22 ago 2014, 11h47

A FAXINA

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Ficou horas no salão. Foi puxada, esticada, empurrada daqui para ali. Foi lavada, escovada, polida em todos os detalhes.

E a cada minuto que passava, cada pedacinho de cabelo que caía, cada pele morta que era retirada, cada cantinho dentro dela também era esfregado. Ficou horas sendo faxinada de fora para dentro. Sendo massageada, na cabeça e no ego.

Saiu de lá renovada. Incrível. Sem pontas duplas, unhas lascadas, neuroses ou inseguranças. Saiu de lá sua melhor versão.

Torcendo pro esmalte e a invencibilidade durarem pelo menos até a próxima semana.

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20 ago 2014, 14h48

QUANDO ALGUMA COISA FOR REALMENTE ENGRAÇADA, VOCÊ VAI VOLTAR A RIR

Tá, o post de ontem foi realmente down. Então eu resolvi voltar pra contar que, quando a gente menos espera, volta a rir de novo.
Assim, de supetão. Acontece alguma coisa realmente engraçada, boba, e quando você percebe, está rindo de doer a barriga. Essa alternância de emoções não é o máximo? Essa coisa da vida de tudo não ser nem eternamente bom e nem ruim?

Lembrei dessa cena de Sex and the City – quando alguma coisa for realmente engraçada, você vai rir de novo. Sem aviso, como mágica.
E que fique registrado – ontem mesmo eu gargalhei :)
 

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19 ago 2014, 15h58

O QUE MUDA, QUANDO SE SENTE DOR

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Essa é uma parte muito pessoal da minha vida.  Minha mãe sofreu de enxaquecas graves e frequentes durante boa parte dela. Principalmente durante minha puberdade/adolescência. Ou seja, sempre convivi com a doença crônica.

Meus pais eram separados e meu irmão muito novo, então quem passou noites e dias em hospitais com ela, internada, fui eu. Já contei em algum lugar que foi nessa época em que virei leitora voraz – devorava livros e mais livros de madrugada, sentada no chão do banheiro dos hospitais, para a claridade não incomodá-la. Mas mesmo tendo visto o desespero que é ter uma dor crônica, insuportável, de ter visto a depressão que causa, a impotência, o desespero de não melhorar, eu não entendia verdadeiramente. Eu só achava que entendia. Até ontem.

Duas semanas doente. Melhorando e piorando, com febrões, tosse, secreção… até culminar em uma enxaqueca. Dois dias e ela lá, batendo ponto. Sem passar. Sem ceder. Sem dar trégua. Dois dias de incapacidade, de cama, de ver todos na rua, se divertindo. Eu nunca tinha ficado assim antes. Sim, tive uma hepatite quando garota e fiquei meses deitada, mal até dizer chega… e nem nessa época eu sofri tanto. Porque eu não sentia dor. Sentir dor por tanto tempo, desse jeito, me deu uma sacudida. Como é que as pessoas aguentam? Como sobrevivem a dias, meses de dor? Eu as admiro.

Nós lemos esses livros e vemos esses filmes sobre pessoas e suas histórias de câncer e tudo nos parece tão heroico, todos são tão estoicos e positivos… e não é nada assim! A verdade da dor e da doença não é bonita. Sentir dor é uma merda, e historinha nenhuma mais vai me enganar a respeito disso. Porque estar doente e sentir dor humilha, tira tudo de você. Te quebra. Essa ideia glamourizada da dor é até pior, porque te faz sentir fraco, achar que deveria estar aguentando melhor do que está. Que você deveria ter uma atitude mais positiva a respeito daquele momento. Que deveria ser forte.

E quando a gente não é?

Porque tem horas que parece que não vai passar nunca. Que não existe amanhã. Você começa a ter uma série de pensamentos e desejos funestos que nunca pensou que fosse capaz de ter. E quando você está lá, naquele estado, não existe nada de bom e positivo que se possa tirar disso. E isso me desespera – não conseguir pensar em um lado positivo de alguma coisa!

