29 jul 2014, 13h18

APARADOR DE PELOS DE PUSSY

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Eu tinha ido trocar a minha cafeteira na Casa e Vídeo com a minha mãe, e enquanto esperava o processo de troca, lembrei de outra coisa que precisava. Perguntei muito discretamente ao atendente:

- Vocês têm aparadores de pelos?

- Sim – respondeu ele, igualmente discreto.

Só que minha mãe, solícita em me ajudar, não entendeu.

- Que aparador de pelos?

- Aparador de pelos, mãe. Sabe..? Pelos.

- Sim, mas que tipo de aparador?

- De. Pelos. – falei entredentes.

- Pelo de roupa?

- Não, mãe – revirando os olhos. – Pelos. Corporais – fiz um gesto sutil indicando aparar a barba. Aí ela não entendeu de vez.

- De barba?

- É. Não. Tipo esses de barba. Mas pra outras paaaaartes… (dei uma ênfase em “partes”)

- Mas que partes??

- Porra, mãe! Pra aparar os pelos da B.U.C.E.T.A!

Ela ficou sem jeito.

- Shhh. Disfarça.

Quem disfarçou foi o atendente, que ficou rindo de lado.

 

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25 jul 2014, 14h13

DIA DO ESCRITOR

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Aêê!! Parabéns para mim! :)

Na verdade, parabéns a todos os escritores do mundo, especialmente àqueles que influenciaram profundamente minha vida, de uma forma ou de outra. Obrigada por escreverem sobre o que vai dentro de mim, sem nem ao menos me conhecerem.

E parabéns a todos que têm coragem de viver de se expor no papel, e criar fantasia, diversão, esperança e beleza para as pessoas.

(fique à vontade para mandar seu amor aí nos comentários. Eu vou gostar rs)

 

 

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18 jul 2014, 13h39

LISTA DOS FILMES DE SEXTA

Essa sexta está com cara de filminho, não tá? Tou achando.

Estava lendo a Vogue desse mês, e me deparei com a indicação de 3 filmes, que fiquei com muita vontade de assistir.

Um de vampiros, que promete ser super cool, meio estilo Fome de Viver (amo). E ainda tem de bônus o querido Tom Hidleston:

Tem um fofinho de música, com participação especial do Adam Levine (motivo suficiente para assistir, hehe):

E tem a adorável Diane Keaton, atuando ao lado de Michael Douglas no papel de um chatonildo, diversão na certa:

 

Ótima sexta!

17 jul 2014, 13h21

NOVIDADE NO BLOG! QUEM É O ANUNCIANTE?

Há anos que algumas pessoas em volta de mim me “aporrinham” (no bom sentido), dizendo que eu deveria colocar anúncios no blog. Há anos (são 7? Já perdi a conta!) que recuso anunciantes. Não é balela – como todo blog que tem certo movimento de gente (aqui somos cerca de 3.000 pessoas diárias), ficamos na mira de anunciantes. A verdade é que sempre senti coisas misturadas sobre colocar anúncios – porque a maioria dos blogs que mais gostava ficaram tão comerciais, que acabei abandonando-os. Em alguns, já não sabia mais o que era a palavra do autor e o que era um contrato comercial.

Eu não tenho nada contra contratos comerciais, veja bem, nem sobre anúncios em blogs e sites. Acho que é natural (todos precisamos ganhar dinheiro e comer. Sem demagogia). Mas acho que complica quando essa relação compromete o conteúdo, tem que ter coerência e transparência. E eu nunca tinha gostado de nenhum anunciante que me procurou (ei, livrarias, cadê vocês? rs). Inclusive parei de receber press kits com produtos, pois só colocava e falava bem do que gostava. Achava (e acho) que o blog é meu, escrevo para mim e para meus leitores de anos, e não é por causa de uns caraminguás que vou mudar isso (se me oferecerem 1 milhão de dólares, por outro lado, vocês estão ferrados rs. Brincadeira).

Então surgiu a oportunidade de abrir o espaço de anúncios com uma empresa que é amiga, parceira e que eu acredito 100% – a CONECTE DESIGN. Somos amigos há anos, pois foi o estúdio quem criou o design daqui do blog e do meu site de contos. É pra eles que eu grito, quando dá pau aqui no blog. Também trabalhamos juntos em outros projetos. Agora que eles estão com a loja virtual, vendendo produtinhos-conceito super bacanas, tudo encaixou!

