27 abr 2016, 16h24

LIVRO DO MÊS

encontrolagrima

Último encontro foi bem no meio do feriado – eu tinha ido a uma festa no dia anterior, e quase não consigo acordar noa hora. Mas ô se valeu o esforço! O Cafeína de Ipanema nos recebeu SUPER bem – o espaço é muito friendly para sentar e papear, ou se você quiser tomar uma xícara de café enquanto lê. Recomendo o segundo andar, onde ficamos, para ter mais privacidade e fugir da badalação (tem bastante gringo por lá). A comida também é muito boa – não é baratinha, mas achei o preço justo (um combo com suco de laranja, bebida quente, baguete e frios saiu por R$24).

Eu não tinha lido o livro, Navegue a Lágrima, e esse foi uma daqueles encontros em que me arrependi disso – quase todos gostaram bastante da história. Fiquei tão arrependida, que trouxe ele emprestado para ler, mesmo já tendo ouvido todos os spoilers. Mas a descrição do pessoal falando sobre o lugar idílico, as lembranças e tudo mais me tentaram demais.

A coisa boa? É que já temos DATA, LUGAR E LIVRO escolhidos para o próximo mês. Rá. Eita eficiência, hein! (pra variar um pouco hahaha)

Será dia 22 de maio, às 11h, no Paneterie do Recreio (http://www.paneterie.com.br/), e leremos…

temporada

Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo.
A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Eu que escolhi o livro desse mês – espero que tenha acertado. Mas achei a história bem diferente e instigante. Vamos ler juntos?

 

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19 abr 2016, 17h22

VAI TER CLUBE DE LEITURA SIM!

gastro

Tá bom, tá em cima. Já tinha data e livro definidos desde o último encontro (que não me dignei a colocar aqui como foi, porque sou uma escritora relapsa e que anda trabalhando dobrado. E porque o encontro foi ótimo como sempre. Mas me deu algum bloqueio, sei lá. Saca bloqueio de escritor? Eu tenho esses, e bloqueios do clube também).

O livro que leremos dessa vez vai ser (está sendo) Navegue a Lágrima:

navegue

Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo.

Consumida pelo luto, a editora Heloísa escolhe se afastar da cidade onde morava e levar uma vida de isolamento na residência de veraneio que pertenceu a Laura Berman, uma escritora consagrada.

Entre muitos drinques, cercada de pertences e memórias dos antigos moradores, Heloísa começa a ser visitada pelas lembranças guardadas entre aquelas quatro paredes: a correria de crianças, dias de sol preguiçosamente passados à beira da piscina, o romance terno de Laura e seu marido Leon. Se é delírio ou magia, a nova moradora não consegue distinguir. Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.

O encontro será AGORA, dia 21 (no feriado!), às 11h, no Cafeína de Ipanema (Rua Farme de Amoedo, 43). 

Eu prometo-prometidinho que voltarei com os textos, as crônicas de sexta e muito mais – é só uma fase. Fase “trabalho demais -bode da vida- bloqueio de escritor”. Mas já já passa.

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18 mar 2016, 14h22

CLUBE DE LEITURA – CIRCUITO GASTROLIVROS ENCONTRO

gastro

Primeiro encontro em novo formato chegando, uhúúú!

Peeps, para começar a rodar a cidade em busca de bons café onde também é gostoso ler, vamos nos encontrar no café La Bicyclette, dentro do Jardim Botânico. Quer coisa mais idílica? Mais inspiradora?

bicy

Bom, o café, como a maioria dos cafés para os quais liguei, não faz reserva (principalmente aos domingos), então nós vamos chegar lá às 11h desse próximo domingo, dia 20/03, para tentar mesa – essa avaliação de como os lugares recebem os grupos de leitura também vai entrar em questão no circuito!

Livros do mês lidos, todos prontos?

Tomara que esteja sol! Nós vemos lá! (e depois aqui também)

(veja o cardápio e o endereço direitinho nesse link do site AQUI)

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4 mar 2016, 12h24

O MEU É INTENSO E COM AÇÚCAR, POR FAVOR

sugar

Eu vou sair por aí.
Vou andar na chuva fraca, aquele morna, que faz a grama cheirar. Deixar ela me umedecer, que chuva fraca nem molha, só transpira.