Eu nunca tinha entendido tanto a minha mãe quanto ontem. Nunca tive tanto remorso, porque achei que podia ter feito mais por ela, em suas dores. Podia ter entendido mais, ter tido mais paciência, ter dado mais apoio.

Liguei para ela aos prantos, no meio de uma dor excruciante e que só aumentava, pra pedir desculpas. Pra dizer que eu entendia.

Precisei passar por isso pra ter realmente compaixão por aquele sentimento de solidão e estar perdido, que a dor nos causa. Nunca vou olhar para um doente com a mesma indiferença e distância. Talvez essa seja a coisa boa, afinal de contas.

 

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13 ago 2014, 10h08

A RÉGUA

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Descobri o vilão de quase todos os conflitos do mundo – do religioso, político, social, ideológico, até o pessoal e sexual. A culpa é da RÉGUA.

Li recentemente um artigo, de uma sexóloga, sendo taxativa sobre como VOCÊ não deveria ter ciúmes da vida sexual do seu parceiro. Não vou entrar no mérito dessa discussão, se é certo ou errado, porque o ponto é exatamente esse: quem é que decide o que é bom para todos?

É a nossa maldita régua interior.

Temos a tendência de medir todos pela nossa régua. Pelos nossos valores, pelas nossas verdades absolutas, pelas nossas MEDIDAS e TAMANHOS. E, macacos me mordam, como é difícil convencer alguém de que a medida dele não é a única certa! Mesmo os que tentam ser flexíveis; no fundo todos têm seus dogmas imutáveis.

No caso do texto sobre sexo, o determinismo todo era uma bobagem. Será que depois de milênios de civilização ainda não paramos de tentar enquadrar o que é “certo” e “errado” em relacionamentos? Será que ainda não entendemos que, para quase tudo, o que funciona é o que funciona PARA NÓS? Que carência absurda essa que o ser humano tem de querer se enquadrar de qualquer forma, de estar do lado do normal, da “régua padrão”.

Quer ter ciúmes? Ora, tenha! Vários casais são monogâmicos e exclusivistas, e se todos estão felizes e satisfeitos assim, bem, que bom para eles! Outros (e eu conheço alguns), combinaram que podem fazer o que quiserem fora de casa, só não querem saber. E se ambas as partes combinaram isso antes, e não têm ressacas morais, olha que beleza. Há ainda os casais que funcionam muito bem tendo outros parceiros (conhecidos do outro, inclusive). Nosso primeiro impulso aqui é julgar qual o modelo mais “certo” – mas a verdade é que o modelo certo é aquele que funciona para ambas as partes. Que não traz conflito. É o famoso COMBINADO NÃO SAI CARO. Só desanda quando cada parte têm uma expectativa diferente, ou quando uma das duas quebra o acordo pré-estabelecido. E ponto.

Mas voltando à régua. Usamos para medir relacionamentos e usamos para todo o resto. Olhamos as coisas a partir da nossa experiência, a partir de nossos referenciais e assim é que mensuramos.

Normalmente não temos paciência com quem não consegue fazer alguma coisa que para nós é fácil. Se temos força de vontade ou determinação, não entendemos ou temos compaixão com quem não tem. Olhamos os gostos alheios, os sofrimentos vizinhos e às vezes eles nos parecem banais – porque estamos avaliando-os com a nossa régua. E talvez nossos centímetros sejam mais generosos conosco, nessas questões.

É com essa régua que damos a medida se uma coisa é certa ou errada, fácil ou difícil. Nem preciso dizer que o imbróglio todo se dá justamente porque cada um tem sua régua particular.

Quando você suspira e pensa “Fulano é tão estúpido! Será que não está vendo que…?” – você está usando sua régua. Porque com ela você avalia que é simples ver ou resolver uma situação.  Cada vez que você brada “Mas é um absurdo que alguém faça tal coisa, tome tal atitude”, é a sua régua, falando com a sua voz.