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Acho tudo lindo, acho a proposta fofa e amo a Alessandra, dona do estúdio, e todo mundo que trabalha lá: melhor dos mundos.

Então, aí está a fofura de anúncio deles na barra lateral. Prestigiem, cliquem, comprem, curtam, tudo que tiver direito.

E podem ficar tranquilos, que daqui por diante o que entrar de anúncio foi selecionado com uma chatice de dar nojo, e com certeza eu apoio de alguma forma (e se o dinheiro for bom DEMAIS, e o anunciante uma porqueira, eu venho aqui contar, tipo: “galera, esse aí é porque a grana valeu demais!” rs).

Beijas.

 

 

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15 jul 2014, 21h09

CLUBE DE LEITURA – LIVRO(S) DO MÊS

Nesse mês, vai ser livro que não acaba mais no nosso Clube de Leitura! Decidimos que ao invés de todos lermos o mesmo livro, cada um escolheria um livro diferente e iria “defendê-lo” no dia do encontro. É estranho não estar lendo as mesmas coisas que o pessoal do clube, pois não podemos “trocar figurinhas”, mas ao mesmo tempo, é um oportunidade de recomendarmos livros uns para os outros. É legal também ver o gosto pessoal de cada um.

Então você faz assim: escolhe o livro do membro do clube que você gosta mais e…. BRINCADEIRA! HAHAHAH

Não, escolhe qual livro te deu mais vontade de ler. Ou vários, melhor ainda! Aí você vai poder comparar sua opinião com a de quem leu também (sim, você vai ouvir a opinião da pessoa no nosso maravilhoso-e-estupendo audioblog do encontro rs).

Serei breve sobre os livros, pois são MUITOS. Vamos lá:

ADRIANA

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Nossa Adri vai abrir as indicações com um livro de terror (que é pra começar bem, hehe). Se você for lê-lo, sugiro começar logo, porque o livro é danado de grande! Ele foi relançado pela editora Suma de Letras. Acho que muita gente já morreu de medo assistindo esse filme, mas aí vai a sinopse, de qualquer forma:

Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças. 

Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.

Brrr, esse é terror dos bons!!

GISELLE

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Os deslumbrantes olhos verdes da Gi (vocês não conseguem ver no áudio), esse mês lerão Se eu Ficar, de Gayle Forman. Virou até filme (essa capa acima também é usada no cartaz).

Parece ser bem emotivo:

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Esse também dá pra fazer o combo livro + filme (adoro!)

LAIS

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Lais, nossa caçula, vai de Neil Gaiman, o autor tão querido e amado-salve-salve dessa que vos fala.

Parece intrigante e mágico, como sempre:

Em ‘Lugar Nenhum’ Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra – a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai.

Lugar Nenhum é o primeiro romance de Neil Gaiman, autor dos best-sellers Deuses Americanos (Conrad, 2004) e Filhos de Anansi (Conrad, 2006), e criador da revolucionária série de quadrinhos Sandman. Concebida originalmente como série de TV em seis capítulos, Lugar Nenhum foi transmitida pela rede inglesa BBC. A transformação em romance resultou em sucesso imediato, conduzindo a obra às listas de best-sellers do Los Angeles Times e do San Francisco Chronicle, entre outras.

LIVIA

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E temos uma dobradinha de Gaiman! A bela Livia se rendeu e vai ler o livro que já mencionamos aqui, O Oceano no Fim do Caminho.

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Esse eu já li e virei fã.

ANA

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A danada da Ana está enriquecendo a lista com dupla novidade por essas bandas do Clube: uma biografia e uma HQ. Tudo junto!

Olha só que interessante:

Em Montauban de 1748, nasce Marie Gouze, criada sob as convenções da França setecentista. Aos 18 anos, mãe e viúva, se vê livre para expressar suas ideias e adota o pseudônimo Olympe de Gouges. Anos depois se muda para Paris, onde participará ativamente da vida política e cultural. Fiel leitora de Rousseau, inspiradas pelas ideias libertárias da França pré-revolucionária, Olympe se dedica intensamente à escrita – atividade que levaria até os últimos dias de sua vida e que a causaria muitos problemas. Conquistou inimizades e escandalizou os mais conservadores, porém jamais deixou de defender seus ideais feministas e libertários.