Vou botar uma colher a mais de açúcar no café, pra ele vir melado; doce, doce, doce de ficar enjoado. Só pra poder beber água gelada aos goles depois, e sentir refrescar o paladar.

E vou abrir a janela do carro, na hora que ele acelerar.
Pro vento entrar me descabelando, levantando os papéis no console, zumbindo e bagunçando.

Vou soltar disfarçado o botão do sutiã no elevador, mesmo antes de chegar.
E, por que não, vou sair sem calcinha, que é pra não me apertar.

Vou pedir extra – cobertura extra, gelo extra, molho extra, guardanapo extra, beijo extra. Que beijo não pode faltar.
Vou pedir caprichado – “ô amigo! Capricha aê...”
E vou pedir “chorinho”, porque o chorinho e a saideira são pra finalizar.

Vou tirar do forno, e mandar fritar.
Vou pedir azeitona a mais na minha empada.

Vou correr pra abraçar. E quando abraçar, vou me pendurar.
E quando eu beijar, eu vou melar.
Quem é que quer beijo seco, de lixa, na bochecha?

Vou pedir pra tatuar, pra marcar, pra não apagar.
Que é pra lembrar, pra registrar, pra enfeitar.

Vou chorar de soluçar, até a garganta doer e o olho inchar.
Até o choro virar risada, ou virar sono.
Vou chorar de dentro, de fundo, de vontade.
Que é pra liberar.

Vou matar aula, matar tempo, matar o tédio.
Vou matar de saudade, matar de medo, matar de amor.

E não vou levar a sério.
Nem a você, nem a mim, nem a nada.
Que sério dá ruga. Que sério dá mágoa.

Vou assobiar, mesmo ruim;  vou cheirar pólen pra espirrar.
Muito.
Em sequência.

Vou vadiar.
Sozinha ou acompanhada, escondido e sem culpa.
Dar gargalhada com velharia, me espantar com novidade, me deslumbrar com o desconhecido.

E vou fazer tudo logo.
Tudo rápido.
Tudo agora.

Que o agora vira ontem.
Passa num pisco.
Passa num suspiro.

E já que a vida é mesmo curta, então é melhor brincar pelada.

 

(texto meu publicado em 2011, no blog antigo. Nada mudou, essa ainda sou eu)

3 mar 2016, 14h13

ÚLTIMO ENCONTRO DO CLUBE DE LEITURA E NOVIDADES À VISTA!

Eu sei que estou atrasada no último com essa publicação – não tem desculpa, o último encontro do clube foi em fevereiro e foi ótimo, como sempre. Eu é que não andei ótima (como você viram pela minha última crônica). Sem falar que ainda amarguei uma puxada de tapete no trabalho na última semana que… bom, águas passadas. Hoje o cheiro aqui é de novidade, café fresco, chuvinha e muita revitalização!

Esse mês, o de março, é o do meu aniversário: sua amiga escritora vai fazer 40! (abafa! Eu negarei, se alguém comentar a respeito), então muita coisa está mudando em mim. Por dentro e por fora. Vários ciclos estão se encerrando e novos ciclos (maravilhosos) estão começando – acredito pacas nisso.

Mas vamos ao último encontro primeiro:

livro

Não vamos falar do livro lido (sim, porque ninguém que foi ao encontro leu, hahahaha. Mas pareceu bem legal. Eu ainda estava envolvida demais com o livro das bruxas, que aliás estou enrolando para terminar porque gostei muito e não quero que acabe). Vamos falar sobre o(s) próximo(s) livro(s) escolhido(rs), porque isso sim vai causar comoção!

Quem acompanha o clube desde sempre sabe que TODO DIA do David Levithan despertou emoções – TODOS (ok quase todos) amaram o livro. Foi tipo nosso livro do ano. E agora… temos a continuação dele em mãos! É a visão de Rhiannon em OUTRO DIA.

E há tempos que pedem por aqui para lermos Jojo Moyes – então também escolhemos, como segunda opção, uma outra continuação – DEPOIS DE VOCÊ, continuação de COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, que está chegando aos cinemas.

Ótima oportunidade – para continuar histórias amadas, para quem leu os primeiros, e para descobrir esses livros maravilhosos, para quem não os leu ainda.

