16 abr 2014, 15h02

O INTOLERANTE QUE VIVE EM VOCÊ

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Seres humanos são inerentemente intolerantes. Faz parte de nós, deve ser alguma coisa do nosso código genético.

O complicado é que antes éramos intolerantes com grandes questões (sexuais, religiosas) e agora somos intolerantes com bobagens, como gosto, educação e afins. O que mais vemos hoje em dia são pessoas que pregam a igualdade racial, livre escolha sexual ou religiosa… mas que simplesmente não TOLERAM pequenas diferenças. Ainda mais em tempos de internet e compartilhamento instantâneo de informações.

O mundo já está cheio de arrogantes intolerantes – não seja mais um. Então aqui vão algumas coisas que seriam legais que todos nós entendêssemos, e que talvez ninguém tenha dito diretamente:

1) O LUGAR ONDE VOCÊ MORA É SÓ O LUGAR ONDE VOCÊ MORA

Não, você não é mais cool ou mais legal porque mora em um lugar chic e caro. Da mesma forma, nem todos os que moram nesses lugares são novos-ricos, emergentes, ou alineados. E você não é povão só porque mora em um subúrbio. Mas também não é um guerreiro em oposição à burguesia.

Você mora onde mora porque gosta, porque está acostumado ou porque precisa. E se precisa ou está acostumado, e o lugar for uma bosta, não fique inventando que é o melhor do mundo, só pra justificar.

 

2) VOCÊ NÃO É MAIS OU MENOS INTELIGENTE DO QUE NINGUÉM PELO QUE ASSISTE OU DEIXA DE ASSISTIR (ou pelo que ouve)

Sinto lhe informar, mas você não é mais inteligente do que o resto da humanidade só porque não assiste Big Brother. Gosto é gosto e significa exatamente isso: GOSTO. Só. Não determina nada e não se discute.

Cada um assiste o que bem quiser – julgar a capacidade mental de alguém pelo que ela assiste é estúpido e pernóstico. Quem precisa ficar se reafirmando toda hora, arrotando que só assiste coisas “cabeça” sofre de algum tipo de insegurança. Existe um monte de gente muito inteligente que gosta de assistir Zorra Total, assim como existem verdadeiras topeiras que se orgulham de ler James Joyce. Lembra-se da época em que não era descolado ser geek, e que quem assistia Star Trek era considerado retardado? Então.

 

3) FUTEBOL (ou qualquer outro esporte) É LEGAL, MAS É SÓ ENTRETENIMENTO E NÃO É A SÉRIO

Futebol, basquete, golf… esporte é esporte. E você pode gostar muito-muito de um deles e ser torcedor assíduo – mas se você discute a sério esporte sem ser esportista ou atleta e viver disso, você precisa rever seus conceitos.

 

4) VOCÊ NÃO É MELHOR OU PIOR PELO QUE VOCÊ COME

Em tempos de politicamente correto, as pessoas resolveram botar banca por comerem assim ou assado. E julgam quem não come “bem”. Virou a patrulha do gastronomicamente correto.

Quer ser vegetariano, não comer glúten, ou comer de maneira específica, ótimo para você. Mas você não descobriu a pólvora, e seu jeito de se alimentar não é o mais correto do mundo. Pare de constranger quem quer comer coisas diferentes de você, como açúcar e gordura, por exemplo.

Pare de se sentir superior porque não come isso: lembre-se de que na década de 80 a margarina era considerada o supra-sumo da inteligência alimentar, porque manteiga fazia mal, e hoje já se descobriu que não é nada disso.

 

5) O TIPO DE FOTO QUE VOCÊ TIRA NÃO DETERMINA O TIPO DE PESSOA QUE VOCÊ É

Você julga uma pessoa porque ela tira determinado tipo de foto? Foto de si mesma?

Sério? Só por causa de uma foto?

E você é espertão e bacanão só porque não tira foto própria? Sei.

Que as fotos voltem a ser coisas desejáveis, e não o pomo da discórdia.

 

6) VOCÊ NÃO É SUPERIOR PORQUE É RESERVADO

Costuma se vangloriar por não usar mídias sociais (Facebook e coisas assim)?

