3 jul 2015, 10h46

1 SEGUNDO

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Você ganhou mais um segundo de vida. Todos nós ganhamos – os relógios foram atrasados 1 segundo no dia 30 de junho, à meia-noite. Tivemos 23h59m60s duas vezes. Então nesse espaço de tempo, nesse pequenino espaço de tempo, sua vida ficou em suspenso. Aumentou, expandiu, criou novas possibilidades. 1 segundo infinito.

Não entendi bem a ciência do negócio – houve toda uma explicação sobre rotação, translação, ou qualquer outra relação de movimento da Terra, mas essa informação me fugiu. O que ficou mesmo foi a história da segundo a mais.

A maioria das pessoas subestimou ou ignorou o fato, porque em tempos de internet, velocidade rápida, 3G, 4G, sabe-se lá o quê G, um segundo pode dar a ilusão de ser pouco. Em segundos hoje fazemos coisas que demorávamos séculos, há tempos. Não séculos de verdade, mas era o que nos parecia: esperar uma carta chegar, achar um orelhão na rua para ligar, combinar alguma coisa com um grupo de pessoas. Demoraaado. Arrastaaado. Hoje? Segundos. Mas talvez justamente por isso esse segundo seja tão precioso. Porque se um pequeno tempo podia fazer render séculos, por que um segundinho também não pode conter eras?

Um segundo é a diferença entre ser o irmão mais velho e o caçula, entre gêmeos. Um segundo é o que basta para você se abaixar e aquele tiro pegar de raspão. É o que faz a diferença entre quebrar um recorde ou não. É o que separa os lábios, antes do beijo. Um segundo. Um mísero segundo.

O tempo é tão valioso. E não damos nem metade do devido valor que ele tem – só sabemos nos queixar, ou por falta ou por excesso. Que difícil para as pessoas que é estar confortável dentro do próprio tempo! Parece que eles nos falta, em dias cheios, que precisamos de horas extras para dar conta de todo o trabalho. Ou reclamamos que está sobrando tempo ocioso, quando estamos entediados. Acho que nunca ouvi ninguém dizer: “que bom, tenho exatamente o tempo que preciso agora”.

E você vai desperdiçar esse segundo? Tem certeza?

E se ele fizer falta, lá no final? Quando mais um segundo pode ser mais um adeus, pode ser a diferença entre ver ou não aquela pessoa antes de partir? E você olhar pra trás e desejar ter tido mais um segundo para gastar? Um segundo a mais naquele que foi o melhor dia. Um segundo a mais de histórias na beira da cama das crianças, à noite. Um segundo a mais sentado ao sol, esquentando. Só um segundo. Ah, seria tão bom!

Li em uma reportagem que os técnicos estão preocupados, que isso pode causar um grande transtorno tecnológico. Os Estados Unidos então, esses esbanjadores de tempo, querem acabar de vez com esses acréscimos. Parece que eles podem confundir tudo, provocar um monte de bugs. Aparentemente os sistemas não estão preparados para lidar com esse segundo a mais.

E você? Está preparado para lidar com o seu?

 

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2 jul 2015, 12h33

COMEMORAÇÃO – 20 LIVROS DO CLUBE DE LEITURA!

Hoje é quinta, então vale um #TBT (Throwback Thursday). E um especial: COMEMORATIVO!

Peeps, acreditam que já lemos 20 LIVROS pelo Clube de Leitura? Quer dizer, lemos muito mais, mas foram 20 oficiais que passaram por aqui. Estou cheia de orgulho do nosso feito, porque reunir um grupo de gente para ler 20 livros em um país onde 73% das pessoas não leu nenhum livro ano passado (a estatística é real, infelizmente) é quase um ato de desafio.

Sempre amei ler, mas amo muito mais ler acompanhada, pessoal ou virtualmente. Para vocês, que devoram páginas conosco, um brinde! Cheers! E para os outros, fica o convite: vem comigo, que te explico no caminho 😉

Aí nossa listinha: (e depois conta nos comentários quais você leu!)