Quando esperamos certas atitudes dos outros e nos frustramos, quem nos frustrou foi a terrível régua, que criou expectativas não com base na realidade do outro, mas com base nas SUAS medidas.

É muito difícil analisar qualquer tema e situação de forma imparcial e neutra, tirando sua régua do meio, essa tirana. Sim, eu sei. A régua te domina, porque está constantemente TE medindo, “e se ela pode me medir todo o tempo, porque não poderia medir os outros da mesma forma cortante?”

Poder, pode. Mas a régua é como um aplicativo com defeito. Ela não reseta, quando vai avaliar o outro. Ela não zera antes. Ela usa seus dados como comparação, de forma viciada, over and over. Então, a pessoa nem tem chance, pra começo de conversa. Porque o ponto de partida é você.

Todos os conflitos vêm disso – não aceitamos outras réguas. Ou melhor, não aceitamos que outros tenham medições diferentes. Porque seria mais simples – o caso não é concordar em tudo (isso seria muito chato!), mas aceitar o fato de que as pessoas vão concordar em discordar. E tudo bem. Uma régua é Faber Castell, a outra é Compactor. Fazer guerra porque a minha régua é cristã e a outra é muçulmana, por exemplo, é o que mata (literalmente).

São elas, as danadas das réguas, que nos ajudam a dimensionar as coisas, então não dá para viver sem elas. Só não podemos viver em função delas, nos dizendo como avaliar quem está em volta. Temos que saber nos refrear ao julgar, ponderar quem está medindo: nós ou ela. E temos que ter cuidado, porque elas dão defeito também: nos enganam, medindo imensidões onde existem pequenos espaços limitados, e às vezes ignorando o tamanho de coisas realmente gigantescas.

Quanto à minha régua, afirmo que eu sou a parte rebelde do texto da sexóloga - aquela que é romântica e tem ciúmes sexuais do parceiro. E que se ele bobear nisso, eu quebro a régua na cabeça dele.

 

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11 ago 2014, 15h13

O QUE TEM ROLADO

E aí, Elise? Você por aqui! O que tem feito da vida? :)

Peeps, eu tenho feito um monte de coisas! rs.

E tenho passado por mudanças. Bom, acho que todos passamos por mudanças o tempo todo – algumas são mais lentas e profundas, outras rápidas e contundentes. Essas minhas são aquelas que de perto você nem consegue ver direito. Primeiro, estou realizando um sonho – B está trabalhando em home office, então os últimos tempos foram de parceria 24h. No estranhamos na primeira semana, por causa do espaço, mas agora não quero outra vida. Estou curtindo muito isso de trabalhar ao lado, de rir durante o dia, de fazer nossos horários, de ter companhia. Está sendo muito bom!

Tenho curtido muito a casa também, a cozinha e mil pequenezas que vão aparecendo.

Pra chérie que perguntou – não tenho visto tantas séries quanto gostaria (tenho ficado muito tempo na cama vendo filmes, então minhas séries, que eram uma coisa mais individual e pessoal, deram espaço), mas acompanhei HANNIBAL todinho (recomendo fortemente, acho que já disse aqui) e comecei sim a última temporada de TRUE BLOOD. Só vi os primeiros episódios e resolvi esperar ter mais episódios pra ver de uma vez (senão fico muito ansiosa, hehe). Só digo isso (*SPOILER ALERT*) – valeu esperar até aqui e aguentar as últimas 2 temporadas chatinhas só pra ver a Tara morrer!! Se ela voltar, mais à frente, vou ficar furiosa!!

Sobre as séries que estão na fila, são muitas! Entre elas Penny Dreadful e The Strain.

Outra coisa que tem me ocupado a mente – AIMÉE fará 15 anos. Sei que quem acompanha o blog há anos deve ter tido um choque, pois conhece seus relatos desde criancinha. Imagina eu?! Não sei o que vamos fazer para comemorar, mas a chegada dos 15 anos dela tem sido uma mudança também para nós.

