25 mar 2015, 17h25

CLUBE DE LEITURA – LIVRO DO MÊS

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Depois de fazer uma pequena enquete com minhas “minions” (risos), chegou-se ao livro que leremos esse mês.

A ideia é que, depois de Objetos Cortantes, viesse um livro mais leve, se possível até feliz (pra ajudar a tirar o gosto amargo da boca). Então escolhemos esse:

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“Em uma manhã nebulosa de 1972, a vida de Byron Hemming, de 12 anos, muda de repente. Tudo acontece em menos de dois segundos, quando ele e a mãe se envolvem em um acidente de carro. Embora o garoto tenha certeza de que o acidente aconteceu, sua mãe age como se nada tivesse acontecido.

Nos dias e nas semanas seguintes, Byron embarca em uma jornada para descobrir o que realmente houve naquela manhã que mudou sua vida. Junto com o amigo James, ele cria a Operação Perfeito, um conjunto de planos para tentar resolver a situação.

Operação Perfeito é uma história comovente sobre um segredo, um erro terrível e a natureza destrutiva da perfeição”.

Promissor, o que acham?

Tenho que admitir (novamente) que fui fisgada pela capa de novo (que vergonha). Mas o que eu posso fazer? A gente lê com os olhos, então não vejo nada de errado em agradar aos olhos antes da leitura.

Teremos até meados de abril para ler, quando faremos encontro e post aqui (com direito a gravação do áudio. Prometo providenciar um gravador melhor). Quero todo mundo comentando sobre o livro, hein! Vamos dominar o mundo, um livro de cada vez.

Vamos? 1, 2, 3… valendo!

 

 

 

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23 mar 2015, 11h01

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO

Antes de você começar a ouvir o áudio (se é que vai ouvir), uns esclarecimentos: dessa vez cagamos tudo (risos). O microfone estava longe das pessoas e o barulho de fundo da cafeteria estava alto. Ou seja: além de falarmos todos juntos, como sempre, tem horas em que não se ouve ninguém.

Dito isso, DIVIRTA-SE, porque o pouco que dá pra ouvir está engraçado.

Como dessa vez o áudio está essa pérola (se alguém souber como fazer gravação profissa, pode dar a dica nos comentários), vou fazer um post maior, contando como foi. Senta que lá vem história!

 

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Todos a postos, começamos pelo primeiro escolhido, O Livro dos Mil Dias.

(só faltou Letícia, que chegou depois e nunca aparece nas fotos! rs)

O livro foi bem aceito, só teve uma leitora que deu ZERO pro livro e detestou (mas ela não gosta de contos de fadas, então não vale! hahaha). Minha nota foi 8, mas eu sou mega generosa sempre, então as notas variaram desde 6, sendo a média 7. Eu achei que o livro é lindo e perfeito ao que se propõe – um conto de fadas. Tem o arco do crescimento da personagem principal (Dashti) bem bonitinho e bem feito, tem a recompensa no final e o final feliz, tem o príncipe, que é herói e nada anti-herói (tenho fraqueza por heróis de verdade; nunca fui apaixonada por anti-heróis, salvo raras exceções). Tem a personagem que se redime (a Lady, que pela metade do livro eu estava querendo estrangular), o malvado que é malvado MESMO, a intriga na corte… ou seja, um livro “redondo”, bem amarrado.

Eu curti muito a personagem da Dashti, porque diferente de alguns contos de fadas, ela não é aquela boazinha panaca e altruísta beirando a vitimização – ela tem crises existenciais, perde a paciência, sofre de verdade quando está abrindo mão de alguma coisa. Ela autenticamente se esforça para melhorar sua situação, ver o lado bom. E sempre enfrenta tudo, mesmo se borrando de medo (a verdadeira coragem, como dizem no áudio, certo?). Alguns acharam o livro meio lento, mas eu li de “um gole” só e curti cada momento, não senti tédio algum.

E a capa foi unânime. Todos amaram a capa do livro. Prova de que os editores devem investir sempre em bons capistas e lettering, porque também se conquista leitores assim.

Aí passamos para Objetos Cortantes, e o clima esquentou! (no bom sentido)

A média de notas aumentou bastante: continuamos tendo 7, mas também tivemos um 10 (o que é raro!). Minha nota foi 8,5 e eu realmente gostei do livro. Não, ele não é Garota Exemplar, mas tudo bem. Desde o começo não encarei o livro como um daqueles suspenses do tipo “quem é o culpado?”, então desencanei de ficar tentando adivinhar o assassino (coisa que faço sempre). Estava mais interessada na história da Camille e da sua família doida. O que achei incrível da autora (pelo menos nesse livro), é como ela torna os personagens críveis: eu literalmente CONHEÇO alguns daqueles doidos, rs. E o mais legal é que ela te faz entender, dica a dica, o processo mental de cada um, seus motivos. Não fica ponta de fora, com você se perguntando porque tal pessoa é assim ou assado e porque fez tal coisa. Todos os personagens são complexos e densos e coerentes.