Gente reservada, que nunca publica ou compartilha nada, não necessariamente é mais espiritualmente elevada do que as outras. Nem mais inteligente.

De repente ela só é desinteressante ou não tem nada a dizer e acrescentar.

E só porque uma pessoa fala ou compartilha muito, isso não significa que você sabe tudo sobre ela.

 

7) SER CHATO NÃO É SER ENGAJADO

Se você quer fazer diferença no mundo, crie uma ONG, dê sopa aos pobres, faça serviço voluntário, se candidate seriamente a um cargo público, mude seu voto.

Sentar a bunda no sofá e passar o dia inteiro criticando e reclamando compulsivamente de tudo e todos online, desde o governo até as pessoas que agem de uma forma ou de outra, não te faz um ativista.

Te faz um chato intolerante.

 

8) CADA UM FAZ O QUE QUER COM O SEU DINHEIRO

Cada um sabe quanto lhe custa ganhar seu dinheiro. Então fica combinado que cada um faz o que bem entender com ele – dá aos pobres, queima ou compra maquiagem.

Cuide do seu e pare de vigiar como que os outros gastam o deles: cada um tem suas prioridades. Ridículo não é comprar uma coisa cara e superficial – é decidir o que é superficial baseado somente no seu umbigo.

 

Vamos parar de medir todo mundo com nossa própria régua e vamos praticar a tolerância. Não é fácil – nosso primeiro impulso é desconsiderar e ridicularizar o que é diferente do que praticamos. Mas vale o esforço.

O resto da humanidade agradece.

 

 

 

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14 abr 2014, 10h34

CLUBE DE LEITURA: WILL AND WILL

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Ai, ai, ai, Will and Will! *suspiro*

Dois meninos com o mesmo nome têm suas vidas interligadas de maneira que só o destino poderia arquitetar. Ou, nesse caso, John Green e David Levithan (cuidado, pode conter spoilers. Pode mesmo!)

Quando comecei a ler o livro, me peguei pensando: será que vou saber quem escreveu cada parte? Mas a dúvida não durou duas páginas: bastou começar a ler a narrativa elétrica e bem humorada para saber – este é John Green falando. Quando começa o segundo capítulo, a certeza só se confirma: o segundo Will escreve de forma visceral, melancólica, falando o que vem do inconsciente, sem se importar com acentuações. Esse é o gênio Levithan.

Achei o recurso muito inteligente e sensível, além de diferenciar mais facilmente cada Will (afinal, eles têm o mesmo nome e não há indicação no começo de cada capítulo que os distingua). Mas ó – sofri no começo. Sofri com a falta de pontuação. A revisora que mora em mim ficava corrigindo-o automaticamente over and over… fiquei cansada com o segundo Will. No começo achei a depressão dele chata, muito por conta disso. Mas depois de acostumar… o texto do Levithan é de uma sutileza ímpar. Ele te conduz – faz você ter vontade de socar o segundo Will, às vezes, por ele não saber aproveitar a mãe maravilhosa que tem. Faz você se irritar com ele por estragar tudo com Tiny, só por insegurança, só por bobice. Mas não te faz não ter empatia por ele, ao mesmo tempo. Essa coisa com Tiny, por exemplo. Quantos relacionamentos já vivemos ou vimos assim? Que acabam por… nada? Simplesmente por um desencontro bobo de coisas que inventamos em nossas cabeças? Eu achei triste e fantástico.

E Tiny. Tiny. Posso falar só de Tiny? O livro poderia se chamar Tiny Cooper e não Will and Will. Para mim as histórias dos Wills convergem só como desculpa para contar a história de Tiny. Eu me apaixonei perdidamente por ele no primeiro segundo. E não foi pelo seu coração gigante, nem por sua forma de abraçar tudo e todos, e nem por ele ser divertido e engraçado. Não. Não só por isso.

Foi porque Tiny ESCOLHE, apesar de ser quem é, do seu tamanho, da sua singularidade, da sua diferença, das dificuldades com sua “gayzice”… ser feliz. Ele é essencialmente feliz e um positivista, e ponto. E ele quer que todos sejam e que aproveitem também. Tiny é a essência da felicidade pura e concentrada. Não de forma fantasiosa e irreal – de forma consciente e eletiva. Algo como “sim, a vida é complicada, eu me fodo às vezes, fico triste, mas escolho ser feliz e é isso aí“. A felicidade não é algo que acontece com Tiny, por pura sorte. Ele acontece a felicidade.