Bom, sobre o próximo encontro, uma NOVIDADE – lembra que falei de recomeços, revitalização, novos ciclos e blábláblá lá no começo? Pois então. Ano passado fizemos todos os nossos encontros nas Livrarias Argumentos, nossa parceira. Mas pra 2016 tive uma ideia diferente: por que não unir as duas coisas que amamos (livros e lugares deliciosos para lê-los tomando um café)?

E foi assim que surgiu o…

gastro

… CIRCUITO GASTROLIVROS do clube de leitura!

Não, não serão livros de gastronomia (rárá), e sim um circuito que une gastronomia e livros!

Durante esse ano, a cada mês iremos a uma lugar bacana aqui no Rio que seja gostoso de sentar, ler um livro, bater papo… e comer, lógico! Uma oportunidade incrível de levar nosso clube pela cidade, enquanto conhecemos e experimentamos cafés/restôs novos.

Nosso PRÓXIMO ENCONTRO será dia 20 de março (separa o dia aê), e semana que vem confirmo o lugar certinho.

E aí, você com a gente nessa nova farra? Mesmo se for virtualmente?

Aposto que vem :)

 

 

 

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24 fev 2016, 14h53

SOBRE ANSIEDADE

ansiedade

Tenho um transtorno de ansiedade sério, que embora não seja uma coisa sobre a qual fale o tempo todo, não me causa mais vergonha admitir – chama-se Síndrome do Pânico (já mencionei por aqui). E tenho o maior orgulho de nunca ter tomado remédio tarjado para controlar (nada contra quem toma, acho mais é que tem que tomar mesmo e procurar ajuda). Mas tenho uma puta satisfação pessoal de ter desenvolvido ferramentas internas pra lidar com as crises.
O que eu faço?

Tudo. Faço Yoga sozinha, estudo francês (ou qualquer outra obsessão do momento), leio compulsivamente, escrevo até os dedos sangrarem (mesmo sem mostrar os textos pros outros), eu abraço e cheiro meus caninos, faço sexo, faço maratona de séries, eu cozinho (ou faço chá, ou torrões de açúcar, ou qualquer outra bobagem)…
Invento literalmente qualquer coisa pra ocupar minha mente e meu coração de forma a não sobrar espaço pra ansiedade, pra taquicardia, pro medo de morrer ou passar mal, pra angústia de multidão.
Às vezes sou bem sucedida, às vezes não.

E por que falar sobre isso agora?
Pra me lembrar. Pra me lembrar disso tudo, nesses dias em que acordo com uma vontade louca de beber, fumar, cheirar, tomar qualquer coisa na veia pra ficar anestesiada e fazer a angústia passar (e justamente me lembrar também porque NUNCA faço nada disso). E porque falar sobre isso me acalma, me faz sentir menos sozinha e também me lembra que vai ficar tudo bem.

Vou ali fazer bolo.

 

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5 fev 2016, 11h07

TAMO JUNTO

junto

Se existe algo de belo e significativo que nossa língua e cultura produziram, foi o ‘tamo junto’.

Essa expressão conota um sentimento de empatia profundo, em duas palavras. De forma curta e significativa. Intraduzível para outras línguas, como a ‘saudade’. ‘We are together’, ‘nous sommes ensemble’… nada disso faz sentido como o ‘tamo junto’.
E não me importa se é usado de forma leviana e falsa por vezes; quando dito com intenção, é a conexão absoluta entre duas pessoas. É o entendimento total do outro, naquele momento. É a expressão máxima de lealdade. É quase uma versão simplista do “na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença”.

Não sei quem o inventou, provavelmente um carioca (não estou puxando sardinha para o meu lado – é só que a expressão transborda uma malemolência típica dessas bandas). Mas poderia ter sido qualquer brasileiro – se somos um povo jovem, carente de educação e tantas coisas, pelo menos nos sobra solidariedade.

Tamo junto? Já é.

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25 jan 2016, 13h47

CLUBE DE LEITURA – ENCONTRO JANEIRO

Ah, já disse que esse ano começou na pressão? Tipo, bonzão? (a gente tem que pensar assim pra tirar o gosto ruim de 2015 da boca).

Daí que teve encontro ontem e foi lindo (eu digo muito isso, mas não é falta de vocabulário, é que sempre é lindo mesmo!)

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E daí que eu não tinha lido o livro – eu sei, eu sei, tive o maior tempão para ler, mas foi uma questão de logística: não consegui buscar meu exemplar na Argumento a tempo. Mas tudo bem – ontem mesmo, depois de ouvir todo mundo que leu se babar na história, trouxe ele pra casa e comecei. Gente, o que é esse livro???