A mãe, Adora, é uma personagem fascinante. Eu leria um livro só dela; desejosa de atenção, com suas máscaras sociais e sua crueldade dissimulada. Sua co-dependência das filhas, sua recusa a aceitar qualquer “feiura” real ou realidade que não estivesse manipulando. Fantástica. E Camille, se mutilando, sentindo as palavras na carne? Eu me identifiquei com ela – não, não me corto e não me cortaria. Mas entendo perfeitamente porque ela o faz e seus motivos – o desespero e angústia que parecem sufocar e precisam sair de alguma forma de dentro dela, nem que seja através da dor física. O alívio de controlar a própria dor, a marcação no corpo das palavras que a perseguem. A carência afetiva dolorida. Achei fabuloso. Triste e pesado e doentio, mas fabuloso.

Todos ficaram também malucos com o detalhe dos dentes no piso do quarto. Outros não se conformaram com o pai de “enfeite” e tão dependente que acabou por ir morar ao lado do presídio. Alguns sabiam que o culpado era a garota desde o começo, outros acharam que era a mãe. Teve quem achasse que pudesse ser a avó falecida (Joya). Amma, adolescente igualmente doida por afeto e manipuladora, também em voga na mídia, como ouvimos casos todos os dias (quem nunca sofreu bullying de uma Amma da vida que atire a primeira pedra).

Munchausen by proxy é uma doença séria, coisa que sempre existiu mas que não era tão divulgada. Crianças morriam e nunca se desconfiava dos pais. Hoje temos casos bem documentados, e vira e mexe uma notícia no jornal (recentemente foi a mãe que envenenou o filho com sal para conseguir atenção no Facebook). No filme Sexto Sentido, a trama principal se desenrola em torno do fantasma da menina morta pela mãe (e ninguém desconfia dela), lembram? Auto-mutilação também é caso sério, mais comum do que se pensa e menos divulgado do que deveria. No filme A Secretária (muuuuito melhor do que 50 Tons de Cinza, para mim, rs), a personagem principal também se corta para lidar com a angústia e o vazio existencial, e se cura através de um relacionamento BDSM (acho fantástico).

Se alguém quiser saber mais sobre auto-mutilação, lembrei de uma notícia que li há tempos e uma ONG que se criou por conta de uma menina que cortava palavras de ódio no próprio braço: a To Write Love in Her Arms.

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O encontro foi fantástico; espero que todos que nos acompanham online tenham curtido os livros. Nós sempre temos em mente que estamos lá ao vivo, mas que vocês estão lá com a gente. Vou adorar quem quiser deixar seus comentários (mas super entendo quem lê e prefere ficar quietinho também). Ainda não escolhemos o próximo livro, mas já já ele sai.

Um obrigada especial para o pessoal da Livraria Argumento e o Café Severino do Leblon, que sempre recebem nossas bagunças com muito carinho e atenção.

E um agradecimento MAIS DO QUE ESPECIAL para a minha gang, meu coven, meus amigos que leem comigo (lá e aqui) – depois dos encontros e do post eu fico revigorada. Cheia de ideias relacionadas a livros, vontade de escrever mais, de divulgar a leitura e afins. E sempre que escrevo, imagino a cara de cada um e o que vão achar (mesmo alguns que não conheço pessoalmente, o que é mutcho lôco).

Vocês são e sempre vão ser minha inspiração.

Beijas, Elise.

 

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16 mar 2015, 17h14

QUANDO VOCÊ CHEGAR LÁ…

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A fila no céu andava vagarosamente. Nisso, escuta-se uma gritaria lá no fundo.

- Deixa eu passar! Deixa eu passar!

São Pedro suspirou. Ia ser um daqueles dias. Chega a moça em frente ao balcão esbaforida, vestindo roupas de ginástica.

- Dá licença, o senhor é o encarregado?

- Sim, minha filha. São Pedro, a seu dispor. Mas ainda não chegou a sua vez, por que você não espera na fi…

- Dá licença, seu Pedro, – interrompeu estridente – mas que lugar é esse e como eu vim parar aqui?

São Pedro, em sua infinita paciência, resolveu que seria mais fácil atender logo a alma.

- Minha filha, acalme-se. Aqui é o céu. Você faleceu repentinamente, por isso está confusa, mas vai ver que já já…

Ela levantou a mão, interrompendo o santo:

- Eu… eu morri? Tem certeza? Como assim, EU MORRI?