Dito tudo isso, preciso afirmar o mais importante: Will and Will não é um livro gay. Não é um livro sobre gênero e escolha sexual. O tema está lá, como outros estão. Mas é um livro sobre amizade. Até o fundo dos ossos.

PS: Maura é a personagem mais baixa que já tive o desprazer de ler. O nível de egoísmo dela, da vontade de estar certa, o jeito como ela é controladora e manipuladora (e mesquinha também), está além do que dá pra medir. Aquela é a maldade do dia a dia, que acontece com todos nós, e não aquela maldade de contos de terror. Ela me lembrou de todas as “Mauras” que já conheci na vida.

PS2: o encontro foi lindo e divertido e feliz. Como sempre. Obrigada a todos os que foram (cada vez tem mais gente!! O lugar está ficando pequeno!!). E obrigada aos que estavam lá em pensamento. Dessa vez a gente se empolgou tanto que nem tirou foto do grupo! :)

PS3: minha nota!! Esse livro não foi unânime no grupo; algumas pessoas não curtiram tanto ou não se envolveram. Para mim Will and Will ganhou nota 8!

 

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11 abr 2014, 3h20

CARTA PARA ELE

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Amor, volte logo. Seja rápido, seja breve. Não se demore nem mais um segundo. Desde que você partiu hoje cedo, uma semana já se passou. 

Luv, saiba que eu culpo você. Você me acostumou mal, muito mal. Não sei mais não ser amada, não me lembro como é. Não percebi que não sei não ser desejada. 

É estranho. Dizem que o outro se torna parte de você. E deve ser assim mesmo – porque você levou essa parte embora. A melhor. E desde então é como se eu estivesse aleijada; meu corpo não tem me obedecido bem. Minha boca parece estranha, sem tantos beijos ocasionais e sem motivo – os longos e os bobinhos. Não lembro mais como é não ser beijada com frequência, para calar minha tagarelice, para me acalmar, ou simplesmente para me “marcar”, coisa que você faz ocasionalmente. Andei na rua e minhas mãos iam estabanadas, se sacudindo e batendo, porque não estão acostumadas a não estarem segurando a sua. Ali também faltava um pedacinho, um encaixe.

Você já está chegando? Você saiu há uma hora, e já tem quase uma quinzena.

Está tudo tão chato, luv. Eu estou tão chata. Você me convenceu que eu era divertida, mas não fiz ninguém sorrir depois que você partiu. Você afirmou que eu era inteligente e linda, mas é tudo invenção – é você que faz isso comigo. Porque agora parece que ninguém mais me vê assim, nem eu.

São 10 minutos desde que você se foi, e já está durando um mês.

Por mim, já deu. Para mim, já basta. Não é justo fazer isso com uma pessoa – torná-la tão dependente de atenção, tão viciada em contato, tão ávida de toque e depois deixá-la tanto tempo sozinha. Volte já, volte agora, para que eu mate a saudade de você. Da gente.

E de mim.

 

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9 abr 2014, 21h28

LIVRO LIDO! ( “NOTURNO”)

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O livro lido da vez foi NOTURNO, da Ed. Rocco (esse daí não tem foto com xícara de chá, pois não foi feito para ler à tarde… e sim de madrugada. No escuro)

Aqui vai a sinopse:

“Nova York , aeroporto JFK. O Boeing 777 da Regis Airlines, vindo de Berlim, aterriza na hora prevista. Subitamente, na pista de pouso, seu motor para. As luzes se apagam. Os canais de comunicação silenciam. A equipe de terra se perde numa espera aflitiva por algum sinal dos passageiros. 
Considerando a possibilidade de um ataque biológico, o Centro de Controle de Doenças é acionado e o Dr. Eph Goodweather, responde ao chamado. Ao subir a bordo, seu sangue gela com o que vê. 
Uma pandemia vampírica se espalha por toda a cidade de nova York e irrompe numa batalha sem proporções. Eph se une a um grupo inusitado de combatentes para neutralizar a ação do vírus e salvar a sua cidade – a mesma que abriga sua mulher e seu filho – antes que seja tarde demais. 
Guillermo Del Toro, criador de O labirinto do fauno, e Chuck Hogan, autor consagrado, trazem sua imaginação para este épico de coragem e audácia, sobre uma batalha entre homens e vampiros que ameaça toda a humanidade. Noturno é o primeiro livro da Trilogia da Escuridão, um fenômeno que promete conquistar o mundo.