É como eu digo – tem umas histórias que reúnem uns elementos que não têm como dar errado. É o caso desse: se passa na Inglaterra, a maior parte do tempo em uma biblioteca, é sobre uma bruxa, que conhece um vampiro, todo mundo faz Yoga, tem romance, tem sobrenatural e… tem uma bocado de referências históricas verdadeiras e ótimas! Ler, me divertir AND aprender. Putz, não conseguia largar ele ontem à noite!

Mas vamos voltar ao encontro: quer dar uma espiada como foi?

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Esses encontros são uma lindeza porque lavam a alma do nosso dia-a-dia besta – comemos bem, tomamos café, rimos e batemos papo sobre infinitos assuntos, espalhamos cultura uns para os outros, e ainda falamos sobre livros e literatura. É realmente transformador!

Bom, o próximo livro escolhido (para o encontro de fevereiro) será uma aventura/história real, e vai empolgar todo mundo:

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No Ar Rarefeito, da Companhia das Letras. História verídica sobre uma escalada ao Everest (só maluco pra fazer isso, gente!).

Nosso próximo encontro será dia 21 de fevereiro, na Livraria Argumento da Barra. Mais perto eu lembro todo mundo!

E aí, vem ler com a gente? (mesmo que seja virtualmente?)

:: Parceria Livraria Argumento ::

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22 jan 2016, 6h17

ME DEIXA SER LINDA, PÔ!

mirror

Amiga, você tá linda na foto“.

Normalmente minha reação a esse tipo de comentário é: “Hum, obrigada, mas eu estava com cara de sono“; “É o filtro da câmera“; “Ainda preciso perder uns 3 quilos, aí…“; “O ângulo está ajudando“… e por aí vai. Sou visceralmente incapaz de responder a um elogio desses com um simples obrigado. Mas confesso que meu desejo mais secreto era poder dizer: “Estou bem mesmo, né?” ; “Tem razão, estou amando o meu cabelo”; “Gente, olha como minha pele tá linda e eu estou com quase 40!”. Mas eu nunca-nunca-nunca consigo cogitar fazer isso. Não é que eu não ache – mas é que quando acho, me bloqueio na hora. Me acho arrogante, convencida, tenho vergonha. Quando ameaço gostar de mim como estou, uma voz ditatorial vem afugentar esses pensamentos.

Sabe que voz é essa? É minha mesmo. Adoraria dizer que é culpa dos homens, da sociedade, da indústria da moda, dos meios de comunicação e afins, mas sou muito esperta pra ficar me enganando como o resto da boiada – eu mesma faço isso comigo. Ninguém mais.

Isso de botar a culpa na sociedade então, é ótimo. Como se a sociedade não fôssemos nós mesmos. Nunca precisei de revistas de moda me dizendo que devo ser alta, magra e loura, pra me convencer. Isso é desculpinha. Ninguém quer assumir a verdade – nós mesmas somos culpadas. Nós nos sabotamos. Que se dane o que os outros dizem e pregam – acreditamos porque queremos. Exigimos perfeição.

Percebo como são felizes (e como nós mesmos admiramos) pessoas que têm uma ótima imagem de si mesmos, sem se preocupar com o resto. Iris Apfel, com suas roupas coloridas e extravagantes e se achando ótima assim, aos 93 anos. Leandra Medine, do Man Repeller, que não usa make e coloca as roupas mais estapafúrdias e se sente bem assim. Se invejamos quando alguém sai do ciclo vicioso de se vigiar, por que não fazemos igual?

Acho que de certa forma nos convencemos que é feio se achar ‘bonito sim, senhor, obrigada’. É como se, admitindo isso fôssemos bestas. Metidos. É como se ficássemos vulneráveis a alguém chegar e fazer chacota da nossa opinião “você se sente tão bonita assim, com esse nariz? Com essa barriguinha saliente? Jura? JURA?