- Ué, todo mundo morre! Uma hora isso tinha que acontecer.

- Mas eu morri… como?

São Pedro abriu o caderno à sua frente.

- Pronto, estou vendo tudo aqui. Acidente de carro.

- Tem alguma coisa errada aí! – berrou ela, batendo no balcão. – Eu gastei uma fortuna comprando um carro seguro, gastei uma grana pagando um seguro caro, tenho um milhão de compromissos amanhã, isso não pode ter acontecido. Impossível!

- Estou vendo aqui que a senhora estava lendo mensagens no celular no momento do ocorrido – disse o santo um tanto austero.

- Lendo mensagem… claro! Quem é que não lê mensagem no trânsito? Eu posso PERFEITAMENTE ler mensagens e dirigir, oras! É pecado isso agora? Que absurdo isso. Quem é seu superior, hein? Quero falar com o gerente. Eu não morri, isso é um erro. Você sabe quem eu sou? Eu tenho um emprego essencial! Como a empresa vai andar sem mim?  Eu sou indispensável! Insubstituível! Arranjem outro pra morrer!

São Pedro fechou a cara.

- Moça, o chefe da seção sou eu. Eu mando aqui. Acima de mim, só o chefão. Mas ele está muito ocupado com a situação na Palestina no momento, pra vir falar com a senhora.

A mulher ficou calada um minuto, antes de explodir em um ataque de nervos.

- Isso é um ABSURDO! Eu não posso morrer assim! Eu malho todos os dias! Até no final de semana. Eu corro! Eu nunca comi açúcar na vida! Só como orgânico, sem gordura trans! EU TOMO SUCO DETOX!!

Dois anjos tiveram que vir conter a alma.

- Eu EXIJO não morrer! E todos os brigadeiros que eu deixei de comer nas festinhas? E o refrigerante, que eu cortei faz 10 anos? E as sobremesas que eu recusei? EU ACORDO CEDO NO FINAL DE SEMANA! Foi tudo em vão? Como vocês OUSAM me matar?? Eu vou viver MUITO!

Quando ela se acalmou, São Pedro resolveu falar:

- Me desculpe a senhora, mas onde é que tá escrito que você ia viver mais? Olha, que bom que a senhora teve uma vida saudável, parabéns, realmente, se não tivesse sido o acidente, estou vendo aqui que chegaria aos 79 anos e…

- 79???? SÓ ISSO???

- Ué, você achou que ia viver o quê? 50 anos a mais do que todo mundo? Ou pra sempre? A média são 80 anos, e isso para os sortudos. Se cuidar pode dar uma forcinha, fazer você envelhecer melhor, mas não é garantia de longevidade. Além dos acidentes, sabe como é, ainda tem doenças genéticas e…

- E os estudos? EU LI TODOS OS ESTUDOS SOBRE SER SAUDÁVEL E…

- Ah, os estudos! – e virando-se para Gabriel, que passava por ali: – Mais um com o discurso dos estudos. Bota o povo dos estudos na lista negra, porque eles estão nos dando muito trabalho!

A mulher não se conformava.

- EU VIVI UMA VIDA DE PRIVAÇÃO!! EU PASSEI VONTADE! EU FUI DISCIPLINADA! ERA PRA EU ENVELHECER LINDA E MAGRA! ERA PRA EU NÃO TER NENHUMA DOENÇA.

O santo esperou ela se acalmar.

- Já acabou? Sinto muito pela sua… perda. Mas a vida é assim: o tempo é limitado e não há garantias para ninguém, a não ser que vai acabar, de um jeito ou de outro. Cada um faz suas escolhas e aproveita o tempo como achar melhor. Você fez como quis. O depois é quando chegar aqui. Aí tudo fica pra trás.

A mulher soluçava. São Pedro suspirou:

- A senhora não quer saber do seu filho?

- Ah, é – disse ela fungando. Ela não tinha pensado no rebento até então. – Ele estava comigo no carro.

- Apesar da senhora só ter lembrado dele agora, sim, ele vai ficar bem. Ele sobreviveu.

- Mas como é que ele vai viver?

São Pedro adiantou algumas páginas do caderno e esclareceu:

- Estou vendo aqui que ele vai ficar ótimo. Vai continuar tudo como está. A babá vai continuar criando ele, como já vinha fazendo. Ele não vai nem sentir a diferença. E depois o seu marido vai se casar com ela mesmo, então vai ser como…

- O QUÊ? – gritou a mulher, ignorando a situação do filho. – Ele vai CASAR com aquela vagabunda?? Aquela.. aquela… suburbaninha sem classe? IMPOSSÍVEL! Aquela mulher se veste com roupinha de magazine! Não sabe nem passar um batom!