Os caninos estão ótimos, ainda mais agora que têm mais um dos “pais” em casa o dia todo. Estão numa felicidade de dar gosto.

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Sacou a bagunça na cama, né? Eles não saem mais do nosso lado, estão dois chicletinhos.

Aproveitei esse período para finalmente fazer minha própria essência de baunilha, com a fava que ganhei de natal da minha amiga Giselle.

Foi molezinha: só abrir a fava ao meio com a faca, sem separar as duas metades e nem retirar as sementes, e depois colocar em um vidrinho com vodka descansando na prateleira (parece que pode fazer com outras bebidas, como a cachaça, mas a vodka é a que deixa menos sabor residual).

Isso já tem um mês, e o líquido já está bem âmbar (na foto eu tinha acabado de fazer). Esperarei mais um mês, até a cor ficar bem densa e só tiver cheiro de baunilha e nada de álcool.

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Quê mais?

Ah, como disse, tenho cozinhado bastante, por prazer mesmo, testando novas receitas. Isso me relaxa.

Então saiu um delicioso Gnocchi de batata-baroa (mandioquinha, pros amigos paulistanos), que foi fácil de fazer idem.

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Fiz de olho, sem receita muito certa, mas se você quiser tentar, faz assim: usei 1kg de batata baroa (mas também pode ser batata inglesa). Descasca, cozinha, amassa com o garfo mesmo até quase purê. Junta duas gemas, sal, pimenta a gosto e noz moscada (uma pitada já dá). Vai juntando farinha de trigo até desgrudar um pouco da mão (se colocar muita farinha, até ficar bem solto, fica pesado e massudo). Enfarinha uma superfície, faça rolinhos e corte pequenos pedaços com uma faca. Coloque uma panela com água para ferver, como se fosse para cozinhar macarrão, mergulhe os gnocchis lá e retire com escumadeira quando boiarem. Só. Sirva com o molho que quiser.

Outra novidade é que ganhei do B um bonsai de cerejeira, e estou me esforçando verdadeiramente para não matá-lo! hahahaha

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Por enquanto, estou indo bem! Torçam por mim!

E nesse meio tempo teve amiga casando, amiga separando, amiga encontrando o amor da vida, amiga tendo sexo com gente estranha, amigos que deixaram de ser amigos e mais um monte de amigos novos (e eu vou juntando as histórias todas, pra tudo virar texto depois).

E você? O que tem feito de bom? Senta aqui, toma um chazinho…

PS: hoje vou tentar fazer a torta desse vídeo aqui, que é a torta de blueberries do filme “My blueberry nights“. Sabe que eu piro em comida inspirda em filme e livro, né? Depois venho dizer se ficou digna.

 

PS2: se eu sumir por aqui, você me encontra no meu INSTAGRAM (é só clicar aí em cima da palavra), e sempre na PÁGINA DO FACE (idem), ok?

Me segue lá também!

 

 

 

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29 jul 2014, 13h18

APARADOR DE PELOS DE PUSSY

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Eu tinha ido trocar a minha cafeteira na Casa e Vídeo com a minha mãe, e enquanto esperava o processo de troca, lembrei de outra coisa que precisava. Perguntei muito discretamente ao atendente:

- Vocês têm aparadores de pelos?

- Sim – respondeu ele, igualmente discreto.

Só que minha mãe, solícita em me ajudar, não entendeu.

- Que aparador de pelos?

- Aparador de pelos, mãe. Sabe..? Pelos.

- Sim, mas que tipo de aparador?

- De. Pelos. – falei entredentes.

- Pelo de roupa?

- Não, mãe – revirando os olhos. – Pelos. Corporais – fiz um gesto sutil indicando aparar a barba. Aí ela não entendeu de vez.

- De barba?

- É. Não. Tipo esses de barba. Mas pra outras paaaaartes… (dei uma ênfase em “partes”)

- Mas que partes??

