellar ando obcecada com tempo. Tá bom, sempre dei valor ao tempo, mas agora mais do que nunca. Então parei para pensar quantas vezes faço a mesma coisa que os malucos que comentam um texto de uma pessoa que eles não conhecem e que não vai mudar nada na vida deles. Parei de discutir online em sites e no Facebook há tempos, mas vira e mexe perco tempo demais com coisas negativas. Com comentários que me incomodam. Com compartilhamentos que considero idiotas.

E essa é a minha semelhança com o maluco anônimo que faz uma grosseria: se aquilo me incomodou ao ponto de me fazer perder tempo de forma inútil (porque É inútil discutir online, sobretudo com pessoas que você não conhece ou que não significam nada para você), o problema É MEU. Se aquilo me tocou de tal forma, me tirou do sério, tenho que parar e analisar a raiz do meu incômodo.

Todos os dias vejo pessoas no Facebook desfiando e propagando comentários agressivos: polêmicas, discussões, denúncias. Ou simplesmente comentam qualquer bosta pensando zero segundos nas consequências daquilo que estão dizendo. E como isso afeta as pessoas. O distanciamento (aparente) que a Internet cria, dá uma força e um poder, uma arrogância e prepotência tremendos. O CQC é um programa que não tenho por hábito assistir, mas das últimas vezes em que vi um pouco, vibrei com um quadro onde eles vão atrás de haters que fizeram comentários duros ou controversos, ou de ódio mesmo. As pessoas SEMPRE ficam constrangidas e SEMPRE dizem que não era bem aquilo que queriam ter dito, que se expressaram mal, e se desculpam se ofenderam alguém. Por que fizeram então? Porque na hora de comentar, não pensam. Não pensam que do outro lado existem outras pessoas. Diferentes ou com opinião diferente (e que elas têm todo o direito de ter, independente se você acha errado ou não). E também porque perdem um pouco do anonimato da web e perdem a força de comentar dentro de um grupo. A unanimidade e a massa sempre foram burras, mas as mídias sociais estão levando isso a novos patamares. As pessoas acham que não há consequências.

Já fiz uma crônica divertida aqui (procure “Vai Compartilhar?” na busca) falando sobre o problema de se compartilhar, denunciar e odiar sem ponderar. Mas as pessoas ainda não entenderam bem.

Torço para que isso mude, e que as pessoas só percam tempo propagando e divulgando aquilo que elas amam e que as inspira, ao mesmo tempo em que ignoram o que as desagrada.

Enquanto isso, querido hater, deixe meu pobre c*** em paz. O dia está belo. Sente na rede e vá analisar o verdadeiro motivo de ter ficado tão chateado com o texto. O porquê se incomodou tanto, que jogou seus preciosos momentos de vida fora, combatendo. E depois procure textos que te façam feliz. Tem um ou dois muito bons por aqui.

De vez em quando, acerto.

 

Tags: ,
15 mai 2015, 11h50

COMPRE FLORES PRA VOCÊ

flor

Sempre que a gente passava por alguma floricultura na rua, ou aqueles mercados que vendem plantas na porta, ela suspirava. Eu sabia que ela adorava flores. E uma das coisas que mais ouvia ela se queixando era “ninguém nunca me dá flores”. Chegava dia dos namorados, aniversário, e ela sempre comentava meio irônica que faziam mais falta as flores do que o namorado em si.

Certa vez caí na besteira de perguntar a ela porque não comprava flores para si mesma, ao que ela me respondeu (ligeiramente surpresa e ultrajada), que isso era o tipo de coisa que a gente tinha que ganhar. É mesmo? Sei que depois desse dia ela ficou com a pulga atrás da orelha, se perguntando porque nunca comprava as flores que tanto amava.

Algumas pessoas, a maioria de nós, na verdade, são fabulosas em tomar conta dos outros. Em presentear, em dar atenção, em cuidar, em mimar. Mas são muito pouco indulgentes quando se trata de si mesmos.