- Pelo que consta aqui no registro, ele e ela já estão tendo um caso. Sabe como é, quando a senhora está na academia ou trabalhando. Bom, ele vai responder por isso quando chegar aqui, no futuro, afinal, traição não é exatamente…

- Chega! Não quero saber mais de nada! Isso aqui não é o céu, é o inferno!

São Pedro deu um sorriso amarelo.

-Bom, agora a senhora pode, por favor, pegar seu uniforme de trabalho aqui ao lado e…

Ela o interrompeu novamente.

- Como é que é? Uniforme de trabalho? Endoideceu?

Ele pigarreou.

- Bom, a senhora vai ver que aí atrás, na fila, tem um monte de gente que morreu no acidente que a senhora provocou. A senhora vai trabalhar para eles para quitar a dívida.

Ela riu, pela primeira vez.

- “Quitar a dívida”. Essa tem graça. Eu não tenho dívida, meu bem!

- Olha, estou verificando aqui na sua caixa de créditos, mas ela está vazia. Se a senhora tivesse algum crédito para abater a dívida…

- Crédito? Que maluquice é essa, agora? Meu crédito é ótimo!

- Como eu disse: CRÉDITO ZERO. A senhora nunca fez nada de errado, é verdade… Mas também, o que fez de bom? Estou vendo aqui que a senhora nunca fez nada para ninguém. Nenhum serviço social, nenhum voluntariado… Nunca ajudou ninguém, nem a própria empregada. Nunca deu um prato de comida pra alguém com fome. Nunca se envolveu com a sua comunidade… Não influenciou positivamente a vida de ninguém…

Ela se alterou de novo.

- Esse registro está ERRADO! Eu sou MUITO solidária. Eu sempre compartilhei as causas sociais. Eu deixava o filho da empregada ir brincar lá em casa, uma vez por semana! Eu fui a todas as passeatas a favor do país!

- Olha, a gente até se diverte bastante com o Facebook aqui em cima, moça, mas dar “like” em post não figura exatamente mudar positivamente o mundo!

- Eu dava dinheiro pra igreja da minha sogra! Eu tinha até um amigo afro-descendente! E um outro gay, que absurdo é esse?! EU CONTRIBUÍA COM DINHEIRO PRO CRIANÇA ESPERANÇA!

Aí o santo achou demais. Ela não entenderia mesmo. Achou melhor suspender a passagem e enviá-la de volta para a Terra. Quem sabe numa outra vez, ela colocava as coisas em perspectiva. Quando comunicou-a do reenvio, ela só teve uma dúvida:

- Hum, será que posso escolher pra qual país voltar? Sabe como é, é que o Brasil anda tão demodê…

 

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13 mar 2015, 12h44

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO

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Sim! Sim! Sim!

Vai ter encontro! O ano começou devagar, eu sei, e vocês que já leram “O Livro dos Mil Dias” há tempos estão ansiosos – quando falaremos dele?

Finalmente temos data para o encontro:

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Aí você pensa – pôxa, passou tanto tempo, nem lembro direito do livro, já li um monte de coisa depois daquilo… então vamos fazer o seguinte: para manter o interesse, vamos ler ESSA SEMANA (sente a pressão) também o livro da Gillian Flynn, “Objetos Cortantes“. Por quê? Oras, pra dar mais emoção :)

Acontece que depois que assisti Garota Exemplar fiquei com vontade de ler esse. Será bom?

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Dia 21 nos encontramos, e na segunda, dia 23, teremos o post e o ÁUDIO do encontro aqui (sempre tosco e divertido), para que você sinta que esteve presente e possa colocar sua opinião sobre os livros nos comentários. Ah, vamos, você consegue – o livro nem é grande, você lê rapidinho e vai ser divertido falarmos de dois livros.

Depois eu venho contar aqui dos trocentos livros que ganhei (ei, foi meu aniversário dia 10, não se acanhe em me dar parabéns! rs), e que estou lendo.

Prontos? VALENDO!

 

 

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28 fev 2015, 12h46

E AÍ? VAI COMPARTILHAR?

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(foto: reprodução)

 

O rapaz estava sentado no metrô, próximo à porta. Eis que entra no vagão um senhor, e imediatamente o moço faz sinal para ele:

- O senhor quer sentar? – já fazendo menção de levantar.

- Ah, não, obrigado, meu filho. Não precisa.

O cara se mexeu incomodado no assento.

- Tem certeza? Pode sentar!

- Não, tudo bem mesmo.

Silêncio. O rapaz, inquieto, não se aguentou e virou-se pro senhorzinho de novo:

- Olha, acho melhor o senhor sentar.