LISTA

E que venham muitos mais!

 

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1 jul 2015, 17h59

O QUE ROLOU NO ÚLTIMO MÊS

Teve encontro, teve livros, teve parceria… ô, mês cheio bão! :)

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29 jun 2015, 9h08

LIVRO DA SEMANA – A AMIGA GENIAL

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A Amiga Genial é daqueles que te ganham pela capa – retrô, bonita, com toque aveludado (não é exagero, a textura do papel é diferente mesmo). Mas ele assusta quando começa: tem logo um índice de personagens, com nomes de famílias e relações genealógicas. Confesso que fiquei meio desanimada, achei que o texto seria complicado, amarrado, daqueles que a gente tem que ficar voltando para não se perder. Mas isso não acontece, de forma alguma. E afirmo que nunca parei para olhar o tal índice.

A história se passa no subúrbio de Nápoles do pós-guerra, e é muito interessante acompanhar a trajetória da economia se reerguendo e como isso influencia a vida das pessoas. Principalmente a vida das duas protagonistas, amigas cujo relacionamento espiamos desde a infância, avançando até a adolescência. É bom saber – esse livro é o primeiro volume de uma quadrilogia (ou tetralogia).

Essa amizade domina todo o texto, e é um retrato real das amizades que todos nós já tivemos, uma confusão intrincada de amor, devoção, inveja, ciúmes e competição. Isso tudo mesclado a toda a violência do meio pobre onde elas vivem.

O curioso é que, apesar da narrativa ser a partir do ponto de vista de uma das meninas, contando sobre a vida da sua grande amiga (Lila, apaixonante, inteligentíssima e adorável), temos dúvidas: afinal, qual das duas é a amiga genial?

PS: viram meu Pinocchio aí na foto? Uma amiga querida trouxe para mim da Itália. Ele leu ao meu lado – achei super apropriado 😉

PS2: não sei se vocês se lembram, mas a dúvida só aumentou – quem é a autora desse livro? Por que não dá entrevistas mostrando o rosto? Será que a Elena que narra a história é ela mesma, Elena escritora? Mistério, mistério.

 

:: interessou? você encontra esse livro na LIVRARIA ARGUMENTO ::

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26 jun 2015, 13h34

DIA DE PUTA

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Hoje não vai ter jeito. Vou vestir batom, vou vestir seda, vou vestir cigarro. E só. Vou desfilar, rebolar, rir com escárnio.

E não é porque é sexta, meu bem. É porque é preciso. Porque não tem moça comportada, senhora idosa, mãe cansada, solteira abandonada que também não precise do seu dia de amante. Não precise ter companhia. Ainda que a companhia seja o espelho. Tudo bem, joga charme pra ele.

Vou andar de salto pela casa e assistir pornô na tv comendo pipoca. Pipoca sim, mas com champagne, que é mais sexy. Vou suspirar profundo, porque suspirar profundo é o que elas fazem. Vou gemer sem motivo aparente, fazer biquinho, provocar, e me estirar na cama desarrumada. Arrumar pra quê? Pra quem? Deixa assim.

Tira a fantasia de puta da gaveta. Você também está precisando. Se estiver empoeirada, é só sacudir. Sacode, meu bem. Sacode a roupa, sacode a alma, sacode a bunda, mas sacode. E não tem frio, e não tem cansaço, e não tem edredom hoje. Hoje não. Espera, que já vai ficar quente. Espera, que já vai ficar suado.

Espera, mas espera de lingerie.

 

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24 jun 2015, 6h20

PRÓXIMOS LIVROS

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Fui em reunião na Livraria Argumento (tratar coisas do Clube de Leitura), e aproveitei para escolher os livros das próximas semanas.