Livro de vampiros, do Guillermo Del Toro, se passando em NY… bem pouco poderia dar errado. E não deu mesmo – o livro é legal. O que complica é a tal da expectativa. Eu esperava uma história que fizesse meus miolos derreterem de medo, uma coisa que me tirasse o fôlego – e não foi bem assim.

Eu gostei, mas na verdade acho que li tarde demais. O tema “vírus” já foi tão abordado em filmes desse tipo (como “Eu sou a lenda” e “Guerra Mundial Z”) que não teve assim um gostinho de novidade pra mim.
Achei também o ritmo um pouco irregular (ando tão exigente rs) – até a metade é bem lento, nada acontece, e de repente o terço final é todo corrido, tudo acontece ao mesmo tempo, um monte de gente se juntando… enfim. Podia ser melhor.
Vou ter que ler as continuações, não vai ter jeito, embora não tenha me apaixonado ainda. Pode ser que a série que vai ao ar em julho supere o livro, e vou querer assistir com certeza.

Nota: 6,5.

E você? Leu? O que achou?

 

 

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4 abr 2014, 11h27

A MAQUIAGEM MAIS BONITA DE TODAS

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Ela não o viu sair. Estava de olhos fechados, curtindo o contato dos lençóis nos pés e sonolenta ainda. Sentiu o peso dele sentando-se na cama e beijando-a com gosto de café recém passado. Ela retribuiu sorrindo, sem se mexer, e ele acabou beijando seus dentes e sorrindo também.

Quando ouviu a porta bater, abriu os olhos, espreguiçou-se, fez cócegas no gato, que testemunhava tudo, e escorregou para fora da cama. No banheiro, achou que o cabelo nunca tinha acordado em um bagunçado tão charmoso. E que a boca, inchada dos beijos da noite, nunca tinha estado tão… cheia. “Melhor do que preenchimento”, pensou, divertida. O sorriso ainda estava lá.

Ficou uns minutos distraída, escovando os dentes, e depois assustou-se ao se ver de novo no espelho – aquela criatura que lhe pareceu tão surpreendentemente bonita lhe encarando de volta. Resolveu só lavar o rosto e voltou para o quarto arrastando os pés e murmurando alguma música, sem perceber. Colocou a mesma saia de ontem e saiu.

Nunca tinha usado uma maquiagem tão bonita.

 Elise Machado.

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2 abr 2014, 15h13

SOCORRO, MINHA PELE ESTÁ UM HORROR (E O QUE ESTÁ AJUDANDO)

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Oi, peeps. Post totalmente off topic, nada a ver com livros e literatura. Desabafinho mesmo de beleza (ou de falta dela?)

Foram 2 semanas em NY. Duas semanas sem um creminho, um ácido, um sabonete especial… nem protetor solar. Voltei um bicho. Pele irreconhecível.

Isso me dá um desânimo danado em ser mulher – você passa a vida inteira cuidando de tudo (depilação, creme, vitamina, regime etc.), aí fica 2 semanas sem fazer nada e o “mato” toma conta da plantação. Fica tudo uma bosta de fazer dó. Até uma VERRUGA apareceu na minha cara (eu ACHO que era uma verruga, mas tive que mandar para análise, pois podia ser alguma outra coisa).

Cheguei no meu dermato meio desesperada, e ele fez um peeling em mim (melasmas! Melasmas horríveis e escuros nas minhas bochechas!) e retirou o “ovni-verruguento”. Pois bem. Acontece que, antes de conseguir ir à consulta, à revelia, eu resolvi comprar o 3-steps da Clinique, que sempre tinha ouvido falar, porque precisava urgente de uma rotina de limpeza.

O dermato achou ok, disse que eu podia continuar (já que já tinha comprado), e só me pediu pra ficar de olho no creme hidratante, para ver se não ia me deixar oleosa, porque eu estava em um momento crítico mesmo.