O idoso começou a perder a paciência.

- Meu filho, não estou com vontade de sentar. Eu adoro andar e ficar de pé. Já passo uma parte enorme do dia sentado, está bem? E eu não vou demorar a descer. Pode ficar sentado sossegado e obrigado.

Silêncio por mais dois minutos.

- Então o senhor pode chegar mais para lá, por favor? – pediu o jovem, angustiado.

- Hein? Como assim?

- Chegar só um pouco para lá! Ficar longe de mim? – insistiu.

- Meu filho… você está bem? Eu não vou chegar pra lá nada, já vou descer daqui a pouco. Que conversa é essa? Tô te incomodando aqui?

- O senhor não está me incomodando. Mas sabe o que é, se alguém vir o senhor em pé do meu lado e eu sentado… bom, vai dar merda.

- Como é? – perguntou o velho, estupefato.

- Vai dar merda! Vai dar merda! – gritou o rapaz, nervoso. – Olha aí, todo mundo com celular na mão! Vai que alguém fotografa isso. Já tô até vendo! Vão dizer que eu não dei o lugar, que não tenho educação!

- “Quem” vão dizer? – o coroa ficou genuinamente curioso.

- Todo mundo, ué. Na internet!

- E você se importa com o que falam na internet? – agora ele achava graça.

- Claro! Só gente ingênua não se importa… até dar merda!

- Olha, acho que você está exagerando um pouco…

- Não estou não! – rebateu o menino nervoso e tentando se afastar do mais velho. – Já tô até vendo: a foto da gente e embaixo a legenda dizendo que as pessoas não têm educação, que não respeitam os mais velhos…

- Mas é só você dizer que não foi isso. – Retrucou o senhor, pensativo. – Você diz que eu não quis sentar e pronto. Acho que você está maluco…

- Maluco… maluco nada! Ninguém lê nada na internet, só a vê a foto e a chamada. Ninguém lê o texto. Ninguém pergunta, ninguém quer saber, ninguém averígua. Ninguém acha que pode estar errado. Eles olham, julgam e compartilham. Compartilham sem parar, sem saber!! – Ele estava cada vez mais nervoso.

- Calma!

- Já aconteceu comigo. Faz uns meses, eu tinha tido um dia infeliz, minha cachorrinha tinha ficado trancada em casa o dia todo, e quando eu saí pra levar ela pra passear… estava tão distraído que não catei o cocô dela na rua!! – contou desesperado.

O senhor deu uma risada gostosa.

- Meu filho… mas o que é que tem? Ninguém vai morrer porque esqueceu de catar o cocô do cachorro uma vez…!

- Ah, é? Mas acontece que me fotografaram. E me colocaram no Facebook falando do absurdo que eram as pessoas que não catam os lixos dos cachorros, e que isso estragava a cidade, era a culpa das enchentes e sei lá mais o quê! Logo eu! Logo eu que levo até o saquinho no bolso pra catar o cocô. Só porque estava triste e distraído, fiquei viral!

- Viral? – dessa vez o velho deu mesmo um passinho mais para longe.

- É, viral. Na internet. Em 2 dias tinha gente até em Singapura me xingando! Minha foto se espalhou que nem pólvora! As pessoas ADORAM uma denúncia. Adoram uma causa!

- Mas isso… mas isso… é maluquice!

- Exatamente! Mas é assim que as coisas são agora. E se você tenta explicar, só piora! Fui explicar que a minha avó tinha morrido naquele dia, e que por isso a cachorrinha tinha ficado trancada no apartamento o dia todo e eu estava distraído… e comecei a ser perseguido pelas entidades de defensores de animais!! Os defensores dos animais compartilharam minha foto tudo de novo, dizendo que eu maltratava a cadela! Tinha que ver os comentários das pessoas que nem me conheciam, me chamando de monstro! Logo eu, que até durmo com a cachorra na cama!

O coroa ficou pensativo.

- No final das contas – continuou o jovem – enviaram 30 quilos de cocô pra porta da minha casa. Em retaliação, pelo cocô que eu deixei na rua. Justiça, sabe? Hoje em dia a justiça é assim. Olha, moço, sei que deixar cocô na rua é errado, sei que errei, mas eu estava cheio de problema naquele dia. Não merecia tanta bosta no meu muro e nem ser tão xingado, e ter que ouvir os “bem feito!” que ouvi. Fiquei um tempão com medo de sair de casa e apanhar.

- Mas só uma pessoa muito sem noção, MUITO DESEQUILIBRADA compartilharia uma notícia sem saber bem sobre ela, sem ouvir os dois lados, sem esperar investigação, só pela foto!

- Minha mãe compartilhou – sussurrou o moleque cabisbaixo.