Quando eu estudava no pré vestibular, costumava ir almoçar num shopping perto e algumas vezes por semana entrava na Kopenhagen e me comprava uma diminuta caixinha de bolinhas de licor. Que eu saboreava devagar, sozinha e em silêncio, ao longo dos dias. Uma vez os colegas de turma me perguntaram se eu queria outra sobremesa. “Não é sobremesa”, disse, “é presente”. Eu não tinha um amor nessa época, e estava muito claro na minha cabeça que, se eu não me mimasse, não me agradasse, ninguém mais o faria. E isso não é triste ou melancólico. Eu adorava as minhas pausas de almoço sozinha, curtindo o “pop” das bolinhas de chocolate estourando na boca, enquanto o licor escorria. Eu me sentia feliz e amada.

Existem tantas coisas que deixamos de fazer porque esperamos que façam por nós. Comprar flores, por exemplo. Que mal há em comprar flores para si mesmo? Sem data específica? Um belo buquê, só pelo prazer de tê-lo em casa nos olhando, nos perfumando?

“Tenho pena de comprar buquê de flores, porque sei que elas vão morrer rápido e tenho dó. É um desperdício”. O problema é esse – esse tipo de pensamento, de mesquinhez, só funciona quando é conosco. Se fosse presente para alguém, talvez nem passasse pela cabeça. Temos que ser mais generosos com nós mesmos.

O que tem de mais, se for efêmero? As coisas podem durar pouco, o carinho pode ser passageiro, mas vale. Vale os dias em que você suspira feliz com o que fez a si mesmo. Com o que se deu. Seja um presente, um agrado, uma permissão, um foda-se. Pare para pensar agora: quantas coisas você fica na espera de merecer? De receber de alguém?

Esqueça a espera.

E da próxima vez, compre as flores.

Tags: , , , ,
4 mai 2015, 11h02

VÁ.

large

Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light. – Dylan Thomas.

Vá. Só vá. Vá com medo, vá com dor, vá com dúvida, mas vá. De olhos fechados, apertados, ou arregalados. Mas vá.

O tempo não existe, só o espaço. Passado, futuro são só ilusões, só conceitos em um papel. Existe esse espaço agora. E existem espaços melhores e espaços piores, que se sucedem. Um após o outro, após o outro, e todos ao mesmo tempo. Então vá. Não espere o espaço mais propício.

Prenda a respiração e vá. Morda as bochechas por dentro, mas vá. Chore, grite se for preciso. Reclame, se lamente, se apavore, se acabe. Mas vá.

Não tem a ver com ser forte. Não tem a ver com coragem. Tem a ver com entrega. Com contrariar todo o seu instinto. Com se exaurir. Com duelar consigo mesmo.

E ao perder para si, pelo menos ofereça uma boa luta, uma boa disputa. Sê dê muito trabalho. Seja seu próprio oponente admirável.

E depois, continue indo.

 

Tags: ,
30 abr 2015, 14h40

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO E LIVRO DO MÊS

club-leitura-salada

Demorei, demorei – eu sei. O encontro foi há mais de semana e nada de post, nada de áudio. É que dessa vez foi tão lindo, tão lúdico, tão divertido… que fiquei enrolando. Também não ando essas maravilhas de saúde (tenho uma vesícula para tirar) e isso andou me ocupando. Está difícil arrumar tempo para escrever (mentira, não faltou tempo, faltou foi o tesão. Sei que vocês entendem).

Mas enfim. Primeiro vamos às imagens da diversão:

11180287_10204299925800419_687978121_n

 

11180113_10204300067723967_821789857_n

11179886_10204301618882745_228177765_o

O dia estava ensolarado, sem estar muito quente. A Lagoa não estava abarrotada de gente, escolhemos um lugar à sombra e todos se sentaram e riram muito, beberam e comeram gostosuras, e parecia que a tarde não iria acabar. Já sobre o livro tenho DUAS más notícias (risos):