- Porra, mãe! Pra aparar os pelos da B.U.C.E.T.A!

Ela ficou sem jeito.

- Shhh. Disfarça.

Quem disfarçou foi o atendente, que ficou rindo de lado.

 

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25 jul 2014, 14h13

DIA DO ESCRITOR

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Aêê!! Parabéns para mim! :)

Na verdade, parabéns a todos os escritores do mundo, especialmente àqueles que influenciaram profundamente minha vida, de uma forma ou de outra. Obrigada por escreverem sobre o que vai dentro de mim, sem nem ao menos me conhecerem.

E parabéns a todos que têm coragem de viver de se expor no papel, e criar fantasia, diversão, esperança e beleza para as pessoas.

(fique à vontade para mandar seu amor aí nos comentários. Eu vou gostar rs)

 

 

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18 jul 2014, 13h39

LISTA DOS FILMES DE SEXTA

Essa sexta está com cara de filminho, não tá? Tou achando.

Estava lendo a Vogue desse mês, e me deparei com a indicação de 3 filmes, que fiquei com muita vontade de assistir.

Um de vampiros, que promete ser super cool, meio estilo Fome de Viver (amo). E ainda tem de bônus o querido Tom Hidleston:

Tem um fofinho de música, com participação especial do Adam Levine (motivo suficiente para assistir, hehe):

E tem a adorável Diane Keaton, atuando ao lado de Michael Douglas no papel de um chatonildo, diversão na certa:

 

Ótima sexta!

17 jul 2014, 13h21

NOVIDADE NO BLOG! QUEM É O ANUNCIANTE?

Há anos que algumas pessoas em volta de mim me “aporrinham” (no bom sentido), dizendo que eu deveria colocar anúncios no blog. Há anos (são 7? Já perdi a conta!) que recuso anunciantes. Não é balela – como todo blog que tem certo movimento de gente (aqui somos cerca de 3.000 pessoas diárias), ficamos na mira de anunciantes. A verdade é que sempre senti coisas misturadas sobre colocar anúncios – porque a maioria dos blogs que mais gostava ficaram tão comerciais, que acabei abandonando-os. Em alguns, já não sabia mais o que era a palavra do autor e o que era um contrato comercial.

Eu não tenho nada contra contratos comerciais, veja bem, nem sobre anúncios em blogs e sites. Acho que é natural (todos precisamos ganhar dinheiro e comer. Sem demagogia). Mas acho que complica quando essa relação compromete o conteúdo, tem que ter coerência e transparência. E eu nunca tinha gostado de nenhum anunciante que me procurou (ei, livrarias, cadê vocês? rs). Inclusive parei de receber press kits com produtos, pois só colocava e falava bem do que gostava. Achava (e acho) que o blog é meu, escrevo para mim e para meus leitores de anos, e não é por causa de uns caraminguás que vou mudar isso (se me oferecerem 1 milhão de dólares, por outro lado, vocês estão ferrados rs. Brincadeira).

Então surgiu a oportunidade de abrir o espaço de anúncios com uma empresa que é amiga, parceira e que eu acredito 100% – a CONECTE DESIGN. Somos amigos há anos, pois foi o estúdio quem criou o design daqui do blog e do meu site de contos. É pra eles que eu grito, quando dá pau aqui no blog. Também trabalhamos juntos em outros projetos. Agora que eles estão com a loja virtual, vendendo produtinhos-conceito super bacanas, tudo encaixou!

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Acho tudo lindo, acho a proposta fofa e amo a Alessandra, dona do estúdio, e todo mundo que trabalha lá: melhor dos mundos.

Então, aí está a fofura de anúncio deles na barra lateral. Prestigiem, cliquem, comprem, curtam, tudo que tiver direito.

E podem ficar tranquilos, que daqui por diante o que entrar de anúncio foi selecionado com uma chatice de dar nojo, e com certeza eu apoio de alguma forma (e se o dinheiro for bom DEMAIS, e o anunciante uma porqueira, eu venho aqui contar, tipo: “galera, esse aí é porque a grana valeu demais!” rs).