- Sua mãe?????

- É, ela não percebeu que era eu. Ela adora bicho, sabe. E é da Associação do Bairro Limpo… aí já viu. Ela não leu o texto, só leu a chamada dizendo que eu era um imundo, playboyzinho mimado, e que ainda por cima maltratava o cãozinho e não quis nem saber, compartilhou logo. Quando eu vi, dei uma bronca nela.

Os dois ficaram quietos por uns minutos, sob o peso da história.

- O senhor pode chegar pra lá agora, por favor?

- Olha, moço… me desculpa. Me desculpa mesmo. Mas não concordo com isso aí não, não concordo com esse tal povo do Facebook, acho isso tudo uma insanidade e não vou ser conivente com toda essa baboseira.

O rapaz ficou torcendo as mãos uns minutos, nervoso e pensando, até que enfim tirou um caderno da mochila, rabiscou algumas coisas nele e ficou segurando bem na sua frente, decidido.

“ELE NÃO QUER SENTAR PORQUE ESTÁ COM HEMORROIDA”, dizia a folha.

O senhor finalmente foi para o outro lado do vagão.

 

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27 jan 2015, 10h08

USE MAIS SEU CELULAR


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Acho curiosíssimo as pessoas se orgulharem em ser obsoletas. Sempre que alguém começa com aquele papinho criticando selfies, o uso de celulares, Facebook ou a invenção do momento, me lembro daqueles velhinhos que reclamavam que as pessoas estavam ficando antissociais por causa do jornal, e que o advento da televisão ia acabar com a humanidade, pois todos só ficariam na frente dela o dia todo.
Se alguém contasse para mim aos 20 anos que um dia eu poderia tirar quantas fotos quisesse, e que poderia compartilhar com todos automaticamente (ao invés de demorar semanas para revelar foto e acabar perdendo um monte), eu ficaria maravilhada. Mas meu eu jovem ficaria horrorizado de saber que existiriam pessoas que criticariam essa praticidade. Seriam eles loucos ou saudosistas? Ou somente pessoas com resistência ao novo?

Seu celular é a maior maravilha do século. Com ele você pode filmar um flagrante, falar com alguém do outro lado do mundo, encontrar amigos perdidos há mais de 20 anos, agendar consultas, ter uma bússola, um mapa, uma lanterna, uma calculadora, um jornal, uma revista, livros para ler. Há aplicativos para controlar sua medicação, para diagnósticos diferenciais (para médicos), com enciclopédias, de gente oferecendo carona pro trabalho, para aprender uma língua. Com ele você escuta uma música que acabou de ser lançada em outro país, participa de grupos de pessoas com interesses em comum, lê receitas de bolo, encontra cães perdidos.

Exagero no uso? Oras, o ser humano sempre exagera com alguma novidade – a humanidade não vai ser pior ou melhor por isso. E essa história de “as pessoas estão esquecendo a vida real e de viver os momentos” é balela – as pessoas são o que são, com tecnologia ou não. Quem é limitado vai ter todo esse potencial na mão e… vai usar só pra jogar joguinho ou curtir foto engraçada. Quem já é idiota vai ser um idiota com celular. Ponto. O negócio é adaptar-se e tirar sempre o melhor proveito das possibilidades. E se esses forem os novos tempos, vamos aceitar que dói menos.

Use mais o seu celular. Use bastante, tire tudo que ele puder te oferecer. Aprenda bastante, facilite sua vida. Não encha a boca para dizer que “não uso e nem faço questão de usar e aprender” – porque não saber de alguma coisa não é status, não é vantagem nenhuma. É passar atestado de limitação.

E se não quiser usar também, tudo bem, está no seu direito – mas é de bom tom parar de bancar o superior e encher o saco de quem faz bom uso. Ou pode tentar voltar para os “maravilhosos” 1890, quando tudo era mais “simples”, e a humanidade era tão “amiga” e “sociável” (mas lembre-se: não havia penicilina)
Afinal, com tantas coisas que seu celular pode te oferecer, reclamar dele no Facebook é só mais uma opção.

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26 jan 2015, 18h06

AS 10 COISAS MAIS ESTÚPIDAS A SE FAZER NO VERÃO

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No verão perfeito a sua bunda não tem celulite, você finalmente encontra o biquíni ideal para seu tipo de corpo, os dias são ensolarados (sem estarem o inferno na Terra), só caras gatos correm na areia, os picolés não derretem rápido demais melando sua mão, você consegue ler na beira da piscina (sem algum moleque pentelho espirrando água em você)…

Nunca, né? Quem é que consegue um verão totalmente perfeito? Não me entenda mal – eu AMO o verão, adoro o calor, curto todas as pequenas coisas e o colorido dessa estação. Mas várias situações fazem o verão ficar com menos cara de capa da Vogue especial Summer.