1) NINGUÉM GOSTOU MUITO DO LIVRO. Parece estranho, mas o livro não pegou ninguém. Eu e várias pessoas não conseguimos terminá-lo (a bem da verdade, eu mal comecei. Não estava no espírito, sabe?). E quem terminou, não se entusiasmou pela história. O comentário que mais se repetiu foi “nada acontece”. Eu gostaria de ter lido, para poder emitir uma opinião mais analítica; quem sabe termino depois e venho opinar? Se bem que acredito que não importa toda a crítica objetiva e técnica sobre um livro, sem a impressão pessoal. O que IMPORTA mesmo é: gostou ou não gostou. O resto é balela, punheta mental de crítico literário. Você pode saber objetivamente que uma coisa é boa e não gostar dela mesmo assim (e vice versa). Por isso, me atendo ao gostar, digo que livros também são momento – às vezes o livro te toca de formas pessoais por causa do seu momento. Ou te desagrada pelo mesmo motivo. Às vezes você simplesmente não está no espírito – se você está na pilha de ler uma comédia romântica, podem te dar o melhor livro de Stephen King na mão, que não vai rolar.

De qualquer forma, adoraria que alguém que efetivamente gostou do livro viesse dar opinião nos comentários.

2) A segunda notícia paulada é: NÃO TEM ÁUDIO. Juro. Sorry. É que como o livro foi unanimemente descartado e deixado de lado, partimos para outros assuntos (alguns literários, outros nem tanto). E além disso, é MUITO mais difícil conseguir gravar alguma coisa em lugar aberto – ainda não tenho equipe de gravação profissa (vai rolar um dia).

Sendo assim, prometo que no próximo livro voltaremos ao nosso ambiente controlado e vocês poderão ouvir novamente nossas abobrinhas.

APROVEITAMOS que estávamos lá e escolhemos o PRÓXIMO LIVRO: tínhamos uma aniversariante no dia (minha amiga Filé), que ganhou de presente o direito de escolha do livro do mês. E, caramba, ela escolheu um livro fora da nossa zona de conforto!

703290_10204301617522711_406871741_o

ACIDENTE, Danielle Steel.

“A dedicada Page Clarke tinha uma vida perfeita ao lado de seus dois filhos e de Brad, o amor de sua vida. Nada poderia ser melhor. Mas em um piscar de olhos tudo mudou. A vida de sua filha. Seu casamento. Seu mundo.

Esse livro fala sobre como as pessoas reagem nos momentos de crise, na hora em que as máscaras caem e o melhor e o pior de cada um se torna visível”.

Segundo ela, é um de seus favoritos. Livro dramalhão mexicano, de uma autora bestseller meio subestimada, livro de “fórmula”… TOPAMOS! Nosso intuito é ler coisas que não leríamos sozinhos, certo?

E pessoalmente acho uma BOBAGEM isso de só ler livros “do momento”, ou considerados intelectualmente… qualquer coisa. Livro não necessariamente tem que “acrescentar” nada ou mudar sua vida – ele pode ser só divertido. É ótimo não ter que pensar às vezes, ler só pra relaxar (ela vai brigar comigo, dizendo que o livro não é nada disso e eu tou esculhambando com ele. Na verdade, estou defendendo-o). Nada como um bom livro guilty pleasure com um chá bem quente, pra ler debaixo das cobertas.

Além disso, esse livro será um challenge para todos (nós e vocês virtuais): vai ser difícil achá-lo em livrarias. Então teremos que bater perna em sebo (só isso já é divertido por si só). Sugiro a ESTANTE VIRTUAL, para quem quiser um sebo online (tem o livro lá).

Todos prontos? JÁ!

Tags: , ,
15 abr 2015, 11h15

O QUE TE INSPIRA?

11131894_10204261866808968_182916782_n

 

1- Focinhos.

(Ginger says ‘Hi’ :) )

 

Tags: , , ,
14 abr 2015, 13h09

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO DO MÊS

club-leitura-salada

E vamos ao encontro de leitura de abril! Outono, pá, pensamos em fazer algo diferente. Aproveitar o fresco e os dias bonitos ao ar livre e sair um pouquinho da nossa tradicional livraria (não temam, voltaremos em breve).

Então pensamos em fazer o encontro em um PIQUENIQUE - que tal?

a6d743d0c33f8a34b6388eefee41290c

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO

DIA 21 DE ABRIL, àS 10H, LAGOA RODRIGO DE FREITAS – PONTO DE ENCONTRO, EM FRENTE AO PARQUE DA CATACUMBA.