Em 1791, redigiu a Declaração dos direitos da mulher e da cidadã, reivindicando a igualdade entre os sexos e o direito ao voto. Com muita beleza, esta graphic novel conta a trajetória de uma mulher forte e corajosa que carimbou seu nome na história da Revolução Francesa. Dos consagrados quadrinistas José-Louis Bocquet e Catel Muller, a HQ retrata através de belos traços os incríveis cenários e personalidades da França do século XVIII.

PRISCILLA

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UAU! A Priscilla (toda hard core, com suas belas tattoos, que vocês também não veem no áudio) chegou chutando a porta! Terror, contos de fadas, livro premiado, amor, loucura, literatura…

A Menina Submersa é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do ‘real’ sobre o ‘verdadeiro’ e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma ‘obra-prima do terror’ da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. 

ANA BEATRIZ

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Mais uma dobradinha livro + filme – Ana Bia e seus óculos charmosérrimos (que a boba não gosta) vão de Saramago, outro livro que está nos cinemas. Inclusive, usei a imagem do cartaz, que achei mais legal do que as dos livros que encontrei.

O que você faria se descobrisse que tem um sósia, alguém que é o seu retrato fiel, o mesmo rosto, o mesmo corpo, a mesma voz? Na sua cidade moram cinco milhões de pessoas, surpreendente seria não haver duas iguais, embora, esclareça-se desde logo, esta história nada tenha a ver com experiências de clones humanos gerados no laboratório de um cientista louco. O que fará Tertuliano Máximo Afonso, o sossegado professor de história que, numa noite tumultuada, se vê reproduzindo, como em um espelho, no ator secundário de um filme? Seu interlocutor privilegiado, não à toa chamado Senso Comum, aconselha-o a não ir em busca da cópia de si mesmo. Mas nem todos primam pela sensatez, por isso o mundo está do jeito que está.
A essa mesma conclusão desabusada chegará o leitor que acompanhar o extraordinário caso de Tertuliano, o homem duplicado. Pois as singularidades são irredutíveis, e quando um rouba a individualidade do outro, ainda que simbolicamente, ambos perdem a identidade, sem a qual ninguém vive. O professor de história ou o ator: um dos dois abriu a caixa de Pandora; um dos dois está sobrando.

FERNANDA

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Nanda está lendo por dois, por ela e pela bebê na barriga – espero que ambos comecem cedo a leitura, pois esse é outro livro grandão. Nem vou falar que é outro livro com filme, pois esse, na verdade, é mais fácil as pessoas terem visto o filme (ou o musical). Romance classicão e histórico incrível marcando presença na leitura do mês.

Hugo narrou seu romance magistral numa linguagem que representou para a literatura “o mesmo que a Revolução Francesa na História”, segundo o crítico Sérgio Paulo Rouanet. O fio condutor é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.

ELISE (eu!)

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Vou ler um do meus autores favoritos de todos os tempos, e que está com livro novo em português. Suspense e a condição humana, sempre presentes nos textos de Dean Koontz.

Aos 34 anos, o bem-sucedido empresário Ryan Perry descobre sofrer de uma grave doença cardíaca. Sua única chance é um transplante de coração, mas o tempo é curto. Desesperado, ele não mede esforços para conseguir o novo órgão e, com o auxílio de um novo cardiologista, encontra um doador. Entretanto, um ano depois, Ryan começa a vivenciar uma série de estranhos eventos: sonhos excêntricos, vultos inexplicáveis, presentes bizarros e um vídeo de uma cirurgia com a arrepiante mensagem: “Seu coração me pertence.” De uma dádiva, o coração de Ryan se torna uma maldição.

Eu não sei vocês, mas eu fiquei com vontade de ler tudooooooooooo!

E aí, conta aê qual (quais) você escolheu.

PS: encontro e audioblog sobre os livros serão na segunda metade de agosto, ainda não temos data! Eu aviso mais perto, mas você tem coisa de um mês pra ler, tá? ;)

PS2: eu tentei encontrar imagens legais para todos os livros e do mesmo tamanho (para não privilegiar nenhum), mas a verdade é que sou horrível com isso, sorry!