Só que ultimamente uma coisa curiosa anda acontecendo – tenho me sentindo cada dia melhor comigo mesma, mais bonita. Olhando com mais carinho certas partes minhas que nem são padrão blogueira fitness. E pode ser só uma fase, a maturidade, sei lá, tudo bem por mim, estou achando ótimo. Mas morro de vergonha. Morro de vergonha de admitir que estou de boas com a minha bunda grande, por exemplo. Mesmo mole. Mesmo com flacidez. Fico profundamente insegura em dizer “não, não preciso perder peso” (porque perder peso é algo que alguém com 62 quilos e a minha altura DEVERIA fazer, certo? Certo!? Parece moralmente errado achar que não).

Uma amiga me ligou para dizer que tinha achado um creme anti-celulite milagroso, e apesar de eu ter corrido atrás desse tipo de coisa a vida toda, me peguei pensando “ah, nem quero isso, tou bem, com esse dinheiro compro uma roupa nova e… PARE! PRECISAMOS COMPRAR ESSE CREME! É LÓGICO QUE SEU TRASEIRO ESTÁ RIDÍCULO!” (e confessa – você agora quer saber o nome do creme)

Fico tão cansada disso, de ficar brigando internamente entre essas duas pulsões a vida toda. De achar que tá tudo bem e ao mesmo tempo ficar me fiscalizando achando que não! Que não pode, que não tenho o direito.

Olha, vou te contar que a pregação de culpa dentro da cabeça feminina faria inveja à Igreja Católica! Não gosto de tudo em mim, o tempo todo. Acho que ninguém gosta, nem a Gisele Bundchen deve gostar. Mas do que gosto, quero poder gostar em paz.

Então essa vai ser mais uma resolução de ano-novo. Praticar o não se criticar por hábito. Praticar o assumir a própria beleza, sem vergonha ou falsa modéstia, e achar ok gostar mesmo do que não está perfeito. E a aceitar elogio.

Praticar o “Também acho”.

 

 

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20 jan 2016, 14h16

LIVRO DA SEMANA – O NOME DA ESTRELA

estrela

E daí que esse livro me pegou de jeito. Comecei assim meio “ah, legal, um suspense envolvendo Jack, o Estripador…“, e quando vi já tinha lido metade do livro em uma tacada.

Tá, tá, a protagonista tem 16 anos, mas pôxa, não é um livro teen. E eu preciso defender livros que têm protagonistas jovens – as histórias são muito mais legais e emocionantes! Por que acham que só dá pra escrever história de terror/suspense/empolgante com gente jovem? E que adulto só curte história chata e cabeça? Nós, acima dos 30 (risos), também gostamos de emoção, caramba. De ler coias fáceis e divertidas, só pra espairecer a cabeça. Fica aqui meu protesto.

Essa história tinha tudo pra me ganhar e não decepcionou: a protagonista é de New Orleans (ôpa! Um dos meus lugares favoritos), se muda pra Londres (ôpa2!) e ainda vai estudar em um lugar bem bacanudo, Hogwarts feelings, literatura inglesa e tals. Mesmo se não tivesse mistério, eu já estava gostando. Aí acontecem várias coisas sinistras e de repente…PÁ! Uma reviravolta! (que eu não vou contar pra evitar o spoiler)

Gostei, grudei, achei a linguagem fácil e descontraída, você nem sente que tá lendo – e é isso que eu curto. Acho meio sacal quando o livro até é bom, mas você se sente lendo, faz força. Adoro quando me pego tão envolvida na história, que esqueço que estou lendo frases. Sim, além disso tem um fator sobrenatural na história e eu vibrei com isso.

Quer a sinopse? Tá aqui:

Mal pisou em Londres, Rory Deveaux percebeu qual era o assunto do momento na cidade: uma série de assassinatos seguindo os moldes dos praticados por Jack, o Estripador, quase um século atrás. Por uma sinistra coincidência, o internato onde a garota foi morar fica bem na área de atuação do serial killer. Uma das autoras mais queridas do público jovem na Inglaterra e nos Estados Unidos e celebridade no Twitter, Maureen Johnson – que assina um dos contos do bestseller Deixe a neve cair, ao lado de John Green e Lauren Myracle – apresenta, em O nome da estrela, um thriller sobrenatural envolvente, com pitadas de romance e bom humor. Indicado ao Edgar, prêmio máximo da literatura de mistério nos EUA, o romance é o primeiro da trilogia Sombras de Londres.

Então depois você me conta aí se tem preconceito com livro de protagonista mais jovem, tá?

 

:: interessou? Você encontra esse livro na Livraria Argumento ::

 

 

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