Tudo foi ótimo no tratamento de peeling e tal, mas fiquei mesmo apaixonada foi pelo tratamento da Clinique. Essa coisa de em minutos limpar, tonificar e hidratar, uma vez pela manhã e uma pela noite, faz o rosto ficar logo com aspecto de cuidado. O sabonete em gel não resseca demais (o que alguns sabonetes para pele oleosa fazem) e o hidratante não mela, absorve rapidinho. Tou gostando muito (e não, não recebi nenhum centavo da Clinique pra dizer isso. Não recebi nem amostra grátis, rá).

Sei que agora começo a voltar a parecer um ser humano novamente. Mas não façam como eu – se forem usar a rotina da Clinique, falem com o dermato antes (sempre bom avisar, né).

Agora dá licença que vou ali comer um bolinho de caneca na minha canequinha nova da Macy’s (<3) e começar um livro novo – depois eu conto o que achei. Ah, assim que der venho fazer resenha doida do livro Noturno, que já acabei de ler.  Beijas

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1 abr 2014, 12h19

LIDO! (AUSTENLÂNDIA)

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Peeps, eu não faço resenha de todo livro que leio, porque né, não daria conta (são muuitos). Mas, tou com tempo, então resolvi falar sobre os últimos, assim, bem rapidinho e sem grandes pretensões de crítica ou avaliação.

Esse livro já tinha entrado de dica aqui, mas como filme – AUSTENLÂNDIA. Eu assisti o filme e achei bem bonitinho (nada assim “ó, mudou minha vida”, mas é relacionado a Jane Austen, então a gente gosta). Quando saiu o livro, não pestanejei – eu queria ler. Meu marido me deu de presente, e eu passei o livro na frente de tantos outros na fila de leitura.

Embora a história do filme e do livro seja basicamente a mesma, os dois são bem diferentes. Não é daqueles filmes super fiéis. O livro conta a história de Jane, xará de Jane Austen, uma garota nova iorquina nos seus 30 anos e que anda desiludida com seus relacionamentos amorosos (quem nunca?). Jane acaba obcecada pelo Mr. Darcy (quem nunca? [2]) e levando uma vida celibatária, pois nenhum cara chega aos pés do personagem de Colin Firth (sim, porque ela é viciada no seriado da BBC antigo, no qual Colin interpreta Darcy). Uma tia-avó abastada e moribunda da moça deixa em seu testamento um presente para Jane – uma viagem à Inglaterra, para um “parque temático” de Jane Austen, onde todos podem viver como se estivessem dentro do livro da autora.

(agora vem spoiler, então cuidado)

O livro é bobinho. Mas bobinho gostosinho de ler. Em alguns momentos você tem vontade de socar Jane, por ser tão tapada. Mas sem dúvida é divertido – o pseudo-Darcy que se apaixona por ela é um fofo, todo travado e antiquado. Achei o final corrido (tenho tido esse problema com alguns livros, pode ser coisa minha) e achei que o livro merecia mais conteúdo, pois a ideia é muito boa, dava para ter desenvolvido mais.

Vai ganhar 7, 5 estrelinhas.  E um lugar bonito na minha estante :)

 

 

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31 mar 2014, 11h06

ENCONTRO DO MÊS (UFA! FINALMENTE!)

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Caramba! Demorou ou o quê pra gente marcar a leitura e encontro do mês, hein! Mas foi aquilo: eu viajando no mês de março, depois dificuldade de encontrar data que toda a gang pudesse se reunir…

Agora chega, vamos finalmente falar sobre Will & Will, nosso livro do mês (ou dos meses, rs).

Fica combinado assim:

Dia 13/04 (domingo)

Às 11h, no Café Severino, Livraria Argumento do Leblon.

Nada de novo, tudo igual a sempre. Ah, e quem for no encontro esse mês vai ajudar a escolher já a data do próximo (para não deixarmos passar muito tempo).

E aí? Já leram o livro?