Sou a rainha das lambanças e “merendadas” veranistas, então aí vai a lista das coisas mais retardadas para se fazer nesse período (fique à vontade para adicionar as suas):

1 – ASSISTIR “SEMANA DO TUBARÃO” OU “QUANDO OS TUBARÕES ATACAM”, NO DISCOVERY, NA NOITE ANTERIOR À PRAIA.

Todo ano eu me prometo não assistir mais shows de tubarões. Todo ano. E todo ano acabo não só assistindo, como dando preferência àqueles bem gráficos e sanguinolentos, com vítimas e cenas de ataques… Tem coisa mais idiota para se fazer na véspera de um final de semana de sol? É eu botar o pezinho na linha d’água para começar a ter um revival dos programas na cabeça e dar vexame, avaliando temperatura da água, sombras estranhas, gritando cada vez que um peixe encosta na perna… e se tem alguém mais ao fundo do que eu – isso é o mais importante (porque se alguém for ser atacado, não serei eu! (risos)).

2 – TOMAR CHÁ

Eu sou uma grande bebedora de chá. De café também, mas principalmente de chá preto – para mim ele deveria compor a pirâmide básica dos grupos alimentares. E no verão eu insisto em continuar com o hábito. Digo a mim mesma que vou tentar receitas de chá gelado e frapuccinos caseiros… e acabo suando, segurando uma xícara pelando no meio da tarde. E atraindo olhares de piedade daqueles que acham que eu simplesmente pirei.

3- PULAR A PEDICURE

É batata – você está com pressa, e resolve fazer só a mão. A verdade é que tudo bem se você estiver com a unha da mão sem esmalte, só cortadinha e lixada, com uma base – é verão. Você vai mexer mesmo em água, então tudo bem se a sua mão estiver só ok. Agora, o pé não. Ele precisa estar impecável. Tem coisa mais fim de festa do que ter que usar um chinelo ou rasteirinha e o esmalte estar descascado, o calcanhar estar duro e ter cutículas saindo pelo ladrão? Todo mundo vai olhar pro seu pé! E pode ter certeza de que no dia seguinte que você pular a pedicure, vai receber um convite para alguma coisa em que mostrar os pés vai ser obrigatório e você vai se arrepender.

4- TREPAR FORA DO AR CONDICIONADO

Sim, parece uma boa ideia. Sim, você está empolgado e não quer esperar chegar no quarto, ou parar pra ligar o ar. Vai por mim – você vai acabar suando em todas as dobrinhas (e não de um jeito sexy), com cabelo grudado na cara e torcendo pro troço acabar logo.

5 – PROJETO “QUALQUER COISA”

Tem palavra mais esculhambada nos últimos tempos do que “projeto”? TODO MUNDO que resolve fazer alguma coisa, acha que tem um “projeto”, principalmente se for emagrecer ou malhar (palavra que imbecilmente também virou “treinar”, mas isso é assunto pra outro texto). O saco é que te dá um estalo de que você precisa dar uma “guaribada” urgente no corpo… só que é tarde demais. Se não rolou até agora, nos últimos meses, tentar algum “projeto” bem agora, quando já está sol a pino e você já precisa ficar bem nua, vai ser em vão. Melhor se programar melhor da próxima vez, ao invés de ficar passando fome ou se matando de se exercitar quando deveria estar de boa aproveitando uma cervejinha (ou o que você gostar de beber) à beira mar. Melhor curtir o verão meio fora de forma, do que não curtir de forma alguma.

6 – TOMAR CAIPIRINHA AO SOL

Parece óbvio, mas só quem teve mancha de queimadura em cima do lábio por causa do limão sabe como é retardado isso.

7 – LEVAR SEU CACHORRO (QUE NUNCA FOI) PARA PASSEAR NA PRAIA

Expectativa – ele andando ao seu lado, lindo e feliz. Realidade – você correndo feito louco atrás dele antes que ele fuja, ele se enchendo de areia até nos ouvidos (o que vai te dar um trabalhão para limpar depois), ele tentando dar bote nos pombos, latindo pro sorveteiro ou cagando do lado dos banhistas, causando um inferno.

8 – COMER CHOCOLATE NA RUA

Ou levar chocolate na bolsa – é chocolate derretido para todo lado!

9 – ANDAR O DIA INTEIRO DE SAIA

Olha, eu tenho coxas gordas. Não grossas – gordas. Mas acho que é problema até pra quem é magrinha - andar o dia inteiro de saia no sol e na rua é certeza de assadura no final do dia. Mais indigno do que admitir que está assada, só ter que sair com aquele cheirinho de Hipoglós depois! (risos)

10 – LEVAR O SMARTPHONE PRA PISCINA.