Beijas.

 

 

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15 jul 2014, 21h09

CLUBE DE LEITURA – LIVRO(S) DO MÊS

Nesse mês, vai ser livro que não acaba mais no nosso Clube de Leitura! Decidimos que ao invés de todos lermos o mesmo livro, cada um escolheria um livro diferente e iria “defendê-lo” no dia do encontro. É estranho não estar lendo as mesmas coisas que o pessoal do clube, pois não podemos “trocar figurinhas”, mas ao mesmo tempo, é um oportunidade de recomendarmos livros uns para os outros. É legal também ver o gosto pessoal de cada um.

Então você faz assim: escolhe o livro do membro do clube que você gosta mais e…. BRINCADEIRA! HAHAHAH

Não, escolhe qual livro te deu mais vontade de ler. Ou vários, melhor ainda! Aí você vai poder comparar sua opinião com a de quem leu também (sim, você vai ouvir a opinião da pessoa no nosso maravilhoso-e-estupendo audioblog do encontro rs).

Serei breve sobre os livros, pois são MUITOS. Vamos lá:

ADRIANA

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Nossa Adri vai abrir as indicações com um livro de terror (que é pra começar bem, hehe). Se você for lê-lo, sugiro começar logo, porque o livro é danado de grande! Ele foi relançado pela editora Suma de Letras. Acho que muita gente já morreu de medo assistindo esse filme, mas aí vai a sinopse, de qualquer forma:

Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças. 

Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.

Brrr, esse é terror dos bons!!

GISELLE

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Os deslumbrantes olhos verdes da Gi (vocês não conseguem ver no áudio), esse mês lerão Se eu Ficar, de Gayle Forman. Virou até filme (essa capa acima também é usada no cartaz).

Parece ser bem emotivo:

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Esse também dá pra fazer o combo livro + filme (adoro!)

LAIS

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Lais, nossa caçula, vai de Neil Gaiman, o autor tão querido e amado-salve-salve dessa que vos fala.

Parece intrigante e mágico, como sempre:

Em ‘Lugar Nenhum’ Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra – a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai.

Lugar Nenhum é o primeiro romance de Neil Gaiman, autor dos best-sellers Deuses Americanos (Conrad, 2004) e Filhos de Anansi (Conrad, 2006), e criador da revolucionária série de quadrinhos Sandman. Concebida originalmente como série de TV em seis capítulos, Lugar Nenhum foi transmitida pela rede inglesa BBC. A transformação em romance resultou em sucesso imediato, conduzindo a obra às listas de best-sellers do Los Angeles Times e do San Francisco Chronicle, entre outras.

LIVIA

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E temos uma dobradinha de Gaiman! A bela Livia se rendeu e vai ler o livro que já mencionamos aqui, O Oceano no Fim do Caminho.

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Esse eu já li e virei fã.

ANA

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A danada da Ana está enriquecendo a lista com dupla novidade por essas bandas do Clube: uma biografia e uma HQ. Tudo junto!

Olha só que interessante:

Em Montauban de 1748, nasce Marie Gouze, criada sob as convenções da França setecentista. Aos 18 anos, mãe e viúva, se vê livre para expressar suas ideias e adota o pseudônimo Olympe de Gouges. Anos depois se muda para Paris, onde participará ativamente da vida política e cultural. Fiel leitora de Rousseau, inspiradas pelas ideias libertárias da França pré-revolucionária, Olympe se dedica intensamente à escrita – atividade que levaria até os últimos dias de sua vida e que a causaria muitos problemas. Conquistou inimizades e escandalizou os mais conservadores, porém jamais deixou de defender seus ideais feministas e libertários.