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24 mar 2014, 13h28

ORGULHO E PRECONCEITO (E VLOG)

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Aí você é doido por Orgulho e Preconceito, e por tudo que Miss Austen já escreveu. E sofre de não ter sido tanta coisa assim. O que você faz? Sai lendo e assistindo tudo que se pareça com suas histórias e tudo quanto é obra baseada nelas. Por mais estranhas (ou diferentes) que sejam.

Se for assim, esse achado é para você (é para nós!).

Sei lá como foi que dei de cara com isso (não pergunte), mas sei que me interessei e estou assistindo. Pode não ser novidade (afinal, o último episódio foi ao ar no começo de 2013), mas para mim é.

É The Lizzie Bennet Diaries,  uma web série americana de comédia adaptada do livro de Jane AustenOrgulho e Preconceito, em formato de vlog e para o Youtube. Estreou no YouTube em 9 de abril de 2012 e foi encerrada em seu 100º episódio em 28 de março de 2013. Na série (cada ep. dura menos de 5 minutos) Lizzie Bennet narra em vlog os anseios e atribulações da sua vida familiar. Como em Orgulho e Preconceito, a mãe de Lizzie é muito ansiosa para casar suas filhas com homens ricos. Quando o rico estudante de medicina Bing Lee se muda para a vizinhança e corteja a filha Bennet mais velha, Jane, muda toda a dinâmica da família. Não é muito antes do amigo ainda mais rico do que Bing e herdeiro de uma corporação de entretenimento, o misterioso Darcy, fazer seu caminho na vida dos Bennet também. (tudo tirado do Wiki)

Adorei a roupagem atual e a adaptação aos nossos dias e realidade, sem perder a alma da história.

Aqui vai o primeiro episódio, para você assistir e se divertir (eu estou no começo ainda, mas estou curtindo!). Você encontra link para os outros aí mesmo, depois.
De nada ;)

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19 mar 2014, 17h15

NO AVIÃO (uma crônica infeliz e verdadeira sobre falta de educação)

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Estávamos chegando finalmente em casa, depois de uma conexão demoradíssima em SP (assunto para outra história), quando acontece um “causo” que é o infeliz retrato da falta de educação e respeito às regras que parece já ser endêmica.

O comendante deu o sinal para as poltronas voltarem à posição reta para o pouso, os cintos serem afivelados e todos os dispositivos e aparelhos eletrônicos serem desligados. Algumas fileiras atrás escutamos a comissária de voo avisando um passageiro:

- Senhor, já vamos pousar, preciso pedir que o senhor desligue seu laptop.

A pessoa resmungou alguma coisa inaudível.

Passou-se um minuto, o avião já em franca descida, sinais apitando e volta a comissária correndo até o passageiro do laptop.

- Senhor, o senhor PRECISA desligar seu computador agora, pois já estamos em procedimento de descida.

- Só um minuto, estou salvando uns arquivos – responde ele na maior calma e cara de pau, o cretino.

A coitada da comissária dá uma suspirada e continua, já nervosa:

- SENHOR, o senhor precisa desligar o computador IMEDIATAMENTE, porque senão não vou poder liberar a cabine para pouso e o comandante vai ser obrigado a dar outra volta, sobrevoando o aeroporto.

A criatura se sentiu no direito de achar ruim:

- Tá de sacanagem, né?

- Não, senhor – responde ela bem séria. – Estou falando sério. Ou o senhor desliga AGORA, ou o capitão vai ter que dar outra volta antes de pousar.

Que vergonha eu senti nessa hora. A pessoa recebe vários avisos pedindo para desligar o aparelho e não entende que não é por CAPRICHO, que aquilo é uma regra de segurança a ser respeitada, e como regra não é inútil – se alguém estipulou isso, é porque seguramente estar com aquele aparelho ligado atrapalha o pouso ou ameaça a segurança de TODOS a bordo.

Eu não sei se é o ser humano, se é o brasileiro ou se é a nossa geração, mas é impressionante como alguns indivíduos se sentem tão especiais, que acham que merecem tratamento diferenciado e que as regras não se aplicam a eles.

Merecia ter sido vaiado por todos os outros passageiros. Mas foi embora ileso; foi viver sua vidinha sem consideração e egocêntrica em algum outro lugar. Até esbarrar de novo conosco. Provavelmente vai ser aquele falando alto ou atendendo o celular no cinema, ao meu lado.

 

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