Resolvemos fazer o encontro um pouco mais cedo dessa vez, para aproveitar melhor a Lagoa (e pegar um bom lugar). Também resolvemos aproveitar o feriado da terça-feira.

LEVEM cangas ou toalhas, para sentarmos na grama. Como lá não é um café, levem também comes e bebes (sugiro sanduíches, pãezinhos, frutas, água etc.)

Além do encontro, pensamos também em fazer uma TROCA DE LIVROS, como se fosse uma limpeza de outono em nossas prateleiras. Às vezes queremos espaço para novos livros, ou que outras pessoas leiam livros que amamos (ou simplesmente é a chance de alguém gostar de um livro que você não leu ou não curtiu) – então levem todos os livros que não querem mais ou gostariam que circulasse. A troca será livre.

Quem ainda não leu o livro do mês, corre que uma semana ainda dá tempo!

E depois acompanha aqui nosso áudio do encontro e o post falando sobre ele.

Valendo?

 

9 abr 2015, 10h14

SOBRE SE TORNAR QUEM VOCÊ É

large

UMA VEZ vi uma frase/biografia de um amigo (não me lembro se foi no Twitter ou no falecido Orkut), onde a pessoa se definia como “Work in progress”. Na época achei a frase genial e fiquei até com raivinha de não ter pensado nela antes. E ela sempre esteve na minha cabeça, depois disso; ali, no background.

Ser a gente dá trabalho. Sermos nós mesmos exige um processo de ajuste constante. E hoje em dia desconfio seriamente que grande parte do nosso vazio interior, das nossas angústias e ansiedades, das nossas insatisfações, venham da falta de coerência entre o que desejamos ser, o que deveríamos ser e o que somos de fato. Essa inadequação de imagem própria nos faz sofrer.

Mas o ajuste é fino, cansativo. Precisa de realinhamento constante. Precisa que de tempos em tempos nos avaliemos. Façamos mais alguma pequena coisa para aproximar nosso eu real do nosso eu interior. Work in progess. Por isso vemos tantos velhinhos de repente fazendo “loucuras” (pulando de asa delta, fazendo uma tatuagem). Não acho que seja loucura, de forma alguma. Nem vontade de recuperar tempo perdido ou viver o que não viveu. Nada me tira da cabeça que essas pessoas se abandonaram, ao longo dos anos, e deixaram sua imagem externa cair no comodismo e ficaram muito diferente de quem eles realmente são por dentro. Para mim é só uma vontade de voltar aos trilhos.

A auto-imagem pode ser composta de coisas complexas (que habilidades você tem; que diretrizes de caráter segue) e coisas absolutamente (e deliciosamente) materiais (qual sapato é sua marca registrada, qual bebida prefere). Essas peculiaridades são essenciais para a nossa formação de identidade.

Então, de tempos em tempos, gosto de fazer um exercício comigo mesma. Faço uma lista. Existe um estudo que comprova que 89% das pessoas precisam de listas para realizar as coisas. Mentira; não existe estudo nenhum (risos). É que as pessoas adoram dados concretos para apoiar coisas que elas instintivamente sabem que funcionam. Uma lista é uma diretriz – te ajuda a organizar os pensamentos e definir uma meta. Se depois você nem concretiza todos os itens da lista, não importa. Importa que você mentalmente colocou aquilo na ordem do dia, sacou? Se está na sua mente, mais chance de estar em suas ações.

Então vamos fazer uma lista. Proponho que você pare 5 minutos do seu dia e pense nas coisas que estão faltando para que você seja mais você. É como olhar no armário e dizer “nada do que fui me veste mais”. O que você precisa agora? Para se ver mais como você? Podem ser coisas bobíssima (a beleza de tudo está nos detalhes) e materiais, como “preciso de uma xícara nova, preta”, ou podem ser coisas complexas como “preciso fazer mais caridade”.