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11 jul 2014, 14h48

GUERRA OU PAZ – E AGORA? DE QUE LADO VOCÊ FICA?

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Vou contextualizar o que aconteceu comigo esses dias, e que me levou à reflexão desse texto: eu tinha ido fazer um trabalho voluntário. Eu e uma amiga íamos participar de um projeto que distribui comida, cobertores e água potável para moradores de rua. A gente estava de bom humor; estávamos inspiradas (sério), porque íamos fazer alguma coisa para ajudar alguém.

Eis que tínhamos que ir ao centro do projeto, buscar incontáveis garrafas de água (muitas. Tipo, encher a mala do carro até em cima), e o local não era bom de estacionar – a calçada era pequena e estreita, era hora do rush, então a rua estava cheia. Aí nós fizemos uma coisa errada, admito: paramos o carro na calçada.

Bastou isso. Poucos minutos depois, uma mulher parou ao nosso lado e começou a GRITAR e ESBRAVEJAR que aquilo era um absurdo, que era contra a lei e mais um monte de desaforos.

Sim, o carro estava fechando a calçada. Sim, as pessoas tinham que passar pelo meio-fio. Sim, era um transtorno para os pedestres. Mas era o ÚNICO jeito de carregar o carro (de verdade). E o processo todo durou cerca de uns 7 MINUTOS. Não estou justificando, só explicando – estava errado. Só questiono a postura das pessoas em situações assim.

Meu primeiro impulso foi mandar a mulher à merda – pô, eu estava ali por um bem maior, pra fazer caridade! E a cretininha não podia esperar umas porras de uns minutos? Vai morrer porque tem que desviar UMA VEZ de um carro na calçada (veja – não é uma coisa habitual, que atrapalha ela todo dia)? Ela não era uma cadeirante, impedida de passar (o que nos teria feito parar o processo e retirar o carro imediatamente. Se bem que, tenho certeza que um cadeirante seria tolerante e esperaria alguns minutos. Eles sabem como é importante ajudar). Nem tudo que é ILEGAL é IMORAL (e vice versa).

Mas depois… eu me acalmei. O que se faz em uma situação dessas? Nós nos desculpamos.

- Desculpe, senhora. Estamos erradas. Já estamos saindo. Olha, essa água é pra caridade, não tem jeito de carregar o carro sem parar aqui uns minutos…

Você acha que ela se acalmou? Contemporizou? Mesmo minha amiga dizendo essas coisas, a pessoa continuou GRITANDO o “absurdo” e como “estávamos erradas”.

Fiquei pensando: será que ela teria sido tão brusca, se tivesse entendido que estávamos fazendo uma coisa bacana (não parar o carro na calçada, mas trabalho voluntário)? Será que teria sido tão grosseira, se soubesse que ia parar em um texto sobre guerra e paz (rs)?Ou se estivesse sendo filmada? Precisava isso?

A coisa é: passamos diariamente por situações estressantes. Vivenciamos muita coisa errada. O que muda é como LIDAMOS com essas situações. Estar teoricamente certo não significa que precisamos gritar, esbravejar, destratar, sair no tapa, baixar o nível. Pra que guerrear? Cadê nossa paciência?

Escolher entre a guerra e a paz é um exercício diário. Difícil. Caramba, difícil demais. Eu não sou nenhuma santa e nem melhor do que ninguém porque estava indo fazer voluntariado. Isso não me dá superpoderes ou isenção ao certo. Essa não é a questão, quem estava certo ou errado. A questão é que quase sempre andamos brigando à toa.

Pare um instante e reveja seus últimos “confrontos” – aposto que você vai lembrar de alguma situação em que podia ter agido de forma mais bem-humorada, podia ter reivindicado seu direto ou exposto seu ponto de vista de forma mais civilizada. Sem passar por cima de alguém.

Depois, fiquei fantasiando um diálogo diferente, de como teria sido se a pessoa “da guerra” tivesse sido mais educada:

- Olha (sem gritar), eu quero passar e vocês estão bloqueando a calçada.