A AMIGA GENIAL, é um livro cercado de mistério (na vida real), por causa da identidade da autora que ninguém sabe se existe, se é homem ou se é mulher e se conta a própria história ou uma completa ficção. O nome da narradora do romance, Elena, ajuda a confundir, já que é o mesmo da autora, Elena Ferrante, que, como para alimentar ainda mais o suspense e as especulações a respeito da série, não dá entrevistas. Será o primeiro de uma série e aguçou minha curiosidade.

A VÍTIMA PERFEITA, é um livro de Sophie Hanna, autora que é a número 1 do romance policial no Reino Unido e que também foi a primeira escritora a obter autorização dos herdeiros de Agatha Christie para dar nova vida ao detetive Hercule Poirot (isso não é pouco!). Como sou fã desses misterinhos, também me interessei muito em ler o primeiro livro dela publicado no Brasil.

O mais legal de tudo? Como já sou muito amiga do pessoal do Café Severino (vou tanto lá que a gente acabou muito afeiçoado), eles me sentaram em uma mesa reservada. Para quem? Ora, para Manoel Carlos, que tem sua mesa preferida para escrever lá e tudo. Fiquei toda boba.

Segunda que vem tem resenha.

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22 jun 2015, 12h11

LIVRO DA SEMANA – O ARROZ DE PALMA

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Eu não sabia nada sobre esse livro: não tinha lido resenha, não conhecia o autor, nada. Mas o pessoal lá na Livraria Argumento era tão apaixonado por ele, recomendaram tanto, que foi minha primeira escolha na livraria.

Esse é um livro sobre família, e sobre a delicada e complicada relação entre parentes. Em como os desentendimentos e acontecimentos, que nos parecem tão irremediáveis e nos afastam dos nossos, no final são tão temporários. O texto é contado a partir da perspectiva de um senhor de idade, que dedicou sua vida a cozinhar, e que conta sua história. E a comida parece sempre permear os encontros – na vida real também não é assim? Não fazemos sempre trégua para comer? Não é isso que nos une como seres humanos, afinal?

Essa leitura é costurada em torno de um arroz abençoado, símbolo de esperança e fé das pessoas. Uma linda metáfora de seu desejo por felicidade. E eu saboreei cada pitada de sobrenaturalidade que envolveu os eventos, porque sempre achei que faz parte também, esbarrar de vez em quando em mistérios que não conseguimos explicar. Mágica. Fé. Amor. São todos parte de um todo.

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Parecia que ouvia minha avó ou uma de minhas tias contando os “causos”. Em diversos momentos vi minha vida ali, e me senti em casa.

Essa é uma história deliciosa e transcendental, que fala com todos nós; que nos lembra que cada vida daria um livro, que escrevemos cada capítulo no andar do caminho. É emocionante, é triste, é feliz. Bem como a realidade é. Ele nos mostra como somos só mais um pedaço do todo. E que o fluxo continua – os que vieram, os que estão e os que virão.

Como diz o autor: Família somos todos.

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19 jun 2015, 10h43

QUANDO OS CÃES ENVELHECEM

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Você não quer falar sobre isso. Só esse título te dá calafrios. Na verdade, nesse momento você está se perguntando que impulso masoquista te fez abrir esse texto. Ou porque seu animalzinho (gatos também envelhecem) é jovem, e você não quer nem pensar que esse dia vai chegar, ou esse dia efetivamente está chegando e você está com um medo danado. Mas eu prometo que esse texto não é pra te fazer chorar ou sofrer.

Encarar a velhice de um amigo peludo é das coisas mais tristes do mundo, eu sei. E existe uma explicação para isso: não fomos feitos para sobreviver aos nossos filhos e vê-los morrer. É anti-natural, vai contra a ordem das coisas. Somos geneticamente programados para aceitar melhor o envelhecimento dos nossos pais; mas pergunte a qualquer pai o que sente, ao se deparar com a finitude de um filho. E sim, se você chegou até aqui na história, é claro que você também acha que um bichinho tem o peso de um filho. Pode não ser como um filho humano, mas a relação é bem próxima.