Vou fazer a minha de hoje (que está pequena e será definitivamente diferente na semana que vem. Tudo bem, essa é a graça do ser humano – constante mudança. Work in progress, lembra?). Eu preciso de:

- um robe de seda para andar pela casa e longas camisolas elegantes (me sinto tão NÃO eu dormindo com qualquer pijama, como durmo!);

- uma tatuagem nova (tem duas coisas que PRECISO ver escritas na minha pele, para me sentir eu mesma. E como ando dura, estou quase escrevendo de canetinha mesmo (risos));

- estudar mais francês (cada vez que leio alguma matéria em francês e perco grande parte do seu sentido, sinto que não sou eu ali. A Elise da minha mente fala francês lindamente).

Pronto para a sua lista? Pode colocar aí nos comentários se quiser (deixar os outros participarem dá um peso às nossas decisões), ou escrever em uma folha de papel bacana e colocar à vista – na geladeira, na cortiça do escritório… escreva na testa, não me importo. Só VEJA A LISTA.

E boa sorte virando borboleta, lagarta ;)

 

6 abr 2015, 12h28

COTOCO E A ARTE DE PEDIR

Conexões. Coisas se encaixando. Às vezes nosso momento parece atrair um certo padrão de coisas , já reparou? E isso funciona para o lado bom e o lado nem tanto. Mas dessa vez as coisas se conectaram de forma linda.

São duas histórias paralelas, que no final acabaram por colidir: um livro que mudou minha cabeça e um cãozinho de três patas. Parece doido – e é.

A história do cãozinho começou antes. Uma amiga querida (e “parceira no crime”) do Clube de Leitura, a Adri, resgatou da rua um filhote cuja patinha traseira tinha sido parcialmente comida por bichos (sabe aquelas bernes? Ecoti). Ela salvou o bebê num impulso altruísta, dominada pela emoção, tirou-o da rua, cuidou e alimentou ele e levou-o ao veterinário, mas não poderia ficar com ele. O veterinário a alertou que a pata precisaria ser toda amputada. E agora? Conseguir adoção para um filhote vira-latas já era difícil, imagina um com necessidades especiais? Nós, eu e o resto da nossa unida gang de livros, demos ao baby o nome de COTOCO (apropriado, não?) e nos oferecemos para ajudar tanto no processo de adoção, quanto no rateio da grana que ela gastou (isso ela não queria, mas a cirurgia do bebê seria uma fortuna, e não me parecia justo que ela acabasse penalizada depois de um ato tão bonito de desprendimento). Confiei que o universo iria conspirar e que as pessoas iriam ajudar (embora naquele momento eu não fizesse ideia de que seria tanto).

11106280_10204151833498204_80593792_n

No dia em que publiquei em meu Facebook pessoal um apelo contando a história, PEDI AJUDA. Sem pensar, sem dar tempo pra vergonha, o embaraço, o medo e a insegurança me brecarem. Simplesmente vomitei tudo e pedi – me ajudem. Preciso de um lar pra esse filhote. Preciso ajudar minha amiga. Preciso conseguir grana para que ela pague as custas de tratamento.

E foi no mesmo dia em que ganhei o livro A ARTE DE PEDIR, da Amanda Palmer. Para quem não a conhece, Amanda é musicista, artista performática, casada com meu amado escritor Neil Gaiman e… doidinha. Despudorada, feminista, exagerada, meio narcisista e até meio bizarra, às vezes. Sempre tive curiosidade sobre ela, por ser tão excêntrica, e mais ainda depois que assisti a um TEDtalk dela, onde ela fala sobre… a arte de pedir. Ela conta como começou como artista de rua, aberta a ser amada e repudiada, como aprendeu a confiar em seu público ao longo dos anos, e que existe gente ruim e crítica no mundo sim, mas que existe muita gente solidária, querendo ajudar. E como ela acredita que a vida e a arte são uma troca. Fiquei curiosa. O livro dela era sobre isso.

11146163_10204208537715774_1417624404_n

Ao longo do dia em questão, duas coisas aconteciam em paralelo – eu lia o livro, onde Amanda insistia “confie nas pessoas. PEÇA” e uma multidão de gente compartilhava meu post, perguntava sobre Cotoco, pedia o número da conta para depositar dinheiro ou simplesmente curtia. Todos ajudavam como podiam. Parecia que as pessoas validavam exatamente aquilo que eu estava lendo. Era como se alguma coisa cósmica me dissesse “viu? Esse é o caminho“.