- Puxa, desculpa, senhora. Tem razão. Já vamos sair. Pode esperar só uns minutinhos? Estamos indo levar água pros sem-teto, e não conseguimos carregar o carro de outra forma.

- Eu espero. Mas da próxima vez, pensem antes uma forma de fazer isso sem atrapalhar os pedestres, tá?

Podíamos até ter feito amizade. Tá bom, eu sei que isso é utopia minha. Mas não seria ótimo? Não sairíamos todos envenenados de raiva, por causa de uns poucos minutos e uma bobagem!

Naquele dia, escolhemos não brigar. Não discutir. Mas tem dia em que brigamos, em que eu brigo (tá bom, eu brigo pouco porque sou uma mosca-morta). E isso é desgastante, e normalmente nos faz perder a razão. Racionalmente – ajuda em quê, brigar a qualquer custo? Muda o quê, a não ser tornar todo o mundo em volta miserável?

Infelizmente, não podemos escolher pelos outros – mas podemos escolher por nós. Toda vez podemos escolher por nós. Vejo sempre isso no Facebook – existem aquelas pessoas que só querem briga, seja ela qual for. Brigam por política, brigam por futebol, brigam por nada. Escolhem brigar, sempre. Espetar, sempre. Escolhem compartilhar coisas de revolta, crítica, denúncia. Mesmo que elas nem saibam o que estão compartilhando direito. Não importa; querem é a polêmica, querem é a discussão, querem é apontar dedos, achar culpados. “Ninguém me engana, me faz de otário”.

Paz, gente. Paz não é concordar com tudo ou com o que está errado. É não misturar opinião com sentimento e educação, ao se posicionar. Você pode, todo dia, toda hora, com palavras e atitudes, escolher brigar ou escolher inspirar. Que seja a inspiração, então!

Vovó costumava dizer que pegam-se mais moscas com açúcar do que com vinagre. Seja o açúcar. No fim, a vida que mais adoça é a sua.

 

2 jul 2014, 12h48

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO COM AUDIOBLOG!

Teve encontro no último domingo e foi lindo, como sempre. E olha que eu não estava no meu melhor – estava explodindo de enxaqueca. Mas fico tão feliz com os encontros que acabei nem sentindo tanto na hora.

Nosso livro do mês foi Uma Longa Queda, do Nick Hornby, e ganhou notas variadas. A minha foi 7, gostei do livro (gente, sete é nota boa nesse clube!)

Nem todo mundo conseguiu ler o livro esse mês, e alguns simplesmente não se encantaram com ele. Mas quem foi até o final, gostou! Ainda não assisti o filme (que está nos cinemas). De uma forma geral, todos concordaram que o fato da história ter 4 narradores diferentes fez o livro ser mais dinâmico, e que apesar de tratar de suicídio, o livro é leve.

Mais sobre ele, não digo – para obrigar vocês a ouvirem o áudio, que ficou divertido. Sim, ainda falamos todos juntos, mas de uma forma geral, quase todos foram ouvidos, em algum momento. Sim, eu falo alto, rápido e num carioquês terrível, mas lembrem-se que não estava no meu melhor dia :)

Acabamos falando de inúmeras outras coisas, como pizza, Nutella e óbvio, outros livros. No final do áudio, falamos como vai ser a escolha do livro do mês que vem – vai ser diferente. Em outro post vou falar só disso.

Pegue um café/chá, sente-se confortável e venha ouvir o encontro como se estivesse lá.

Beijas.

 

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25 jun 2014, 14h08

PARE TUDO E VÁ COZINHAR

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Dia desses, li uma crônica que falava sobre como a nova geração de mulheres se orgulhava de sua independência, de focar nos estudos, de trabalhar, de se divertir… e de não saber cozinhar. O texto era interessante, mas a parte do cozinhar me deixou melancólica. Que vantagem tem, se gabar de não saber cozinhar? É tão importante assim, ser diferente da sua vó? Pra quê?

Todos deveriam cozinhar: homens e mulheres. Até crianças. Nunca entendi muito porque cozinhar precisava ser um grande mistério. Deveria ser condição sine qua non – todos comem. Do momento em que nascemos até o momento em que morremos, uma das poucas coisas que podemos ter certeza é que teremos fome. Não importam muito suas convicções alimentares ou em que lugar do mundo você se alimenta – todos precisaremos comer. E com regularidade.