Escuto sempre brados enérgicos contra essa comparação de animais com filhos, e não tenho intenção nenhuma de te convencer ou discutir. Tenho ambos: filhos caninos e humano e, mesmo sendo completamente diferentes, inclusive em importância, o paralelo está lá. Existe. Não sei porque incomoda tanto alguns. Não julgo quem não concorda, de forma alguma, mas acho tão complicado mensurar o amor alheio. Acho feio quando fazem careta para quem chora a perda animal. O que você sabe sobre a imensidão do amor do outro? Por que ele precisa ser catalogado e mensurado, analisado e pasteurizado? Quem esbanja amor, não avalia “para ele mais, para ele só um pouco, afinal, é só um bicho”. Feliz são aqueles que transbordam.

E sim, sofremos quando eles vão chegando ao fim. Não estamos preparados. Os cães (e felinos idem) nos comovem às vezes mais do que outras pessoas por um motivo muito simples: eles são puros. Eles são inocentes. Mesmo o cão mais bravo e sacana é ingênuo. Não tem malícia. Nós? Somos corrompidos desde muito cedo. Por isso eles, os de quatro patas, nos dão um nó tão apertado no coração.

Vê-los perder a vitalidade e adoecer é devastador. Eu sei. Mas aqui vai a palavra de consolo que você precisa (eu prometi que não te faria chorar): ele foi feliz. Envelhecer e morrer faz parte da vida, nossa e deles. Todos passaremos por isso. Então o fim não é triste – triste ou feliz é o que acontece no intervalo. No caminho. E se você o amou, se ele correu e brincou, se te lambeu quando chegou em casa, ele foi feliz. E ele vai embora em paz. Ele vai satisfeito, com sensação de dever cumprido.

Estar com ele nesse momento é dolorido sim, mas é também encher o coração de todas as coisas boas no tempo em que passaram juntos. Pensa assim.

E quando você duvidar se vai ter coragem de começar tudo de novo, lembre-se da cara satisfeita do seu peludo, como ele costumava deitar confiante e embevecido do seu lado. Lembre-se que brevidade é só uma questão de perspectiva e que o que a gente ama permanece sempre conosco, de uma forma ou de outra.

Então vá agora e beije muito ele, beije enquanto você pode. E se não puder mais, lembre-se dos beijos que já foram. Onde estiver, ele vai se lembrar também.

Desculpe, parece que não cumpri minha promessa, no final das contas.

 

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17 jun 2015, 9h09

CLUBE DE LEITURA + LIVRARIA ARGUMENTO

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Essa é a notícia do ano! Do século! Tá bom… talvez você leia e não concorde, mas é o tanto que é importante pra mim. E quem é leitor há mais tempo sabe o quanto recusei parceiros (por falta de afinidade), o quanto prezei pela honestidade dos textos e por vocês, leitores. E o quanto sonhei com o reconhecimento desse projetinho cultural.

Então, quando a LIVRARIA ARGUMENTO (vai no Facebook deles) decidiu que queria apoiar nosso Clube de Leitura, meu coração explodiu. Por quê? Porque é minha livraria favorita, onde eu, sem expectativa nenhuma, marco os encontros de leitura há quase 2 anos. Onde adoro estar.

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A coisa aconteceu de forma orgânica – nós invadimos a livraria e o café tantas vezes, com nosso falatório e alegria, que numa dessas a mágica do contato se fez. E de lá para cá, tenho ido semanalmente a reuniões, decidindo como seria o formato ideal desse apoio (para nós e para eles).

EU NÃO POSSO CONTAR TUDO AINDA (hehe, não fiquem doidos comigo! Mas ainda é surpresa, porque estamos definindo), mas adianto que muitas coisas bacanas virão. O clube vai ficar mais profissa, as leituras terão mais regularidade, e outro tanto.