Eu podia ter escrito o apelo e não ter sido atendida? Podia. Podia simplesmente ter sido ignorada, podia ter acontecido nada, no final. Mas não é isso que deve nos impedir. A gente não pode focar nas milhares de pessoas que não nos atendem, não nos ligam, não nos ajudam, ou nos ignoram – a gente tem que focar NAQUELE UM que se importou. Naquele que ajudou. Porque aquele um vai ser você um dia – é uma troca. Vai chegar sua vez de ajudar também. E as pessoas invariavelmente vão te surpreender (como eu me surpreendi com a repercussão positiva do caso do filhote)

Se eu teria amado tanto o livro quanto amei, se meu momento não fosse esse? Não sei. Sei que talvez alguns leiam o livro e só enxerguem a biografia. Só vejam a egotrip (qual história pessoal não é uma egotrip?). Mas eu vi, eu li, uma mensagem forte de abnegação. Uma fé inabalável no ser humano.

Então recomendo o livro como há muito não tenho recomendado nenhum.

Sobre o Cotoco – até o momento em que esse post foi ao ar, já arrecadamos uma parte do dinheiro para pagar os custos da cirurgia. Perdi as contas de quantas pessoas compartilharam e curtiram a postagem.

E Cotoco foi adotado.

PS: se alguém quiser assistir ao TED dela, esse é o LINK

Tags: , , ,
31 mar 2015, 11h22

TRILHA DO LIVRO (BOOKS MIXTAPE 1)

Peeps, resolvi fazer uma pequenina TRILHA SONORA para a gente ouvir de fundo (baixinho) enquanto lê o livro do mês do Clube de Leitura (Operação Perfeito).

Como o livro aparentemente começa falando sobre o menino, nos anos 70, e depois passa para o homem com problemas nos tempos atuais, ela progride de algo bem leve e jovial a algo mais denso e melancólico. E tudo relacionado à relação do tempo. Ainda não li o livro, então não tenho como saber se a trilha casa perfeitamente.
Vamos ler ouvindo e depois conversamos se combinou ou não, o que acham?

BOOKS MIXTAPE 1

BOOKS MIXTAPE 1 by Elise Machado on Grooveshark

Tags:
25 mar 2015, 17h25

CLUBE DE LEITURA – LIVRO DO MÊS

club-leitura-salada

 

Depois de fazer uma pequena enquete com minhas “minions” (risos), chegou-se ao livro que leremos esse mês.

A ideia é que, depois de Objetos Cortantes, viesse um livro mais leve, se possível até feliz (pra ajudar a tirar o gosto amargo da boca). Então escolhemos esse:

Capa_Operacao perfeito.indd

“Em uma manhã nebulosa de 1972, a vida de Byron Hemming, de 12 anos, muda de repente. Tudo acontece em menos de dois segundos, quando ele e a mãe se envolvem em um acidente de carro. Embora o garoto tenha certeza de que o acidente aconteceu, sua mãe age como se nada tivesse acontecido.

Nos dias e nas semanas seguintes, Byron embarca em uma jornada para descobrir o que realmente houve naquela manhã que mudou sua vida. Junto com o amigo James, ele cria a Operação Perfeito, um conjunto de planos para tentar resolver a situação.

Operação Perfeito é uma história comovente sobre um segredo, um erro terrível e a natureza destrutiva da perfeição”.

Promissor, o que acham?

Tenho que admitir (novamente) que fui fisgada pela capa de novo (que vergonha). Mas o que eu posso fazer? A gente lê com os olhos, então não vejo nada de errado em agradar aos olhos antes da leitura.

Teremos até meados de abril para ler, quando faremos encontro e post aqui (com direito a gravação do áudio. Prometo providenciar um gravador melhor). Quero todo mundo comentando sobre o livro, hein! Vamos dominar o mundo, um livro de cada vez.

Vamos? 1, 2, 3… valendo!

 

 

 

Tags: , ,