Seres humanos tão inteligentes como nós, e ainda há os que dependem EXCLUSIVAMENTE de comidas prontas, restaurantes, marido/mulher e empregadas, se quiserem fazer uma refeição. Isso é embaraçoso. Não saber se virar nem para não morrer de inanição não é sinal de modernidade, nem para mulheres e nem para ninguém. Quando deixamos de manejar coisas tão básicas, não podemos achar que estamos evoluindo.

Não estou sugerindo que todos percam horas na casa da tia, fazendo cursinho intensivo de como fazer rabada (hum, delícia!). Ou que virem chefs ou que só se interessem por home food. Mas que aprendam o básico –  que saibam juntar “lé” com “cré”, em uma emergência. Para aqueles que não se apertam entre as panelas, ovos e tomates vão magicamente se tornar omeletes, restos na geladeira virarão arroz de forno, e o macarrão ganhará charme até com uma lata de atum.

Cozinhar não é e não deveria ser sinônimo de ser mulherzinha. Nem deveria ser privilégio de quem estuda gastronomia. Cozinhar é um ato de amor: não existe bem-querença maior do que alimentar alguém. Do que nutrir. Do que satisfazer. Não existe nada mais recompensador do que ver a pessoa comendo com gosto algo que a gente fez. Alimentar seu parceiro então, chega a ser erótico.

Cozinhar une pessoas, é um momento agregador e de família. Mesmo que sua família sejam seus amigos ou seus gatos. Minhas memórias felizes sempre estiveram atreladas a sabores: esperar o ano todo para comer o pavê de natal da minha mãe (e que passou de geração para geração, e hoje minha filha faz); os biscoitinhos de nata da minha avó (que ela fazia com uma paciência infinita, guardando natas na geladeira); ou as panquecas que minha mãe fazia e que eram nossa recompensa – podíamos pular o jantar e comer só panquecas empilhadas, em estilo americano.

Cozinhar pode ser muito divertido e estimular a concentração. Saber cozinhar te dá liberdade e autonomia. E quando você entende o processo de cozinhar, fica mais ciente do trabalho que alguém teve para te alimentar. Você fica mais consciente do que coloca para dentro também.

Por isso, pare tudo e vá para o fogão. Vá literalmente meter a mão na massa. Nem que para isso tenha que dar uma espiada no Google antes. E tudo bem se você não for lá muito jeitoso: concentre-se em aprender o básico e a fazer UM prato bem. Aquele que vai ser a sua especialidade. Aquele com o qual você vai agraciar de vez em quando quem realmente importa na sua vida (ainda que seja você mesmo).

Quem sabe se, entre temperos e gostos, você não descobre do que você realmente tem fome?

 

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25 jun 2014, 11h44

CLUBE DE LEITURA – ESTÁ CHEGANDO O ENCONTRO!

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E aí, chéries? Todos lerem o livro do mês direitinho (UMA LONGA QUEDA, Nick Hornby)? Sei (rs).

Bom, lendo ou não, nos encontraremos para falar sobre ele nesse domingo, dia 29/06, às 11h, no Café Severino, Livraria Argumento do Leblon. O mesmo de sempre.

Falaremos sobre o livro e os mistérios da vida e do bolo de laranja :)

Quem não puder ir fisicamente, fica ligado no post aqui, que contará o que achamos do livro. Vai ter também AUDIOBLOG – registro sonoro de nós falando pra caracaaaaaaaaaaa, e tudo ao mesmo tempo. Pra morrer de rir.

Beijas e nos encontramos lá. Ou aqui.

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20 jun 2014, 11h57

A OLIVIA PALERMO NÃO PAGA B*QUETE

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Estava num daqueles dias: me sentindo um lixo – regime emperrado (andando, mas a passos de tartaruga manca), casa virada do avesso (ainda sem empregada, agora por “opção”), trabalho acumulando, detestando todas as roupas do armário e com uma espinha nova na cara. Espinha é o fim da linha para mim, em matéria de auto-estima.