Vai molhar. Não, sério – vai molhar. Não importa o cuidado que você tenha – quando você menos esperar, vai estar naquela posição patética de enxugar freneticamente ele com a toalha. Então, ou abra mão ou já vá conformado.

Eu poderia continuar a lista eternamente (citando “usar perfume forte em ambiente fechado cheio de gente”, e coisas assim), mas achei que o resto não era estúpido de verão – era só estúpido mesmo.

 

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20 jan 2015, 10h52

FERIADO

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Dia de folga.

A primeira folga tinha sido do despertador – mesmo assim acordou no horário programado, como um ratinho adestrado de laboratório. Mas acordou sem ele.

Tudo piscava – o computador e o celular. Mensagens, chamadas, convites, ligações, cutucões. Tanta coisa pra fazer, pra “aproveitar” o dia! Festa, cinema, praia, churrasco, encontro, almocinho, passeio… Até o sol, forçando entrada pela cortina, parecia piscar, convidando a sair.

Espreguiçou-se, ligou a cafeteira, pegou um livro, trancou a porta e desligou tudo.

O mundo chamava lá fora, mas hoje ela preferia ser feliz aqui dentro.

 

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13 jan 2015, 15h41

MISSÃO: INVADIR A CASA DA VIZINHA

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E se você abrir a porta de casa e… NÃO FOR A SUA CASA?

Apertei meu andar no elevador e fiquei batendo papo com a “criança”, distraída. A porta do elevador abriu, eu desci e, sem hesitar muito, enfiei a mão na maçaneta da “minha” porta. A criança ainda teve tempo de comentar em um micro-segundo: “olha, a vizinha mudou o tapete”. A vizinha não tinha mudado o tapete, simplesmente porque aquela não era a minha vizinha do lado.

E pra minha infelicidade, a porta estava destrancada.

Uma mulher estranha gritando um “ai, que susto!”, um cachorro branco e peludo latindo… e foi bem nessa hora que eu percebi que não estava no meu apartamento! Bati a porta gaguejando desculpas, com a cara vermelha, e saí correndo! O elevador tinha parado dois andares abaixo e eu nem percebi.

Cheguei em casa passada e fui contar pra ele, que se esborrachou de rir.

- Pior você não sabe – disse eu constrangida. - Foi bem naquela vizinha que já odeia a gente, porque nosso ar-condicionado pinga no dela!

Ele nem vacilou e comentou gaiato:

- Então você deveria ter saído dessa gritando: “vim só pra avisar que já consertei o ar!”

Acho que vou passar os próximos dias andando de escada…

 

 

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12 jan 2015, 19h37

CLUBE DE LEITURA – LIVRO DO MÊS

Alô, peeps! ‘Vambora inaugurar o clube esse ano? Estavam com saudades das nossas leiturinhas? 2015 promete ser um ano de prateleira cheia, com muitos lançamentos bacanas; vamos começar cedo.

Vem com a gente então ler um livro levinho, divertido e com cara de férias:

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O LIVRO DOS MIL DIAS, SHANNON HALE. Lady Saren ficará sete anos trancada em uma torre. O castigo, imposto por seu pai, é uma resposta à sua recusa de casar-se com o noivo escolhido pela família. Mas seu isolamento não será total, uma vez que Dashti, sua fiel criada, voluntariamente se fará prisioneira para servi-la e fazer-lhe companhia. O silêncio voluntário e as lágrimas constantes de Lady Saren tornam-se parte da dinâmica monótona dos dias. As únicas companhias verdadeiras da miserável criada são o gatinho Meu Senhor e as páginas de um diário. Com a chegada de dois pretendentes da nobre, um deles muito bem-vindo enquanto o outro nem tanto, as garotas serão confrontadas com a esperança e o medo.

Vencedor de mais de vinte prêmios literários, O livro dos mil dias é uma incrível história completamente recontada, cheia de aventura e romance, dramas e disfarces.

SIM!! Um CONTO DE FADAS!!! Eu adoro contos de fadas!! Fala a verdade – há quanto tempo você não lê um legal? Não deixa a imaginação ir embora? Estou me coçando toda pra ler. As críticas estão boas; o texto não parece infantiloide. E além disso, bem, eu nem tinha visto a capa do livro quando decidi por ele, mas depois de ver… não é MUITO fofa? Tipo, irresistível? Eu também escolho livro pela capa – mals aê!

Bom, ainda não temos data de encontro virtual e físico, mas está dada a largada – comece a ler para podermos estar todos juntos. Combinado?

Valendo!

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