Em 1791, redigiu a Declaração dos direitos da mulher e da cidadã, reivindicando a igualdade entre os sexos e o direito ao voto. Com muita beleza, esta graphic novel conta a trajetória de uma mulher forte e corajosa que carimbou seu nome na história da Revolução Francesa. Dos consagrados quadrinistas José-Louis Bocquet e Catel Muller, a HQ retrata através de belos traços os incríveis cenários e personalidades da França do século XVIII.

PRISCILLA

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UAU! A Priscilla (toda hard core, com suas belas tattoos, que vocês também não veem no áudio) chegou chutando a porta! Terror, contos de fadas, livro premiado, amor, loucura, literatura…

A Menina Submersa é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do ‘real’ sobre o ‘verdadeiro’ e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma ‘obra-prima do terror’ da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. 

ANA BEATRIZ

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Mais uma dobradinha livro + filme – Ana Bia e seus óculos charmosérrimos (que a boba não gosta) vão de Saramago, outro livro que está nos cinemas. Inclusive, usei a imagem do cartaz, que achei mais legal do que as dos livros que encontrei.

O que você faria se descobrisse que tem um sósia, alguém que é o seu retrato fiel, o mesmo rosto, o mesmo corpo, a mesma voz? Na sua cidade moram cinco milhões de pessoas, surpreendente seria não haver duas iguais, embora, esclareça-se desde logo, esta história nada tenha a ver com experiências de clones humanos gerados no laboratório de um cientista louco. O que fará Tertuliano Máximo Afonso, o sossegado professor de história que, numa noite tumultuada, se vê reproduzindo, como em um espelho, no ator secundário de um filme? Seu interlocutor privilegiado, não à toa chamado Senso Comum, aconselha-o a não ir em busca da cópia de si mesmo. Mas nem todos primam pela sensatez, por isso o mundo está do jeito que está.
A essa mesma conclusão desabusada chegará o leitor que acompanhar o extraordinário caso de Tertuliano, o homem duplicado. Pois as singularidades são irredutíveis, e quando um rouba a individualidade do outro, ainda que simbolicamente, ambos perdem a identidade, sem a qual ninguém vive. O professor de história ou o ator: um dos dois abriu a caixa de Pandora; um dos dois está sobrando.

FERNANDA

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Nanda está lendo por dois, por ela e pela bebê na barriga – espero que ambos comecem cedo a leitura, pois esse é outro livro grandão. Nem vou falar que é outro livro com filme, pois esse, na verdade, é mais fácil as pessoas terem visto o filme (ou o musical). Romance classicão e histórico incrível marcando presença na leitura do mês.

Hugo narrou seu romance magistral numa linguagem que representou para a literatura “o mesmo que a Revolução Francesa na História”, segundo o crítico Sérgio Paulo Rouanet. O fio condutor é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.

ELISE (eu!)

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Vou ler um do meus autores favoritos de todos os tempos, e que está com livro novo em português. Suspense e a condição humana, sempre presentes nos textos de Dean Koontz.

Aos 34 anos, o bem-sucedido empresário Ryan Perry descobre sofrer de uma grave doença cardíaca. Sua única chance é um transplante de coração, mas o tempo é curto. Desesperado, ele não mede esforços para conseguir o novo órgão e, com o auxílio de um novo cardiologista, encontra um doador. Entretanto, um ano depois, Ryan começa a vivenciar uma série de estranhos eventos: sonhos excêntricos, vultos inexplicáveis, presentes bizarros e um vídeo de uma cirurgia com a arrepiante mensagem: “Seu coração me pertence.” De uma dádiva, o coração de Ryan se torna uma maldição.

Eu não sei vocês, mas eu fiquei com vontade de ler tudooooooooooo!

E aí, conta aê qual (quais) você escolheu.

PS: encontro e audioblog sobre os livros serão na segunda metade de agosto, ainda não temos data! Eu aviso mais perto, mas você tem coisa de um mês pra ler, tá? ;)

PS2: eu tentei encontrar imagens legais para todos os livros e do mesmo tamanho (para não privilegiar nenhum), mas a verdade é que sou horrível com isso, sorry!

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