Fiquei me lamentando com uma amiga sobre como é frustrante saber que existem mulheres no mundo que dominam tudo – TUDO, estão sempre impecáveis, penteadas e com um sorriso blasé no rosto. Assim, como a Olivia Palermo. Aí ela reagiu:

- Olivia Palermo? Pelamor, Elise. Quem é que quer ser igual à Olivia Palermo ou essas outras it girls cabeças de pudim, que passam o dia falando de esmalte? Gata, olha pra Olivia Palermo… essa mulher não paga b*quete.

Aquilo me fez rir. Não que eu não adore falar o dia inteiro de esmalte. Putz. E se for pra falar de maquiagem então, podem ser dois dias. Mas realmente, essas mulheres podem ser cansativas, às vezes. A história do b*quete começou a fazer sentido para mim quando fui, obsessivamente, procurar fotos e mais fotos da Olivia.

Sempre intacta. Sempre maquiada. Sempre arrumada. De salto. Com mil pulseiras, anéis, óculos, colares, batons… e aí eu vi a luz! Essas mulheres são inatingíveis! Não para nós, como modelos, mas para OS HOMENS. Fiquei imaginando se eu fosse homem. Existem umas mulheres que são bonitas de se ver… mas se elas são tão cheias de adereços e frescuras com os cabelos, quem é que consegue chegar até elas? Ter um relacionamento, sem ser idealizado, com elas? Daqueles que desarruma? Porque relacionamento bom é aquele que te vira do avesso, te bagunça.

Existe (quero que exista) algum charme rebelde na mulher que usa a camiseta velha do namorado e fica no sofá lixando a unha, enquanto come Nutella com o dedo, direto do pote. A que sai de cara lavada (ok, nem tanto, pelo menos um pozinho), mas que usa um vestidinho velho confortável de vez em quando, com chinelas.

E NÃO, não estou defendendo ficar desarrumada, descuidar do corpo, da pele, do cabelo. Jamais. Cafonice de roupa, então, xô! Não sou nem muito fã daquelas campanhas de gente famosa sem maquiagem. A questão não é essa. É a frescura demais. Mulheres assim, como a Olivia Palermo, nunca teriam o desprendimento de pagar um b*quete, por exemplo. Achariam menor. Sujo, bagunçado, ridículo. Estragar o batom caríssimo? Melar o cabelo de escova milionária? Fariam de má vontade, só pra constar. Não iam se lambuzar com vontade. Olha a cara dela. Olha a cara de metade dessas blogueiras de moda. Sempre montadas, duras, xerocadas, com os cabelos iguais e as bolsas que elas devem levar até pra fazer cocô.

Por isso que mulheres como a Cara Delevingne deixam todos doidos – homens e mulheres. Porque ela não se leva a sério. Ela é muito bonita e tals… mas isso não escraviza ela. Ela faz careta. Ela fala palavrão. Ela tira foto com esmalte descascado. Aparece com o cabelo doido, beijando a coleguinha, mostrando a língua, usando roupas ridículas. E Cara despreza a sua opinião a respeito.

Olhando para todas as fotos da Palermo, eu, que por tanto tempo a tive como ícone e símbolo de moda, me peguei entediada. Elegância? Quem foi que inventou isso, de elegância? Elegância demais pode ser muito chato. Olha as fotos dela – são todas iguais. Todas. Muda uma saia, um fundo, um acessório. Só.

Quero ser mais Cara e menos Olivia.

Nada pessoal, Olivia. Cada um com seu cada qual. Mas vá fazer uma loucura com esse cabelo, pelo menos uma vez na vida. Vá passar uma sombra laranja berrante, sei lá. Corre e vai fazer alguma coisa pra ser diferente, pagar um mico. Dar uma relaxada.

E não se desespere – se algum dia você acordar com uma espinha na cara, estamos aí. Pega um picolé, senta aqui no sofá e vamos tirar umas fotos bobas pra postar no Facebook. Quem sabe você até não pega umas dicas do que fazer com o dito cujo?

 

PS: peeps, essa é uma crônica. Usei a Olivia Palermo para ilustrar a ditadura da “impecabilidade” da aparência, mas podia ter sido qualquer outra, ok? Fãs da Olivia Palermo, por favor, não me soterrem com suas Hermés! (ou, pensando bem, podem soterrar!)

 

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