Mas tem uma coisa que POSSO contar e que já começa agora: irei buscar meus livros na Argumento. Todo mês irei lá escolher livros, e vou resenhar por aqui (mais ou menos o que já faço, mas mais organizado). Vocês sempre me pedem recomendações, então está aí – sempre vai ter opinião de livro por aqui. Vai ser resenha? Também, mas só resenha tem em um bocado de lugares. Vai ser crítica literária? Não, pois não acredito muito nisso, e não tenho grandes interesses em racionalizar o que é pura emoção (acho que vocês concordam comigo). Deixo isso para os “intelectuais”. Vai ter EXPERIÊNCIA DE LEITURA. E isso vai ser considerado publieditorial? Não sei, para mim não é… afinal, eles vão me fornecer os livros, mas não me dirão o que ler. Na minha cabeça é ser patrocinado e isso são coisas diferentes, mas achei importante explicar tudo para vocês de forma clara, pra ninguém ficar com dúvidas.

O legal é que nos encontros teremos mais livros para falar sobre. E quero aumentar os encontros, dar um jeito para quem quer participar vitualmente e… OPS! Ainda não. Segredo.

O primeiro livro que vou ler é esse:

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Descobri que o pessoal da livraria é doido por ele; um dos livreiros de lá disse que o livro não para nas prateleiras, e que as pessoas vivem recomendando-o. Fiquei morta de curiosa e trouxe. Escolhi também porque não leio nada nacional há tempos, o que está faltando. Semana que vem tem opinião sobre ele.

Peeps, vocês são os melhores leitores do mundo. Eu não escolheria dividir esse momento com mais ninguém, que não vocês. Vocês são os que sempre me apoiam, os que leem tudo que escrevo, os que fazem valer. O que seria de tudo isso sem vocês? O que é um palhaço, sem uma audiência a sorrir para ele?

Sua palhacita aqui agradece, com muito amor.

 

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17 jun 2015, 1h29

ESTAR APAIXONADO NÃO É ESTAR ACOMPANHADO

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Estar apaixonado é estado de espírito. Sempre foi – pessoas apaixonadas estão sempre suspirando. Pessoas apaixonadas curtem outras histórias de amor, vibram com o namoro da vizinha, choram com aquele filme água com açúcar, escutam sinos (ou fogos de artifícios, se forem mais modernos) quando esbarram com aquele alguém promissor na rua. Gostam de dar conselhos amorosos, se acabam em festas de casamento, e adoram um final feliz. E principalmente não se ressentem de estarem sozinhas.


Porque relacionamento e amor são coisas transitórias, são coisas que podem ou não acontecer. E não tem a ver com merecimento, não tem a ver com ser mais capaz ou superior (“eu consegui”). Já estar apaixonado é estilo de vida. É traço de personalidade. É escolha. Assim como ser feliz – coisa que a gente pratica. Que escolhe consciente. O apaixonado já ama – ele está só esperando alguém por onde transbordar. Ele tem aquele mundo de coisas incríveis e românticas dentro dele, só esperando pra acontecer.


E ele é meio antiquado, sim. Porque ser eternamente apaixonado é meio bobo, é meio infantil. Está fora de moda. Mas ele não liga, porque é corajoso – se arriscar a se decepcionar ou se dar mal requer coragem. Ficar vulnerável, requer coragem.
Tem que ter coragem também para ser apaixonado e não sentir pena de si mesmo, quando não se é correspondido. Porque o apaixonado de verdade sabe que isso é circunstância. Ele não está procurando desesperadamente por alguém (esse é o que quer provar alguma coisa ou sente medo de estar sozinho), ele está e sempre estará aberto ao arrebatamento. Ter sua metade não vai mudar sua paixão, por tudo, por todos e por ele mesmo.
Seja um apaixonado. Pessoas apaixonadas costumam ser apaixonantes.

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